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quinta-feira, 5 de setembro de 2019

Derramezinhos Cerebrais...




Argélia – "Aconteça o que acontecer, a França não abandonará a Argélia. Isto significa que não devemos permitir que seja posta em causa, seja sob que forma for, nem no interior nem no exterior, o facto de a Argélia ser nossa"(Autor: Charles de Gaulle, 1947).
Maridos – "Os arqueólogos são os maridos ideais. Quanto mais a mulher envelhece, mais eles a apreciam" (Agatha Christie).
Boxe – "Duas mulheres que se beijam fazem-me sempre pensar em dois boxeurs que trocam um aperto de mão" (Sacha Guitry, 1947).
Cantores – "Os cisnes cantam antes de morrer. Certos artistas fariam melhor se morressem antes de cantar" (George Bernard Shaw, 1928).
Fidel Castro – "Dou um ano ao Castro. Nada mais!" (General Fulgêncio Batista, ex-ditador de Cuba, 1959).


Casamento – "Os meus pais tinham vivido quarenta anos juntos, mas por pura animosidade" (Woody Allen, 1981).
Jacques-Yves Cousteau – "Há trinta anos que anda a chatear as pescadas com uma lanterna de bolso, para saber se elas dormem durante a noite" (Patrick Timsit, 1992)
Desporto feminino – "A mulher não precisa de nenhum exercício ou jogo. A sua actividade física normal chega-lhe, seja qual for o seu género de vida. Aliás, qualquer exercício em casa até se pode tornar perigoso, porque o seu corpo (órgãos e esqueleto) não foi feito para produzir um grande esforço muscular ou força, e o exercício provocará infalivelmente o sofrimento dos órgãos" (Dr. A. Narodetzi, 1910).
Diabo – "Não tentes atacar o demónio de frente. Ele ficaria encantado por ver que te ocupas dele. Pelo contrário, trata-o com desprezo, como se fosse um cão maçador de que nos queremos desembaraçar. Canta qualquer coisa, seja o que for: cântico, canção cómica. Faz algumas operações aritméticas. O demónio perceberá que o desprezas e ir-se-á embora" (Jean Pottier, 1922).
Deus – "Mata-se um homem, é-se um assassino. Matam-se milhares de homens, é-se um conquistador. Matam-se todos e é-se um deus"(Jean Rostand, 1967).


Hitler – "Apesar da dureza e do carácter implacável que vi no seu rosto, tive a impressão de que estava perante um homem em que se pode ter confiança a partir do momento em que ele dê a sua palavra" (Neville Chamberlain, Primeiro-Ministro inglês, 1938).
Idade – "Uma mulher tem várias idades: a que parece ter; a que as amigas lhe dão; a que ela confessa; e a que ela cala" (Achille Tournier).
Invasões – "Nada nos impede de pensarmos que, se a Inglaterra não é invadida desde 1066, tem sido porque os estrangeiros receiam ter de lá passar um domingo" (Pierre Daninos, 1960).
Pobres – "É preciso ir buscar o dinheiro onde ele está, isto é, aos pobres. Bem, de acordo, eles não têm muito dinheiro, mas são muitos" (Alphonse Allais, 1901)
Violência doméstica – "O homem é o único macho que bate na sua fêmea. É, por conseguinte, o mais brutal dos machos, a não ser que, de entre todas as fêmeas, a mulher seja a mais insuportável – hipótese muito defensável, em suma" (Georges Courteline, 1927).


