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quarta-feira, 27 de março de 2019

"Canção da Índia" (Da ópera SADKO, de Rimsky-Korsakov)


Vídeo de TheWickedNorth

Nikolai Andreyevich Rimsky-Korsakov foi um compositor russo. Nasceu na cidade de Tikhvin, em Março de 1844, e faleceu em Lyubensk, a 21 de Junho de 1908.
Considerado um mestre em orquestração, o seu poema sinfónico Scherazade é um bom exemplo da sua frequente inspiração em contos de fadas e contos populares.
Sendo um dos compositores mais influentes da escola nacionalista romântica, foi responsável por recuperar, de maneira inovadora, a cultura tradicional russa.
Integrou um grupo de compositores denominado "Os Cinco" (os outros quatro foram Mily Balakirev, Aleksandr Borodin, César Cui e Modest Mussorgsky).
"SADKO" é uma ópera em sete cenas, com libreto de Vladimir Belsky e Vladimir Stasov, entre outros.
Dedicada ao herói mítico Sadko, estreou no Teatro Solodovnikov, em Moscovo, no dia 7 de Janeiro de 1898.

sexta-feira, 22 de março de 2019

Hudson, Explorador Trágico do Árctico

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Henry Hudson (c. 1550 - c. 1611)
Hudson foi um navegador e explorador inglês. Tornou-se notado a partir de 1607, mas desapareceu apenas quatro anos depois em circunstâncias trágicas.
Pouco se conhece acerca da sua carreira no período anterior, mas nos derradeiros anos de vida realizou quatro tentativas para descobrir um caminho marítimo mais curto para Oriente, navegando pelo Norte.
O mapa seguinte mostra os sucessivos itinerários de Henry Hudson até ao drama final.

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As duas últimas viagens de Hudson
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Em 1607, Hudson foi contratado pela Companhia Moscovita (grupo financeiro inglês). Navegando para norte, entre a Gronelândia e Spitzberg, procurou o acesso ao Oriente nas imediações do Pólo Norte. Uma intransponível barreira de gelo forçou-o todavia a retirar, quando se achava a somente 10º do Pólo.
Em 1608, nova tentativa fracassada (seguiu uma rota ao longo da costa setentrional da Ásia).

A fama de Hudson resultou das suas duas últimas viagens (mapa acima):

- em 1609, contratado pelos Holandeses, viajou no Half Moon até à costa leste da América do Norte (veja as duas linhas castanhas na parte inferior da figura);

- em 1610-1611, comandando o Discovery ao serviço de alguns comerciantes ingleses, desapareceu para sempre (linha azul, na parte superior da figura).
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Hudson na costa da América do Norte
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Viagem de 1609


Henry Hudson assinou em Janeiro deste ano um contrato com a Companhia Holandesa das Índias Orientais, cujo objectivo consistia em “procurar uma passagem a norte para o Oriente, contornando a costa setentrional de Nova Zembla”.
Hudson largou do porto de Amesterdão em Abril de 1609, no Half Moon, com uma tripulação de dezasseis homens, entre Ingleses e Holandeses.

Subindo a costa ocidental da Noruega, os exploradores avistaram o Cabo Norte a 5 de Maio e logo se internaram nas perigosas águas do mar de Barents.
Temperaturas negativas, violentíssimas tempestades, nevoeiros cerrados, blocos maciços de gelo e um princípio de motim dos tripulantes holandeses, obrigaram o comandante a desrespeitar o que havia contratado, abandonando a busca da passagem a nordeste ainda antes de avistar Nova Zembla.

Aproando a sudoeste, o Half Moon atravessou o Atlântico Norte, com águas agitadas, e alcançou as costas americanas do Maine por alturas de Julho.
O navio seguiu então para sul, dobrou o cabo Cod, torneou os perigosos baixios de Nantucket e, em meados de Agosto, estacionava na baía de Chesapeake. Seguiu-se uma série de explorações - baía de Delaware, costa de Nova Jérsia, bancos de Sandy Hook e uma vasta baía orlada de florestas (New York). Deram-se então contactos com os índios, nem sempre amistosos, e a exploração de um grande curso de água (que recebeu o nome pelo qual o conhecemos ainda hoje: rio Hudson).
A 4 de Outubro, o Half Moon aproou de novo ao mar alto, chegando a Inglaterra nos princípios de Novembro de 1609.
 A passagem para Oriente não fora descoberta.
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Hudson e os companheiros vêem afastar-se o Discovery
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Viagem de 1610-1611

Um grupo de abastados comerciantes ingleses formou um consórcio privado destinado a financiar uma nova viagem de Henry Hudson.
Este levava agora instruções para explorar estreitos e enseadas do Árctico Canadiano, procurando apurar “se seria possível encontrar uma passagem para o outro oceano chamado mar do Sul”.

