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Torre da História Ibérica
Pequenas e grandes histórias da História e mensagens mais ou menos amenas sobre vidas, causas, culturas, quotidianos, pensamentos, experiências, mundo...
sábado, 16 de maio de 2026
quarta-feira, 13 de maio de 2026
"WIGWAM" - Bob Dylan em grande!
I - Bob Dylan:
II - pela orquestra de Paul Mauriat...
III - ... pela Musikkapelle Kiefersfelden...
Saiba mais sobre Bob Dylan - aqui
sábado, 9 de maio de 2026
CLÁUDIO, imperador de Roma (Triunfante na política, infeliz aos amores...)
Cláudio nasceu em Lugduno, na Gália dominada pelos Romanos (actual Lyon, França), a 1 de Agosto do ano 10 antes de Cristo (a. C.). Faleceu em Roma a 13 de Outubro de 54 depois de Cristo (d. C.).
Foi o quarto imperador romano da dinastia cláudio-juliana (sendo antecedido por Augusto, Tibério e Calígula; e seguido por Nero). Foi também o primeiro imperador a nascer fora da península itálica.
Cláudio era neto de Lívia, esposa do grande imperador Augusto (primeiro da dinastia). Era tio do extravagante e sanguinário Calígula, que o antecedeu.
Ninguém poderia prever, nas primeiras décadas da sua existência, que ele pudesse vir a chegar onde chegou. Padecia de várias deficiências físicas e passava facilmente por diminuído mental. Era gago, coxeava, babava-se e, às vezes, rompia num riso estridente e descontrolado, o que em nada contribuía para o favorecer.
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| Antónia, mãe de Cláudio |
A mãe, Antónia, apoucava-o com frequência e apresentava-o como um monstro, uma espécie de ser inacabado e genuíno exemplo de estupidez. A avó, Lívia, mulher de Augusto, pouco ou nada lhe falava, preferindo enviar-lhe curtas mensagens escritas de reprovação em que invariavelmente o rebaixava. Por tudo isto, era por norma mantido mais ou menos à margem da política e dos assuntos familiares mais importantes.
Foi em grande parte devido ao juízo que faziam dele que Cláudio saiu incólume das tremendas disputas pelo poder que caracterizavam a política romana do tempo. Julgavam-no inofensivo. Pôde por isso escapar, sem grandes sobressaltos, às matanças perpetradas por Tibério e Calígula, seus antecessores.
No entanto, ainda que assim desprezado, ele estava longe de ser estúpido ou intelectualmente destituído. Dedicando-se às leituras e ao estudo persistente, tornou-se um homem de cultura muito superior à daqueles que o rodeavam e diminuíam. Dominou matérias como a matemática, a gramática, a geometria, a medicina, o grego e, acima de tudo, a História. E entregou-se, com grande mérito, à investigação e à escrita da história romana.
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| O guarda pretoriano descobre Cláudio escondido por trás da cortina. |
Houve todavia um momento, a 24 de Janeiro de 41 (d. C.), em que Cláudio sentiu que tinha a vida presa por um fio. Foi nesse dia que a guarda pretoriana resolveu executar Calígula, um imperador psicopata, pondo termo ao seu governo repleto de crueldades, assassínios e episódios irracionais. Logo a seguir a Calígula, tombaram, sob as espadas dos guardas, muitos aristocratas e membros da família imperial.
Em pânico, convencido de que seria a próxima vítima, Cláudio fugiu do centro dos acontecimentos e, na tentativa de passar despercebido, escondeu-se por trás da pesada e espessa cortina de uma porta. Foi aí que um dos guardas o descobriu pouco depois. Cláudio, transido de medo, aguardou o golpe fatal. Mas, para seu espanto, o guarda (diz-se que se chamava Grato) curvou-se respeitosamente diante dele e tratou-o como se ele fosse imperador.
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| A guarda pretoriana escolhe Cláudio para imperador de Roma |
Conduzido ao acampamento da guarda pretoriana, Cláudio viu-se efectivamente proclamado imperador pelo grosso da soldadesca. Ele era agora o único homem adulto da sua família, e o senado, algo recalcitrante a princípio, acabou por aceitar a escolha. O novo soberano teve logo um gesto tão inteligente como prudente, mandando distribuir milhares de sestércios pela guarda pretoriana à qual devia o poder.