Igualdade dos sexos – "A igualdade nos estudos, nas escolas, nas ciências, nos desportos e nos concursos aumenta no coração de muitas mulheres alguns sentimentos de orgulho. Acautelai-vos das palavras da serpente, da tentação, da mentira: não vos torneis também Evas" (Papa Pio XII, 1948).
Jesus Cristo – "Se Jesus Cristo voltasse à Terra, seria branco, americano e orgulhoso de o ser" (Reverendo J. B. Soames, 1923).
Alemanha – "Não existe nem a sombra de um início de prova de que uma câmara de gás tenha alguma vez sido construída com o propósito de exterminar pessoas - pelo menos na Alemanha. É exactamente o género de lenda fabricada pela propaganda de Londres" (Albert Paraz, 1957).
Holocausto – "Coloco-me a mim próprio um certo número de perguntas. Não digo que as câmaras de gás não existiram. Mas não consegui ver nenhuma. Não estudei a questão, mas creio que é um pormenor da história da segunda guerra mundial" (Jean-Marie Le Pen, 1987).
Lua – "Nenhum foguetão atingirá a Lua, a não ser que se dê a maravilhosa descoberta de um explosivo ainda mais poderoso que os que conhecemos. E, mesmo que esse combustível indispensável fosse produzido, ainda seria preciso demonstrar que o foguetão poderia funcionar a 459 graus abaixo de zero: é a temperatura do espaço interplanetário" (Nikola Telsa, 1928).


Fonte: Antologia da Asneira no Século XX - Jérôme Duhamel - Editado por Publicações Europa-América, Mem Martins, Portugal (ano de 1997)

quarta-feira, 7 de agosto de 2019

"Os Pobrezinhos" (António Lobo Antunes)



"Na minha família os animais domésticos não eram cães nem gatos nem pássaros; na minha família os animais domésticos eram pobres. Cada uma das minhas tias tinha o seu pobre, pessoal e intransmissível, que vinha a casa dos meus avós uma vez por semana buscar, com um sorriso agradecido, a ração de roupa e comida.

Os pobres, para além de serem obviamente pobres (de preferência descalços, para poderem ser calçados pelos donos; de preferência rotos, para poderem vestir camisas velhas que se salvavam, desse modo, de um destino natural de esfregões; de preferência doentes a fim de receberem uma embalagem de aspirina), deviam possuir outras características imprescindíveis: irem à missa, baptizarem os filhos, não andarem bêbedos, e sobretudo, manterem-se orgulhosamente fiéis a quem pertenciam.

Parece que ainda estou a ver um homem de sumptuosos farrapos, parecido com o Tolstoi até na barba, responder, ofendido e soberbo, a uma prima distraída que insistia em oferecer-lhe uma camisola que nenhum de nós queria: - Eu não sou o seu pobre; eu sou o pobre da menina Teresinha.




O plural de pobre não era «pobres». O plural de pobre era «esta gente».
No Natal e na Páscoa as tias reuniam-se em bando, armadas de fatias de bolo-rei, saquinhos de amêndoas e outras delícias equivalentes, e deslocavam-se piedosamente ao sítio onde os seus animais domésticos habitavam, isto é, um bairro de casas de madeira da periferia de Benfica, nas Pedralvas e junto à Estrada Militar, a fim de distribuírem, numa pompa de reis magos, peúgas de lã, cuecas, sandálias que não serviam a ninguém, pagelas de Nossa Senhora de Fátima e outras maravilhas de igual calibre.
Os pobres surgiam das suas barracas, alvoroçados e gratos, e as minhas tias preveniam-me logo, enxotando-os com as costas da mão:
- Não se chegue muito que esta gente tem piolhos.





Nessas alturas, e só nessas alturas, era permitido oferecer aos pobres dinheiro, presente sempre perigoso por correr o risco de ser gasto (- Esta gente, coitada, não tem noção do dinheiro) de forma  deletéria e irresponsável.
O pobre da minha tia Carlota, por exemplo, foi proibido de entrar na casa dos meus avós porque, quando ela lhe meteu dez tostões na palma da mão recomendando, maternal, preocupada com a saúde do seu animal doméstico
- Agora veja lá, não gaste tudo em vinho

o atrevido lhe respondeu, malcriadíssimo:
- Não, minha senhora, vou comprar um Alfa-Romeu

Os filhos dos pobres definiam-se por não irem à escola, serem magrinhos e morrerem muito. Ao perguntar as razões destas características insólitas foi-me dito com um encolher de ombros
- O que é que o menino quer, esta gente é assim
e eu entendi que ser pobre, mais do que um destino, era uma espécie de vocação, como ter jeito para jogar bridge ou para tocar piano.




