Tema musical de Death on the Nile:
Pequenas e grandes histórias da História e mensagens mais ou menos amenas sobre vidas, causas, culturas, quotidianos, pensamentos, experiências, mundo...
Mostrar mensagens com a etiqueta Espectáculos Costumes Curiosidades. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Espectáculos Costumes Curiosidades. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 27 de agosto de 2019
sexta-feira, 9 de agosto de 2019
Tuba Skinny, na Royal Street de New Orleans...
… executando Jubilee Stomp:
Os músicos:
Shaye Cohn - Trompete
Erika Lewis - Bateria/Voz
Todd Burdick - Tuba/Sousaphone
Robin Rapuzzi - Washboard
Jason Lawrence - Viola/Guitarra
Max Bien Kahn - Banjo
Greg Sherman - Viola/Guitarra/Voz
Barnabus Jones - Trombone
Ewan Bleach - Clarinete
Para saber mais sobre os Tuba Skinny, clique aqui.
Erika Lewis - Bateria/Voz
Todd Burdick - Tuba/Sousaphone
Robin Rapuzzi - Washboard
Jason Lawrence - Viola/Guitarra
Max Bien Kahn - Banjo
Greg Sherman - Viola/Guitarra/Voz
Barnabus Jones - Trombone
Ewan Bleach - Clarinete
Para saber mais sobre os Tuba Skinny, clique aqui.
Marcadores:
Espectáculos Costumes Curiosidades,
Estados Unidos,
Música e Músicos
sexta-feira, 19 de julho de 2019
sexta-feira, 12 de julho de 2019
A Segunda Valsa (Dmitri Shostakovitch)
![]() |
| Shostakovitch em 1925 |
Dmitri Dmitrievitch Shostakovitch nasceu em São Petersburgo, Rússia, em 1906, e faleceu em Moscovo no ano de 1975 (saiba mais sobre ele, aqui).
Oiça, abaixo, a sua Segunda Valsa.
O vídeo é um excelente trabalho de VidMak e resulta da feliz combinação de vários filmes. Começa por O Leopardo, onde podemos distinguir algumas figuras muito nossas conhecidas (Burt Lancaster, Claudia Cardinale, Alain Delon, etc).
Marcadores:
Cinema,
Espectáculos Costumes Curiosidades,
Figuras Marcantes,
Filmes,
Música e Músicos,
Rússia
sábado, 18 de maio de 2019
Águia voou altíssimo em Portugal: Benfica de novo campeão de futebol!
5.º título conquistado nos últimos 6 anos por aquele que é, de longe, o maior e o mais famoso clube português.
Sem dúvida o melhor futebol praticado durante a época, com vitórias convincentes sobre os principais rivais...
Um avassalador futebol de ataque, uma máquina de fazer golos (103 apontados em pouco mais de 30 jornadas)...
… tudo levado a cabo por uma equipa constituída em grande parte por jovens talentosos, maioritariamente formados pelo clube na sua renomada academia de futebol do Seixal, a dois passos de Lisboa:
Gedson Fernandes, Jota, João Félix, Ferro, Rúben Dias, Florentino Luís, Svilar, Yuri Ribeiro - a par de veteranos ou menos veteranos de créditos há muito firmados: Jonas, Samaris, Rafa, Pizzi, Cervi, Gabriel, Zivkovic, André Almeida, Grimaldo, Conti, Fejsa, Seferovic, Salvio, Vlachodimos, Jardel, etc.
Gedson Fernandes, Jota, João Félix, Ferro, Rúben Dias, Florentino Luís, Svilar, Yuri Ribeiro - a par de veteranos ou menos veteranos de créditos há muito firmados: Jonas, Samaris, Rafa, Pizzi, Cervi, Gabriel, Zivkovic, André Almeida, Grimaldo, Conti, Fejsa, Seferovic, Salvio, Vlachodimos, Jardel, etc.
Treinador português Bruno Lage, 43 anos, verdadeiro achado do presidente Luís Filipe Vieira.
Quando pegou na equipa, a meio da época futebolística, o Benfica ocupava o 4.º posto e estava a 7 pontos do então 1.º classificado.
Operou uma espécie de milagre e terminou folgada e merecidamente campeão.
Competente, sério e respeitador dos adversários, conquistou os jogadores, reconquistou os adeptos, fez produzir um futebol criativo e empolgante - e está obviamente fadado para uma grande carreira.
E assim entra o Benfica, directamente, na Liga dos Campeões Europeus a disputar no próximo ano futebolístico (2019-2020).
E assim entra o Benfica, directamente, na Liga dos Campeões Europeus a disputar no próximo ano futebolístico (2019-2020).
