(Vídeo de Paisssano)
Pequenas e grandes histórias da História e mensagens mais ou menos amenas sobre vidas, causas, culturas, quotidianos, pensamentos, experiências, mundo...
Mostrar mensagens com a etiqueta Mulheres. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Mulheres. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 19 de março de 2019
segunda-feira, 18 de março de 2019
Cantares de Venezuela (1) - Soledad Bravo ("Polo Margariteño")
Soledad Bravo é uma cantora venezuelana (embora nascida em Espanha no ano de 1943).
É uma das mais importantes figuras da música latino-americana. Senhora de uma voz cristalina e poderosa, abordou os mais variados géneros musicais.
O começo da sua carreira ficou, porém, associado à canção folclórica e de protesto, onde alcançou enorme popularidade. Contribuiu para dar a conhecer os compositores mais representativos da chamada "Nova Trova Cubana" e da "Nova Canção Latino-Americana".
(Vídeo de RecordsFromShelf)
Marcadores:
América Latina,
Artes,
Mulheres,
Música e Músicos,
Revoluções
terça-feira, 12 de março de 2019
quarta-feira, 6 de março de 2019
O fantástico talento da menina Anastasia Tyurina
Executante de balalaica: Anastasia Tyurina (8 anos de idade)
Peça executada - "Valenki"
Peça executada - "Valenki"
Orquestra Folclórica Russa de Osipov
Maestro: Vladimir Andropov
Local: Sala de Concertos Tchaikovsky (Moscovo)
Data: 13 de Setembro de 2018
(Vídeo de George Cosimo)
Maestro: Vladimir Andropov
Local: Sala de Concertos Tchaikovsky (Moscovo)
Data: 13 de Setembro de 2018
(Vídeo de George Cosimo)
Marcadores:
Artes,
Mulheres,
Música e Músicos,
Rússia
terça-feira, 5 de março de 2019
Emmylou Harris ("Wildwood Flower")
Emmylou Harris é uma cantora e compositora norte-americana.
Nasceu em Birmingham, Alabama, em 2 de Abril de 1947.
Apesar de colocada, geralmente, no género country, aborda igualmente o folk, o rock e, ocasionalmente, o pop.
Gravou praticamente todos os grandes compositores de música popular, de Bob Dylan a Lennon-McCartney, passando por Bruce Springsteen, Hank Williams, Steve Earle, Louvin Brothers, Neil Young e Johnny Cash.
Ouçam-na, abaixo, no clássico "Wildwood Flower" (com Iris DeMent e Randy Scruggs). |
(Vídeo de Tom Page)
segunda-feira, 25 de fevereiro de 2019
domingo, 10 de fevereiro de 2019
"Rumba des Îles" (Marguerite Duras-Jeanne Moreau)
As palavras que elas dizem:
{Jeanne} Cette lumière?
{Marguerite} La mousson, dessous : le Bengale
{Jeanne} Cette poussière là-bas?
{Marguerite} Calcutta Central
{Jeanne} Cette rumeur?
{Marguerite} Le Gange
{Jeanne} Où est-on?
{Marguerite} L'Ambassade de France aux Indes
{Jeanne} Il y a comme une odeur de fleurs?
{Marguerite} La lèpre
{Jeanne} Cette couleur verte, elle grandit
{Marguerite} L'océan Indien
{Jeanne} Ces jonques?
{Marguerite} Le riz. Elles vont vers le grand Mandel
{Jeanne} Sur les talus, ces taches sombres?
{Marguerite} Les gens. La densité la plus élevée du monde
{Jeanne} Ces miroirs noirs?
{Marguerite} La rizière indienne
{Jeanne} Ces lueurs là-bas? On brûle les morts de la faim?
{Marguerite} Oui. Le jour vient
{Jeanne} Cet amour?
{Marguerite} L'amour
{Jeanne} On danse à l'autre bout du hall?
{Marguerite} Des touristes de Ceylan
{Jeanne} Qu'elle est blanche! Qu'elles sont blanches les femmes de Calcutta!
{Marguerite} Pendant six mois, elles ne sortent qu'avec le soir, fuient le soleil
{Jeanne} Morte là-bas?
{Marguerite} Aux îles, trouvée morte, une nuit
{Jeanne} Ce mot?
{Marguerite} Désir
{Jeanne} Celle qui vient dans cette odeur de fleurs?
{Marguerite} Une mendiante
{Jeanne} Folle?
{Marguerite} C'est ça! Elle vient de Birmanie
{Jeanne} Maigre!