A 17 de Abril de 1610, Hudson partiu no Discovery para a derradeira viagem, sempre em busca da misteriosa rota que o conduzisse ao Oriente. Desta vez levava consigo o seu jovem filho, John Hudson.
Em meados de Maio de 1610 o Discovery atingia a Islândia, não sem que antes se tivessem verificado incidentes graves entre a tripulação, uma perigosíssima constante desta terrível viagem.

Contornando o extremo sul da Gronelândia (ver mapa acima), o navio progrediu com imensa dificuldade para oeste, através de mares coalhados de blocos de gelo.
A tripulação murmurava, descrente de que o objectivo pudesse ser alcançado em tais condições. Hudson, um homem de fé, insistia. Penetrando no estreito que receberia o seu nome (entre o Labrador e a Ilha de Baffin), os exploradores chegaram a “um grande mar que se estendia para ocidente” (actual Baía de Hudson), que sabemos hoje que não conduz à Ásia, mas que penetra profundamente nas regiões selvagens do Canadá.

Em vez de alcançar o Pacífico, como esperava, Hudson atingiu em Setembro de 1610 a baía de James, o recesso mais meridional da baía de Hudson. O Discovery gastou as semanas seguintes em desesperadas navegações para diante e para trás, para norte e para sul, para leste e para oeste, num labirinto infernal.
Veio e passou o Inverno. Frio, fome, discussões e desesperança eram agora o quotidiano da tripulação do Discovery.

Finalmente, em 22 de Junho de 1611, conduzida pelos revoltosos Juet e Henry Greene, a tripulação dominou Hudson e, juntando-o ao filho e a mais sete marinheiros fiéis numa pequena chalupa, abandonou-o à sua sorte nas águas gélidas e mortíferas da baía.

Era o fim para Henry Hudson e para aqueles que o acompanharam. Nunca mais se soube deles, e podemos somente imaginar como acabaram as suas vidas.

Entretanto, o Discovery conseguiu chegar a Inglaterra com a tripulação amotinada. O caso viria a ser revelado e os cabecilhas da rebelião punidos.
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Adaptado de: Great Adventures That Changed Our World.

domingo, 10 de fevereiro de 2019

"Rumba des Îles" (Marguerite Duras-Jeanne Moreau)

Marguerite Duras (1914-1996)
Escritora e directora de cinema.


Jeanne Moreau (1928-2017)
Actriz e cantora.



                (Vídeo de La Mansarde étoilée)

As palavras que elas dizem:

{Jeanne} Cette lumière?
{Marguerite} La mousson, dessous : le Bengale
{Jeanne} Cette poussière là-bas?
{Marguerite} Calcutta Central
{Jeanne} Cette rumeur?
{Marguerite} Le Gange
{Jeanne} Où est-on?
{Marguerite} L'Ambassade de France aux Indes
{Jeanne} Il y a comme une odeur de fleurs?
{Marguerite} La lèpre

{Jeanne} Cette couleur verte, elle grandit
{Marguerite} L'océan Indien
{Jeanne} Ces jonques?
{Marguerite} Le riz. Elles vont vers le grand Mandel
{Jeanne} Sur les talus, ces taches sombres?
{Marguerite} Les gens. La densité la plus élevée du monde
{Jeanne} Ces miroirs noirs?
{Marguerite} La rizière indienne
{Jeanne} Ces lueurs là-bas? On brûle les morts de la faim?
{Marguerite} Oui. Le jour vient

{Jeanne} Cet amour?
{Marguerite} L'amour
{Jeanne} On danse à l'autre bout du hall?
{Marguerite} Des touristes de Ceylan
{Jeanne} Qu'elle est blanche! Qu'elles sont blanches les femmes de Calcutta!
{Marguerite} Pendant six mois, elles ne sortent qu'avec le soir, fuient le soleil
{Jeanne} Morte là-bas?
{Marguerite} Aux îles, trouvée morte, une nuit

{Jeanne} Ce mot?
{Marguerite} Désir

{Jeanne} Celle qui vient dans cette odeur de fleurs?
{Marguerite} Une mendiante
{Jeanne} Folle?
{Marguerite} C'est ça! Elle vient de Birmanie
{Jeanne} Maigre!
{Marguerite} La faim
{Jeanne} À Calcutta, elles étaient ensemble?
{Marguerite} Oui, c'était pendant les mêmes années