Resumo do último jogo do campeonato, disputado no Estádio da Luz, Lisboa:
BENFICA - 4 - SANTA CLARA - 1 -
Hino do campeão:
terça-feira, 5 de março de 2019
Emmylou Harris ("Wildwood Flower")
Emmylou Harris é uma cantora e compositora norte-americana.
Nasceu em Birmingham, Alabama, em 2 de Abril de 1947.
Apesar de colocada, geralmente, no género country, aborda igualmente o folk, o rock e, ocasionalmente, o pop.
Gravou praticamente todos os grandes compositores de música popular, de Bob Dylan a Lennon-McCartney, passando por Bruce Springsteen, Hank Williams, Steve Earle, Louvin Brothers, Neil Young e Johnny Cash.
Ouçam-na, abaixo, no clássico "Wildwood Flower" (com Iris DeMent e Randy Scruggs). |
(Vídeo de Tom Page)
domingo, 2 de dezembro de 2018
"Manitas de Plata". Olé!
"Manitas de Plata" (Ricardo
Baliardo) foi um extraordinário guitarrista de flamenco.
Nasceu numa caravana cigana, em Sète,
sul de França, a 7 de Agosto de 1921.
Faleceu em Montpellier, com 93 anos (5
de Novembro de 2014).
Tocou com Paco de Lucia e para a dançarina Nina Corti.
Pablo Picasso, que foi um dos seus grandes
admiradores, comentou ao ouvi-lo pela primeira vez: "Este homem vale mais do que eu!"
Apreciem, abaixo, o seu virtuosismo.
(Vídeo de jezagrom)
Manitas de Plata em 1968
|
segunda-feira, 19 de novembro de 2018
DA "CULTURA" EM PORTUGAL...
.
“(…) Há
um momento nas touradas em que o touro, muito ferido já pelas bandarilhas, o
sangue a escorrer, cansado pelos cavalos e as capas, titubeia e parece ir
desistir. Afasta-se para as tábuas. Cheira o céu.
Vêm os homens e incitam-no.
A
multidão agita-se e delira com o sangue.
O touro
sabe que vai morrer.
Só os imbecis podem pensar que os animais não sabem. Os
empregados dos matadouros, profissionais da sensibilidade embaciada, conhecem o
momento em que os animais "cheiram" a morte iminente.
Por
desespero, coragem ou raiva (não é o mesmo?), o touro arremete pela última vez.
Em Espanha morre. Aqui, neste país de maricas, é levado lá para fora para, como
é que se diz? ah sim: ser abatido. A multidão retira-se humanamente,
portuguesmente, de barriga cheia de cultura portuguesa, na tradição milenar à
qual nenhuma piedade chegou.
(…) Os
toureiros são corajosos, mas entram na arena sabendo que haverá sempre quem os
safe, se não à primeira colhida, então à segunda. Às vezes aleijam-se a sério e
às vezes morrem, o que talvez prove que os deuses da Antiguidade são justos,
vingativos e amigos de todos os animais por igual.
Os touros, esses, não têm
ninguém que os vá safar em situação de risco, estão absolutamente sós perante a
morte. Querem os toureiros ser hombres até ao fim? Experimentem ser tão
homens como eram os homens e os animais na Antiguidade: se ficarem no chão,
fiquem no chão.
Morram na arena.
É cultura.
A senhora ministra da Cultura
certamente compensará tão antigo costume.
Também
era da tradição em Portugal, por exemplo, executar em público os condenados,
bater nas mulheres, escravizar pessoas.
Foi assim durante milénios.
Ninguém via
mal nenhum nisso a não ser, confusamente, com dúvidas, as próprias vítimas. Até
que a piedade, na sua interpretação moderna e laica, acabou com tão veneráveis
tradições.
Que será
preciso para acabar com a tradição da tourada? Que sobressalto do coração será
necessário para despertar em nós a piedade pelos animais?”(*)
(*) Paulo
Varela Gomes – Morrer como um touro – Jornal Público, 27 de Fevereiro de 2010
Marcadores:
Abusos,
Animais,
Cultura Ibérica,
Espectáculos Costumes Curiosidades
quinta-feira, 26 de novembro de 2015
UM FILME DE ANTONIONI KOSTADIS
"Em Busca
da
Sobretaxa Perdida"
História trágica de um troca-tintas,
verdadeiro salmistrão,
expulso da sua zona de conforto
por ter intrujado um país inteiro
Em breve num cinema perto de si
.
domingo, 24 de maio de 2015
A gula dos portugueses, o marquês de Pombal e o abade de Alcobaça
.
.
.
.
.
"Um dia, um colega meu, condiscípulo desde os bancos da Escola Médica e bromatologista distinto, pediu-me que lhe dissesse o que se comeu e como se comeu em Portugal no século XVIII, século que passa, e com razão, por ter sido aquele em que se comeu mais - e pior.