Ao amor dos pobres presidiam duas criaturas do oratório da minha avó, uma em barro e outra em fotografia, que eram o padre Cruz e a Sãozinha, as quais dirigiam a caridade sob um crucifixo de mogno.
O padre Cruz era um sujeito chupado, de batina, e a Sãozinha uma jovem cheia de medalhas, com um sorriso alcoviteiro de actriz de cinema das pastilhas elásticas, que me informaram ter oferecido exemplarmente a vida a Deus em troca da saúde dos pais. A actriz bateu a bota, o pai ficou óptimo e, a partir da altura em que revelaram este milagre, tremia de pânico que a minha mãe, espirrando, me ordenasse
- Ora ofereça lá a vida que estou farta de me assoar
e eu fosse direitinho para o cemitério a fim de ela não ter de beber chás de limão.

Na minha ideia o padre Cruz e a Saõzinha eram casados, tanto mais que num boletim que a minha família assinava, chamado «Almanaque da Sãozinha», se narravam, em comunhão de bens, os milagres de ambos que consistiam geralmente em curas de paralíticos e vigésimos premiados, milagres inacreditavelmente acompanhados de odores dulcíssimos a incenso.

Tanto pobre, tanta Sãozinha e tanto cheiro irritavam-me. E creio que foi por essa época que principiei a olhar, com afecto crescente, uma gravura poeirenta atirada para o sótão que mostrava uma jubilosa multidão de pobres em torno da guilhotina onde cortavam a cabeça aos reis".

(António Lobo Antunes)

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

O grande humor de Carlos Estêvão, em "O Cruzeiro" (Brasil) - 3


A Ovelha Negra










































Publicado na revista "O Cruzeiro" (Brasil) em 17 de Outubro de 1964

(Reveja outras produções de Carlos Estêvão: aqui e aqui)

quarta-feira, 24 de julho de 2019

Um novo primeiro-ministro para o Reino Unido...


Alexander Boris Johnson, escolhido para suceder a Theresa May como primeiro-ministro do Reino Unido.
Nasceu de pais britânicos, na cidade de New York, Estados Unidos da América, em 1964.





Donald Trump, presidente dos EUA, manifestou por diversas vezes um apoio entusiástico a este seu conterrâneo.
Parecem criadas as condições para um singular e divertidíssimo (?) "affaire" por sobre as águas do Atlântico…




Reacção do Homer Simpson, quando soube...


terça-feira, 23 de julho de 2019

domingo, 21 de julho de 2019

"D. Sebastião desapareceu em Alcácer do Sal?"... "O grito do índio Ipiranga?"... etc., etc., etc.




Isabel Carla Moreira de Brito, licenciada em História pela Faculdade de Letras da Universidade do Porto (Portugal) e professora daquela disciplina no Ensino Básico e Secundário, teve a virtuosa ideia de editar em 2018, na Manuscrito, o livro cuja capa acima se reproduz.
A obra - cuja leitura vivamente recomendamos - contém mais de uma centena de respostas disparatadas fornecidas por alunos durante as aulas ou em fichas de trabalho, testes de avaliação e exames.

Como Isabel esclarece na Introdução:

os erros nas aulas e testes de História acontecem e, na maior parte das vezes, originam histórias engraçadas impossíveis de esquecer. Em momentos de ansiedade, de pouca inspiração, ou… de pouco estudo, podemos tornar-nos mais criativos! (…)
Sou professora de História há largos anos e fui reunindo as respostas mais divertidas que encontrei. Umas foram dadas em salas de aula, outras em testes escritos, umas aconteceram comigo, outras foram-me contadas por colegas e amigos, também docentes de História. São erros da História de Portugal e da História Universal capazes de proporcionar episódios com bastante humor.