{Marguerite} La faim
{Jeanne} À Calcutta, elles étaient ensemble?
{Marguerite} Oui, c'était pendant les mêmes années
{Marguerite} La mousson, dessous : le Bengale
{Jeanne} Cette poussière là-bas?
{Marguerite} Calcutta Central
{Jeanne} Cette rumeur?
{Marguerite} Le Gange
{Jeanne} Où est-on?
{Marguerite} L'Ambassade de France aux Indes
{Jeanne} Il y a comme une odeur de fleurs?
{Marguerite} La lèpre
{Jeanne} Cette couleur verte, elle grandit
{Marguerite} L'océan Indien
{Jeanne} Ces jonques?
{Marguerite} Le riz. Elles vont vers le grand Mandel
{Jeanne} Sur les talus, ces taches sombres?
{Marguerite} Les gens. La densité la plus élevée du monde
{Jeanne} Ces miroirs noirs?
{Marguerite} La rizière indienne
{Jeanne} Ces lueurs là-bas? On brûle les morts de la faim?
{Marguerite} Oui. Le jour vient
{Jeanne} Cet amour?
{Marguerite} L'amour
{Jeanne} On danse à l'autre bout du hall?
{Marguerite} Des touristes de Ceylan
{Jeanne} Qu'elle est blanche! Qu'elles sont blanches les femmes de Calcutta!
{Marguerite} Pendant six mois, elles ne sortent qu'avec le soir, fuient le soleil
{Jeanne} Morte là-bas?
{Marguerite} Aux îles, trouvée morte, une nuit
{Jeanne} Ce mot?
{Marguerite} Désir
{Jeanne} Celle qui vient dans cette odeur de fleurs?
{Marguerite} Une mendiante
{Jeanne} Folle?
{Marguerite} C'est ça! Elle vient de Birmanie
{Jeanne} Maigre!
{Marguerite} La faim
{Jeanne} À Calcutta, elles étaient ensemble?
{Marguerite} Oui, c'était pendant les mêmes années
Marcadores:
França,
Impressões de Lugares e de Viagens,
Mulheres,
Música e Músicos
segunda-feira, 4 de fevereiro de 2019
sábado, 5 de janeiro de 2019
MADAME JUNOT E A SUA SAIA DE BALÃO NO PALÁCIO DE QUELUZ
![]() |
| Laure Permon, duquesa de Abrantes, esposa de Junot (1784-1838) |
Portugal, 1805.
A rainha D. Maria I, afectada por doença mental, fora substituída havia treze anos nas suas funções pelo filho mais velho, o regente D. João (futuro rei D. João VI). O regente era casado com a espanhola Carlota Joaquina.
A rainha D. Maria I, afectada por doença mental, fora substituída havia treze anos nas suas funções pelo filho mais velho, o regente D. João (futuro rei D. João VI). O regente era casado com a espanhola Carlota Joaquina.
Nesse ano, o representante diplomático da França em Portugal era o general Jean-Andoche Junot, que dois anos depois conduziria, a mando de Napoleão Bonaparte, a 1.ª invasão francesa do nosso país. Foi na sequência dessa invasão que a família real portuguesa, encabeçada pelo regente D. João, buscaria refúgio no Brasil (1807-1821).
O general Junot (que seria mais tarde duque de Abrantes) tinha por esposa a sua compatriota Laure Permon.
Bonita, espirituosa, cáustica e extravagante, Laure - a quem Napoleão chamava, com algum afecto, a "petite peste" - dedicou-se à escrita, tendo publicado extensas e interessantes memórias da sua vida e do seu tempo, incluindo do que passou em Portugal.
Um dia, o marido informou-a de que a esposa do regente D. João, Carlota Joaquina, a receberia no Palácio de Queluz.
Segue-se o relato que a terrível Laure deixou acerca dessa memorável visita.
………
"A princesa do Brasil [Carlota Joaquina, mulher do príncipe regente] recebe-me na quarta-feira. Mas tenho de levar saia de balão. Saia de balão no século XIX, Santo Deus!
Recorri a todos os meios para evitar essa exigência idiota. Tudo inútil. É mais fácil o príncipe regente renunciar à coroa de Portugal do que dispensar-me da saia de balão.
No dia marcado, enverguei um vestido de moiré branco bordado a ouro, enfiei a imensa saia armada sobre arcos de arame e aí vou eu, toda emplumada como um cavalo de cortesias, para me meter no coche dourado que me esperava.