Vou satisfazer o
desejo do meu amigo (…).
.
Nós somos,
evidentemente, um país de intoxicados.
Não erraria muito
quem fosse até ao extremo paradoxal de atribuir aos erros e às exuberâncias da
cozinha portuguesa todos os desastres políticos que nos têm afligido.
.
A nossa planturosa
cozinha de artríticos, duma abundância monacal, com leitões e vitelas inteiras nadando em molho dentro de bandejas de prata,
tem, pelo menos, graves responsabilidades nas grandes catástrofes nacionais.
.
Ainda há-de aparecer
um filósofo de bom humor que demonstre, quando finalmente se der valor aos
infinitamente pequenos da História, que Tânger e Alcácer-Kibir, por exemplo, foram
dois casos vulgares de hiper-intoxicação alimentar.
.
O português comeu
sempre muito -, com a agravante de ter comido sempre mal (…).
.
.
.
(…)
O marquês de Pombal, mais sóbrio, vendo que no próprio paço se comia
desordenadamente, voltou a fazer o que já no século XIII fizera Estêvão Anes, e
publicou, em 1765, o regulamento da ucharia e cozinha da casa Real.
.
Mas desse regímen de sobriedade, que ele estabeleceu também na sua economia doméstica, resultou pouco depois um episódio curioso, quando o abade de Alcobaça, que oferecera ao marquês um jantar formidável, foi convidado, por seu turno, para jantar na casa da rua Formosa.
.
Já
no fim do banquete, para que Sebastião José de Carvalho [marquês de Pombal]
mandara preparar uma coberta de princípios de copa, outra de potagens, outra de
massas, outra de assados e outra de doces e frutas, com dez pratos diferentes
cada uma, o marquês notou com estranheza que o gigantesco abade tinha
comido devoradoramente de todos os cinquenta pratos sem beber um só gole de
vinho, e fez-lho notar, com a maior cortesia, apontando o Xerez, o Porto, o
velho Rheno e o Lacrima Christi que o rodeavam em garrafas de vidro doirado:
.
-
Vossa Reverência não quis honrar os
vinhos da minha frasqueira…
.
O
abade acabou de mastigar um bocado de lombo, poisou o garfo de prata sobre a
toalha de rendas, e, acostumado aos intermináveis jantares do convento,
respondeu, com a maior naturalidade do mundo:
.
-
É que eu, senhor marquês, só começo a
beber vinho do meio do jantar em diante…
.
Todo
o poema da gulodice monástica do século XVIII está nesta ingénua frase do dom
abade de Alcobaça.”
..
.
.
Júlio Dantas, Figuras d’Ontem e d’Hoje
(Como se comia em Portugal no século XVIII),
Livraria Chardron, Porto, Portugal, ano de 1914 (págs. 171-178).
.
.
terça-feira, 8 de julho de 2014
Vai em Frente, Brasil: Levanta, Sacode a Poeira, Dá a Volta por Cima!
.
.
Deixemos de lado a derradeira partida do Brasil, contra a Holanda, pois tratou-se de mero complemento da anterior, daquela que verdadeiramente conta, a do 1-7 frente à Alemanha.
E a primeira ideia a reter é a de que, por mais traumatizante que tenha sido o jogo frente aos germânicos, o Brasil não deixou de ter potencialmente os melhores jogadores e o melhor futebol do mundo! Não existe entre os dois times, de modo nenhum, a diferença de qualidade que o resultado parece reflectir.
E a primeira ideia a reter é a de que, por mais traumatizante que tenha sido o jogo frente aos germânicos, o Brasil não deixou de ter potencialmente os melhores jogadores e o melhor futebol do mundo! Não existe entre os dois times, de modo nenhum, a diferença de qualidade que o resultado parece reflectir.
Sucedeu ao Brasil, em versão um pouco mais cruel, mas por razões semelhantes, o que havia já ocorrido com Portugal: ambos os times cometeram o suicídio táctico de jogar abertamente com este adversário, concedendo-lhe espaços amplos, autênticas "avenidas", sem os quais a máquina germânica, comprovadamente, enguiça.
Os alemães possuem um futebol eficaz - até demolidor - se lhes oferecerem ensejo para tal. Mas, colocada perante barreiras tácticas inteligentes e disciplinadas, a sua equipa não evidencia grande imaginação e é pouco versátil.
Diante de colectivos compactos, com zonas de meio-campo convenientemente preenchidas, que defendam bem e lancem contra-ofensivas velozes, demonstram enormes dificuldades e caem num futebol recorrente, estereotipado, pobre de ideias e, por isso mesmo, ultrapassável.