Mas Isabel Moreira de Brito não se limita a reproduzir as originalíssimas e mirabolantes respostas de alguns discentes. Ela apresenta as perguntas que as originaram e o respectivo contexto; depois, relativamente a cada uma delas, expõe em linguagem atractiva, rigorosa e com notável sentido pedagógico a resposta que deveria ter sido dada.
Trata-se, portanto, de uma obra que tanto diverte (frequentemente até às lágrimas…) como ensina.
No final do volume é facultada uma útil e extensa bibliografia.  



Do fantástico e, por vezes, delirante universo contido neste livro, é quase impossível destacar qual o contributo mais inesperado, mais surpreendente ou, até, mais atordoante...
Algumas das respostas, se não chegaram para fugir ao doloroso "chumbo", mereceriam ao menos uma qualquer generosa recompensa pela extraordinária criatividade e pelo insuperável espírito de "desenrascanço" que revelam (atávica característica da lusitana humanidade…).
Sete exemplos, de um conjunto vastíssimo:

- D. Sebastião não morreu, de facto, em Alcácer-Quibir (como se contou aqui); ele terá antes desaparecido quando se encontrava a combater os mouros na cidade marroquina de Alcácer do Sal, ali para os lados de Setúbal...

- o presidente norte-americano Abraham Lincoln foi assassinado quando passava pelas ruas de Dallas num carro descapotável...

- Waterloo não se tornou conhecida por causa da derrota que Napoleão aí sofreu, mas porque foi com esse tema que os inesquecíveis Abba venceram o Festival Eurovisão da Canção...

- o sempre lembrado "Grito do Ipiranga" é assim explicado: os brasileiros não queriam continuar a ser uma colónia e por isso lutaram contra os portugueses; durante uma batalha, o índio Ipiranga, que estava junto de D. Pedro, gritou: "Independência ou Morte!"...

- ainda no Brasil, o padre António Vieira ensinava latim aos índios para que estes pudessem comunicar com os portugueses...

- a rainha D. Maria Pia (esposa do rei português D. Luís e mãe do rei D. Carlos, assassinado em 1908) "ficou para a História por ser uma gastadeira; vestidos, quadros, mobília, ela comprava de tudo com frequência e ainda dava festas grandiosas, gastando todo o dinheiro do marido, que depois tinha de pedir emprestado ao governo. Mais gastadeira do que ela, só mesmo a rainha Maria Antonieta de França"... 

- a Santa Aliança, criada na Europa após a derrota de Napoleão Bonaparte, tinha como responsáveis Deus Pai, Filho e Espírito Santo...

… e mais, muito mais, neste livro delicioso - que não deve perder!



Isabel Moreira de Brito, autora do livro


Isabel é ainda autora de um excelente blogue, Estórias da História, que, decerto com muitíssimo proveito, poderá visitar aqui.

quarta-feira, 10 de julho de 2019

O grande humor de Carlos Estêvão, em "O Cruzeiro" (Brasil) - 1







Publicado na revista brasileira "O Cruzeiro", em 9 de Abril de 1960


Carlos Estêvão de Souza, que nasceu no Recife em 1921 e faleceu em Belo Horizonte em 1972, foi um chargista, ilustrador e caricaturista brasileiro.
Seus pais, Estêvão e Maria Salomé, eram descendentes de portugueses que se instalaram na Paraíba e em Pernambuco.
A maior parte da sua obra foi publicada em "O Cruzeiro", desde os finais da década de 1940 até ao seu falecimento.
Essa revista, que foi uma das mais importantes publicações periódicas do Brasil, durou cerca de meio século (ver aqui e também aqui).

Carlos Estêvão

sexta-feira, 5 de julho de 2019

Céus! Como é possível, América?!?...

 … vais sentá-lo na cadeira de Abraham Lincoln, outra vez?...

