Mas aí é que as coisas se complicaram. Confesso que nunca tinha visto ninguém, com saia de balão, entrar num coche. E havia também as plumas. Nem a saia cabia na porta, nem as plumas cabiam no coche.
Parei diante da carruagem, a fingir que estava só a ganhar tempo. Junto de mim estava o meu marido, que é um ignorante em saias de balão, e Monsieur de Rayneval, que não me parece muito entendido em vestuário feminino. Que fazer?
![]() |
| Carlota Joaquina, esposa do regente D. João (1775-1830) |
A multidão ia-se adensando, e eu sentia-me com vontade de chorar. Meu marido, decidido como sempre, disse-me: Que diabo! Todas as portas são iguais. Se as outras passam, tu também hás-de passar!
E empurrava-me, mas, por mais força que fizesse, o maldito balão não cabia na porta.
Foi nesse momento que chegou Monsieur de Cherval. É velho e sabe os truques todos. Quando viu a minha aflição, desatou a rir:
- Cada arco da saia tem uma dobradiça com mola. Carregue, que os arcos dobram em dois.
- E as plumas do chapéu?
- O chapéu tira-se. Quando lá chegar volta a pô-lo.
E assim foi.
Ao chegar a Queluz, recebeu-me a condessa de Moscoso, que me ofereceu os seus aposentos para descansar, enquanto esperava. Depois chegou um pajem que me disse, em português, que a princesa me esperava.
Atravessei então uma série de corredores escuros, esconsos e sujos. Eu ia com o coração apertado por ver os meus vestidos e penachos enxovalharem-se na poeira e nas teias de aranha.
Quando finalmente cheguei à sala onde estava a princesa, fiquei tão espantada que perdi toda a timidez. Fiz as três grandes vénias de estilo e recitei o palavreado do costume com todo o à-vontade. De mim para mim, pensava: É possível que esta Casa de Bragança tenha sido gloriosa há séculos. Mas hoje é apenas grotesca.
![]() |
Palácio de Queluz, nos arredores de Lisboa, Portugal. Aqui nasceu e morreu D. Pedro, o primeiro imperador do Brasil independente
|
A sala era a que se destina a cerimónias solenes. Dimensões normais, ornamentação só nas caneluras das paredes. Móveis poucos e vulgares. Realmente, móveis para quê?
O soalho estava coberto por um belo tapete oriental e a princesa estava sentada nele. Quando anunciaram o meu nome, como se fosse um pregão, levantou-se.
Ela estava entre oito ou dez mulheres, cada uma das quais me pareceu mais feia do que as outras. Vestiam-se de modo indescritível. Pareciam-me uma visão de pesadelo.
A princesa envergava um vestido de cassa da Índia, com bordados de algodão e ouro, igual às peças que trouxemos de França para fazer cortinas.
O corte era de mau gosto - e o corpo que cobria, de gosto ainda pior.
Carlota Joaquina tinha os cabelos semifrisados e penteados à grega. Adornavam-nos os maiores conjuntos de pérolas e pedras preciosas que eu alguma vez tinha visto. Os braços estavam nus. Eram compridos, achatados, ossudos, cobertos de pelos. Nunca vi braços tão feios.
Dirigiu-se-me num mau francês, o que depois me disseram ser grande distinção, pois só fala em português. Falou da mãe, por quem me não pareceu ter grande ternura, e disse-me que eu era bonita e tinha tipo de portuguesa.
Já a rainha de Espanha me fizera um cumprimento assim, dizendo que tenho tipo de espanhola.
Falou-me também da cunhada, mas como sei que se detestam, não dei saída.
A sessão foi excepcionalmente demorada: passou de meia hora, quando o costume são dez minutos.
Por fim, fez um gesto de despedida amigável. Meia dúzia de mulheres, com saias de vermelho berrante, arrastando grandes caudas de cinzento-azulado bordado a ouro, acompanharam-me até à porta. Tinham estranhos toucados também azuis, com flores vermelhas. Faziam lembrar as catatuas dos bosques da América.
Eu saí, e elas foram de novo sentar-se no chão, à volta da princesa." (*)
(*) Fonte - Albert Savine - Le Portugal il y a cent ans - Souvenirs d'une ambassadrice - Annotés d'après les Documents d'Archives et les Mémoires.