Daí partiu o outrora desprezado Cláudio para um meritório governo de cerca de treze anos. Revelou-se um excelente administrador, concretizando obras públicas importantes e lançando notáveis reformas legislativas.
A economia de Roma melhorou com as suas iniciativas, fazendo lembrar a muitos os tempos áureos de Augusto e lançando para o esquecimento o período caótico de Calígula.
Cláudio distinguiu-se igualmente, no tocante à expansão militar romana, com várias e importantes conquistas: Trácia, Ilíria, Judeia, Lícia, Nórica, Panfília e Mauritânia foram anexadas ao império. A conquista mais retumbante foi, porém, a da Britânia (actual Inglaterra e Gales - ver aqui).
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| Cláudio |
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| Agripina coroando o seu filho Nero como imperador de Roma |
quarta-feira, 6 de maio de 2026
sexta-feira, 1 de maio de 2026
O projectado império colonial de Hitler na Europa (Rússia - 1941) (Ou: como a História parece repetir-se...)
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| Tropas alemãs invadem a União Soviética |
Ainda que a invasão da União Soviética tivesse sido apresentada ao povo alemão como uma acção preventiva ("fazemos isto antes que eles tomem a iniciativa de nos fazerem o mesmo"), o propósito final era o da construção desse império.
As primeiras semanas dos combates pareceram mais do que auspiciosas aos invasores, que aprisionaram centenas de milhares de soldados soviéticos e destruíram no solo grande parte da aviação de guerra de Estaline.
Como relata Ian Kershaw na sua excelente biografia do ditador alemão, este revelou aos que o rodeavam, nessas semanas triunfais, as suas ideias delirantes – e criminosamente desumanas - acerca do sonhado império colonial na Rússia.
O comunismo seria impiedosamente erradicado através da execução sumária de qualquer indivíduo tido como influente ou “perigoso”. Moscovo e Leninegrado (São Petersburgo) seriam arrasadas “para exemplo”.
Quanto à justificação que assistia à Alemanha para fazer tudo isto, Hitler era de uma franqueza brutalmente cruel: o seu direito era o da força. No entendimento dele, um povo culturalmente superior (como ele considerava os germânicos relativamente aos eslavos) não necessitava de outros argumentos para se apoderar das terras alheias…
Dentro de poucas semanas, este sonho grandioso e maligno principiaria a esfumar-se, uma vez que se provou, em duros combates no terreno, que Hitler e os seus conselheiros tinham subestimado grosseiramente o poderio militar soviético e a capacidade de resistência dos russos.
quarta-feira, 29 de abril de 2026
sábado, 25 de abril de 2026
I Love That Girl (1928)
quarta-feira, 22 de abril de 2026
sábado, 18 de abril de 2026
"Olympus" (do álbum "Mar Magalhães") - LUÍSA AMARO (Portugal)
Neste inspirado e feliz casamento de instrumentos musicais, Luísa Amaro toca guitarra portuguesa e Gonçalo Lopes acompanha-a no clarinete-baixo:
Viagens marítimas dos portugueses
(séculos XV e XVI):
Nota: Fernão de Magalhães era português. Achava-se ao serviço dos reis de Espanha quando efectuou a sua viagem de circum-navegação do Mundo, durante a qual morreu (Filipinas, 1521).
O comando passou então para Sebastião Elcano, que finalizou a viagem.
sábado, 11 de abril de 2026
Que destino teria sido o de Napoleão Bonaparte se a França não tivesse ocupado a sua Córsega natal?

Mas - e se a anexação não tivesse tido lugar?
Em França, eram numerosos os que a não desejavam, considerando-a inútil e embaraçosa.
Uma vida obscura, no meio das rivalidades dos clãs, e, quando muito, a propriedade de alguns olivais e de uns quantos pés de vinha. Provavelmente, funções medíocres e honoríficas, a exemplo de seu avô Ramolino, que foi inspector de pontes e calçadas por conta da República genovesa.
Quanto à possibilidade de pôr a sua espada ao serviço de um país estrangeiro, ter-lhe-ia decerto faltado a educação militar. Ou tê-la-ia Napoleão recebido?
Este homem extraordinário não só sabia o que o seu destino tinha tido de prodigioso, como também possuía consciência da conjugação de ocorrências que haviam sido necessárias para o elevar ao Império e torná-lo sobrinho do rei de quem, lugar-tenente obscuro, ele tinha visto a queda por ocasião da jornada do 10 de Agosto.



