"The Shining"


























































Lembram-se de quando a América era, realmente, grande?
De quando ela era decente, inspiradora e admirável?

"E a bandeira estrelada
em triunfo tremulará
Sobre a terra dos livres
e o lar dos bravos!"

Recordem-na nestes versos:

domingo, 12 de maio de 2019

Discurso de Deus a Eva (Millôr Fernandes)


"... Eva, de repente, descobrindo uma bela cascata, resolveu tomar um banho de rio. 
A criação inteira veio então espiar aquela coisa linda que ninguém conhecia. 
E quando Eva saiu do banho, toda molhada, naquele mundo inaugural, naquela manhã primeval, estava realmente tão maravilhosa que os anjos, arcanjos e querubins, ao verem a primeira mulher nua sobre a Terra, não se contiveram, começaram a bater palmas e a gritar, entusiasmados:
"O AUTOR! O AUTOR! O AUTOR!".

"P.S. - Este discurso do Todo-Poderoso está sendo divulgado pela primeira vez em todos os tempos, aqui neste livro.  Nunca foi publicado antes, nem mesmo pelo seu órgão oficial, A BÍBLIA."

"Minha cara,

Eu te criei porque o mundo estava meio vazio, e o homem, solitário.
O Paraíso era perfeito e, portanto, sem futuro.

As árvores, ninguém para criticá-las;
os jardins, ninguém para modificá-los;
as cobras, ninguém para ouvi-las.
Foi por isso que eu te fiz.
Ele [Adão] nem percebeu e custará os séculos para percebê-lo.
É lento, o homenzinho.
Mas, hás de compreender, foi a primeira criatura humana que fiz em toda a minha vida.
Tive que usar argila, material precário, embora maleável. Já em ti usei a cartilagem de Adão, matéria mais difícil de trabalhar, mais teimosa, porém mais nobre.
Caprichei em tuas cordas vocais, poderás falar mais, e mais suavemente.
Teu corpo é mais bem acabado, mais liso, mais redondo, mais móvel, e nele coloquei alguns detalhes que, penso, vão fazer muito sucesso pelos tempos a fora.
Olha Adão enquanto dorme; é teu.
Ele pensará que és dele.
Tu o dominarás sempre. Como escrava, como mãe, como mulher, concubina, vizinha, mulher do vizinho.
Os deuses, meus descendentes;
os profetas, meus public-relations;
os legisladores, meus advogados,
proibir-te-ão como luxúria, como adultério, como crime, e até como atentado ao pudor!
Mas eles próprios não resistirão
e chorarão como santos depois de pecarem contigo;
como hereges, depois de, nos teus braços, negarem as próprias crenças;
como traidores, depois de modificarem a Lei para servir-te.
E tu, só de meneios, viverás.

Nasces sábia, na certeza de todos os teus recursos, enquanto o Homem, rude e primário, terá que se esforçar a vida inteira para adquirir um pouco de bens que depositará humildemente no teu leito.
Quando perguntei a ele se queria uma Mulher, e lhe expliquei que era um prazer acima de todos os outros, ele perguntou se era um banho de rio ainda melhor.
Eu ri. O homem é um simplório.
Ou um cínico.
Ainda não o entendi bem, eu que o fiz, imagina agora os seus semelhantes.
Olha, ele acorda. Vai. Dá-me um beijo e vai.
Hmmmm, eu não pensava que fosse tão bom.
Hmmmm, ótimol Vai, vai!

Não é a mim que você deve tentar, menina! Vai, ele acorda. Vem vindo para cá. Olha a cara de espanto que faz. Sorri!

Ah, eu vou me divertir muito nestes próximos séculos!"



Autor: Millôr Fernandes

Texto extraído do livro "Esta é a verdadeira história do Paraíso", Livraria Francisco Alves Editora - Rio de Janeiro, 1972.
Projeto Releituras, de Arnaldo Nogueira Júnior.