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

PENTEADOS DO POVO MUXIMBA (SUL DE ANGOLA)






















































Fonte: Angola 4 - Etnias
Texto e legendas: J. C. Pinheira - Guy Leroy - Moutinho Pereira - Emílio Filipe - Joaquim Cabral
Editora: Palanca Negra
(Não é permitida a reprodução destas imagens com intuitos comerciais)

domingo, 1 de abril de 2018

Ribatejo, Ribatejanos e Campinos


Quadro de Cássio Mello

"(…) Bastará lembrarmo-nos de que o Ribatejo é a região do gado bravo. Daqui o natural e necessário esforço do homem, a que desde pequeno se habitua, para viver entre vacas e touros criados em plena liberdade e bravura, e que é preciso subjugar pelo valor e pela astúcia até submetê-los ao trabalho agrícola.

Julga-se falsamente, no norte do país, que a criação do gado bravo no Ribatejo constitui apenas uma indústria tauromáquica. Não, é um erro: ela representa um alto valor económico, que se obtém à custa de um contínuo e arriscado trabalho.

A propriedade, nas províncias setentrionais do país, está dividida e retalhada: é a quinta, o campo, a bouça ou a horta. Aqui, como no Alentejo, percorrem-se léguas e léguas de terrenos pertencentes a um mesmo proprietário. A propriedade é vasta, imensa, a perder de vista. Proporciona as grandes colheitas e a criação das grandes manadas e rebanhos.

A vida do lavrador ribatejano torna-se, portanto, muito mais trabalhosa e o campino — designando por esta expressão todo o serviçal da lavoura ribatejana — é por via de regra um homem afoito e valente que todos os dias põe em jogo a sua vida com uma indiferença estóica singularmente admirável.

Quadro de Simão da Veiga

Faz-se toureiro, não por gosto de vir exibir a sua perícia tauromáquica no redondel perante a multidão; mas por obrigação e necessidade, no campo, diante das hastes nuas do touro – não só do touro, mas da manada inteira, sem espectadores entusiasmados e sem aplausos ruidosos.

Há, no homem do Ribatejo, o que quer que seja de forte e de simples, de atlético e indiferente, que parece conservar a expressão das idades primitivas, quando a força física e a serenidade de ânimo eram precisas ao homem para lutar com os monstruosos animais pré-historicos. A natureza deu-lhe a bravura calma e a astúcia ingénita necessárias para subjugar as reses bravas, acudindo-lhe com a astúcia quando a valentia não basta.

 Também o dotou com uma certa tendência contemplativa, espécie de identificação, plácida e concentrada, com a vasta paisagem que o rodeia, onde a solidão é profunda e profundo é o silêncio, apenas de quando em quando entrecortado pelo mugido do touro, pelo uivo do lobo, pelo chocalho das manadas e rebanhos.




O perigo que, por via de regra, assusta o homem em qualquer parte, é no Ribatejo o pão nosso de cada dia, um hábito, um costume, em vez de ser, como noutras regiões do país, uma surpresa ou uma eventualidade. Aqui, a natureza, favorecendo, por condições especiais, a criação do gado bravo, pôs harmoniosamente, ao lado dele, o homem forte e sadio, robusto e tranquilo, que tem de viver e lutar quotidianamente com as reses possantes e manhosas. (…)

(…) Esta irrequieta colónia bovina não deixa um momento de paz e descanso aos homens a quem está confiada, e cujo trabalho é incessante, desde a difícil operação da desmama dos bezerros até à amansia do touro.

(…) A luta, no Ribatejo, entre o homem e o touro, quando há necessidade de recorrer a esse extremo, efectua-se frente a frente, toma o carácter de um combate singular, sempre arriscado, porque nós, os Portugueses, picamos o touro por diante, ao contrário dos Espanhóis, que o mandam pela anca.

E, contudo, apesar das contingências desastrosas a que o campino está constantemente sujeito, todas as operações, em que ele é chamado a intervir na vida e na liberdade das manadas, tomam um ar de folia local que sobrepõe a alegria à consciência e temor do perigo." (*)


(*) Alberto Pimentel – A Extremadura Portugueza – 1.ª Parte – O Ribatejo – Lisboa, 1908, pp. 35-36 (ortografia actualizada).

terça-feira, 12 de dezembro de 2017

ARTE CHINESA (1)

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 


 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 

 
 
 
 
 
 
 
 
 






 

quarta-feira, 7 de dezembro de 2016

LISBOA, A MAGNÍFICA (1)

(Clique nas imagens para ampliar)