Publicado no ano de 1912 por Société des Éditions Louis-Michaud - Boulevard Saint-Germain, 168, Paris, France.
segunda-feira, 22 de outubro de 2018
PENTEADOS DO POVO MUXIMBA (SUL DE ANGOLA)
Fonte: Angola 4 - Etnias
Texto e legendas: J. C. Pinheira - Guy Leroy - Moutinho Pereira - Emílio Filipe - Joaquim Cabral
Editora: Palanca Negra
(Não é permitida a reprodução destas imagens com intuitos comerciais)
Marcadores:
Africa,
Angola,
Impressões de Lugares e de Viagens,
Mulheres,
Povos,
Povos de África,
Povos de Angola
sábado, 14 de julho de 2018
Magnífica Indiara Sfair!
Nasceu em Curitiba, Brasil.
Marcadores:
Brasil,
Mitos; Música e Músicos,
Mulheres
domingo, 7 de maio de 2017
quinta-feira, 19 de janeiro de 2017
POR CAUSA DE JANDIRA
.
O mundo começava nos seios de Jandira.
Depois surgiram outras peças da criação:
Depois surgiram outras peças da criação:
surgiram os cabelos para cobrir o corpo,
(às vezes o braço esquerdo desaparecia no caos.)
E surgiram os olhos para vigiar o resto do corpo.
E surgiram sereias da garganta de Jandira:
(às vezes o braço esquerdo desaparecia no caos.)
E surgiram os olhos para vigiar o resto do corpo.
E surgiram sereias da garganta de Jandira:
o
ar inteirinho ficou rodeado de sons
mais palpáveis do que pássaros.
E as antenas das mãos de Jandira
E as antenas das mãos de Jandira
captavam objetos animados, inanimados.
Dominavam a rosa, o peixe, a máquina.
E os mortos acordavam nos caminhos visíveis do ar
Dominavam a rosa, o peixe, a máquina.
E os mortos acordavam nos caminhos visíveis do ar
quando Jandira penteava a cabeleira...
Depois o mundo desvendou-se completamente,
foi-se levantando, armado de anúncios luminosos.
E Jandira apareceu inteiriça,
da cabeça aos pés,
todas as partes do mecanismo tinham importância.
E a moça apareceu com o cortejo do seu pai,
de sua mãe, de seus irmãos.
Eles é que obedeciam aos sinais de Jandira,
crescendo na vida em graça, beleza, violência.
Os namorados passavam, cheiravam os seios de Jandira
e eram precipitados nas delícias do inferno.
Eles jogavam por causa de Jandira,
deixavam noivas, esposas, mães, irmãs
por causa de Jandira.
E Jandira não tinha pedido coisa alguma.
E vieram retratos no jornal,
e apareceram cadáveres boiando por causa de Jandira.
Certos namorados viviam e morriam
Por causa de um detalhe de Jandira.
Um deles suicidou-se por causa da boca de Jandira
Outro, por causa de uma pinta
Depois o mundo desvendou-se completamente,
foi-se levantando, armado de anúncios luminosos.
E Jandira apareceu inteiriça,
da cabeça aos pés,
todas as partes do mecanismo tinham importância.
E a moça apareceu com o cortejo do seu pai,
de sua mãe, de seus irmãos.
Eles é que obedeciam aos sinais de Jandira,
crescendo na vida em graça, beleza, violência.
Os namorados passavam, cheiravam os seios de Jandira
e eram precipitados nas delícias do inferno.
Eles jogavam por causa de Jandira,
deixavam noivas, esposas, mães, irmãs
por causa de Jandira.
E Jandira não tinha pedido coisa alguma.
E vieram retratos no jornal,
e apareceram cadáveres boiando por causa de Jandira.
Certos namorados viviam e morriam
Por causa de um detalhe de Jandira.
Um deles suicidou-se por causa da boca de Jandira
Outro, por causa de uma pinta
na face esquerda de Jandira.
E seus cabelos cresciam furiosamente
E seus cabelos cresciam furiosamente
com a força das máquinas;
não caía nem um fio,
nem ela os aparava.
E sua boca era um disco vermelho
tal qual um sol mirim.
Em roda do cheiro de Jandira
a família andava tonta.
As visitas tropeçavam nas conversações
por causa de Jandira.
E um padre na missa
esqueceu de fazer o sinal-da-cruz
nem ela os aparava.
E sua boca era um disco vermelho
tal qual um sol mirim.
Em roda do cheiro de Jandira
a família andava tonta.
As visitas tropeçavam nas conversações
por causa de Jandira.
E um padre na missa
esqueceu de fazer o sinal-da-cruz
por causa de Jandira.
E Jandira se casou
e seu corpo inaugurou uma vida nova.
Apareceram ritmos que estavam de reserva.
Combinações de movimento entre as ancas e os seios.
À sombra do seu corpo nasceram quatro meninas
E Jandira se casou
e seu corpo inaugurou uma vida nova.
Apareceram ritmos que estavam de reserva.
Combinações de movimento entre as ancas e os seios.
À sombra do seu corpo nasceram quatro meninas
que repetem as formas e os sestros de Jandira
desde o princípio do tempo.
E o marido de Jandira
morreu na epidemia de gripe espanhola.
E Jandira cobriu a sepultura com os cabelos dela.
Desde o terceiro dia
E o marido de Jandira
morreu na epidemia de gripe espanhola.
E Jandira cobriu a sepultura com os cabelos dela.
Desde o terceiro dia
o marido
fez um grande esforço para ressuscitar:
não se conforma, no quarto escuro onde está,
que Jandira viva sozinha,
que os seios, a cabeleira dela,
não se conforma, no quarto escuro onde está,
que Jandira viva sozinha,
que os seios, a cabeleira dela,
transtornem a cidade
e que ele fique ali à toa.
E as filhas de Jandira
inda parecem mais velhas do que ela.
E Jandira não morre,
espera que os clarins do juízo final
venham chamar seu corpo,
mas eles não vêm.
E mesmo que venham,
e que ele fique ali à toa.
E as filhas de Jandira
inda parecem mais velhas do que ela.
E Jandira não morre,
espera que os clarins do juízo final
venham chamar seu corpo,
mas eles não vêm.
E mesmo que venham,
o corpo de Jandira ressuscitará inda mais belo,
mais ágil e transparente
.
(Poema de Murilo Mendes. Nasceu em Juiz de Fora, Brasil, em 1901.
Faleceu em Lisboa, Portugal, no ano de 1975).
Marcadores:
Brasil,
Mulheres,
Poesia,
Poesia Brasileira
domingo, 25 de dezembro de 2016
terça-feira, 13 de dezembro de 2016
MALAK AL-SHEHRI NO REINO DA ESTUPIDEZ (FACINOROSA)...
Malak al-Shehri publicou uma fotografia em que surge
com um vestido colorido, um casaco e óculos de sol. Ia beber café com um amigo.
Tudo isto lhe valeu valentes críticas nas redes sociais. Devido ao seu
comportamento, foram apresentadas queixas à polícia religiosa. Agora, foi
detida.
Malak
al-Shehri tem cerca de 20 anos e vive na capital da Arábia Saudita. Numa manhã
saiu de casa para tomar o pequeno-almoço e tirou uma fotografia, que publicou
no Twitter. “Decidi sair sem abaya [traje completo de cor escura], vesti uma
saia com um casaco elegante”, lia-se na descrição da imagem. Depois, foi ter
com um amigo para “beber café e fumar um cigarro”. Estes comportamentos foram
motivo de queixas à polícia religiosa. Agora, Malak al-Shehri foi detida.
“Publicou
nas redes sociais algo que está contra as leis”, justificou o porta-voz da
polícia de Riade, Fawaz al Miman, citado pelo jornal espanhol “El Mundo”.
Segundo as autoridades, além da roupa em causa está ainda o facto de Malak
al-Shehri “falar abertamente sobre relações proibidas com homens que não
pertencem à sua família”, acrescenta o britânico “The Guardian”.
Foi a 28 de
novembro que Malak al-Shehri publicou a imagem. Muitos revoltaram-se, outros
saíram em sua defesa. A jovem, acabou mesmo por apagar o tweet e,
consequentemente, a sua conta no Twitter.
Na Arábia
Saudita, existem regras bastante restritas quanto à forma de uma mulher se
apresentar nos locais públicos. A condução e o convívio com homens que não são
seus familiares estão proibidos.
Segundo o
“The Guardian”, milhares de sauditas assinaram uma petição que exige o fim da
lei que prevê que uma mulher esteja sempre sob a guarda de um homem.
Habitualmente, quando são mais novas estão à guarda do pai ou dos irmãos e
quando casam passam a ser da responsabilidade do marido. (*)
(*) Jornal Expresso (Diário - online) - 12-Dezembro-2016.
Marcadores:
Abusos,
Crime,
Direitos Humanos,
Intolerância,
Muçulmanos,
Mulheres,
Religião,
Revoluções
domingo, 1 de maio de 2016
Mães...
.
![]() |
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
..
.
.
.
.
..
.
.
.
.
..
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
.
Subscrever:
Mensagens (Atom)





























