Diante de colectivos compactos, com zonas de meio-campo convenientemente preenchidas, que defendam bem e lancem contra-ofensivas velozes, demonstram enormes dificuldades e caem num futebol recorrente, estereotipado, pobre de ideias e, por isso mesmo, ultrapassável.
Afinal, o que fez de grandioso essa Alemanha tão enaltecida pelo seu futebol?
Para além das goleadas, muitíssimo consentidas, a Portugal e ao Brasil (irmãos até na ingenuidade de seu sistema de jogo), a soberba Alemanha ganhou dificilmente aos Estados Unidos (1-0) e França (1-0) e não conseguiu vencer, dentro dos 90 minutos regulamentares, nem o Gana (empate, 2-2) nem a Argélia (0-0 - o triunfo de 2-1 surgiu apenas no prolongamento)!
Na final, contra a Argentina, de novo um empate (0-0) no tempo regulamentar, e só as oportunidades perdidas e o estoiro físico dos argentinos lhes permitiram um triunfo injusto.
Onde, portanto, a máquina perfeita, demolidora, irresistível?
Para além das goleadas, muitíssimo consentidas, a Portugal e ao Brasil (irmãos até na ingenuidade de seu sistema de jogo), a soberba Alemanha ganhou dificilmente aos Estados Unidos (1-0) e França (1-0) e não conseguiu vencer, dentro dos 90 minutos regulamentares, nem o Gana (empate, 2-2) nem a Argélia (0-0 - o triunfo de 2-1 surgiu apenas no prolongamento)!
Na final, contra a Argentina, de novo um empate (0-0) no tempo regulamentar, e só as oportunidades perdidas e o estoiro físico dos argentinos lhes permitiram um triunfo injusto.
Onde, portanto, a máquina perfeita, demolidora, irresistível?
O Brasil, para além da ausência de Neymar e de Thiago Silva, foi vítima do seu futebol aberto, generoso, alegremente individualista, quer dizer, do futebol que não pode, ou não deve ser jogado contra times frios e calculistas, de sistema geométrico e aproveitador, como têm a Alemanha e a Holanda.
Recordem a Espanha, anterior campeão do Mundo, que resolveu abandonar a segurança do seu sistema táctico "tipo Barcelona" e jogar aberto com a Holanda, terminando esmagada por 1-5.
O Brasil foi ainda vitimado pela pressão emocional decorrente da "obrigação" de ter de ganhar por jogar em sua casa. Só uma quebra desse tipo pode explicar o que se passou na partida fatídica: sofrer 4 tentos em 6 minutos é absolutamente anormal para qualquer equipa, mesmo amadora, quanto mais para uma selecção como a brasileira!
A Argélia, por exemplo, ensinou como se deve jogar contra a Alemanha - e a Argélia não é uma equipa de estrelas, joga inclusive com vários futebolistas de equipas secundárias, nomeadamente de Portugal.
Na partida Alemanha-Argélia (empate de 0-0, em 90 minutos), chegou a ser confrangedora a inépcia dos centro-campistas e atacantes germânicos diante daquela muralha verde, de onde brotavam, de vez em quando, contragolpes venenosos e perigosíssimos que estiveram à beira de provocar o primeiro grande escândalo do Mundial! Valeu aos germânicos, em diversas ocasiões, um goleiro como "São" Neuer...
Na Europa, ainda há bem pouco tempo, o Real Madrid igualmente demonstrou na Champions League, diante do Bayern de Munique, como se deve fazer.
O Bayern integra a maior parte dos titulares desta selecção alemã (a começar por "São" Neuer), mas, confrontado com o denso meio-campo e os contra-ataques madrilenos, acabou humilhado, em sua casa, por um contundente 0-4, que poderia facilmente ter evoluído para números impensáveis caso os espanhóis tivessem concretizado mais algumas das suas numerosas oportunidades.
Recordem a Espanha, anterior campeão do Mundo, que resolveu abandonar a segurança do seu sistema táctico "tipo Barcelona" e jogar aberto com a Holanda, terminando esmagada por 1-5.
O Brasil foi ainda vitimado pela pressão emocional decorrente da "obrigação" de ter de ganhar por jogar em sua casa. Só uma quebra desse tipo pode explicar o que se passou na partida fatídica: sofrer 4 tentos em 6 minutos é absolutamente anormal para qualquer equipa, mesmo amadora, quanto mais para uma selecção como a brasileira!
A Argélia, por exemplo, ensinou como se deve jogar contra a Alemanha - e a Argélia não é uma equipa de estrelas, joga inclusive com vários futebolistas de equipas secundárias, nomeadamente de Portugal.
Na partida Alemanha-Argélia (empate de 0-0, em 90 minutos), chegou a ser confrangedora a inépcia dos centro-campistas e atacantes germânicos diante daquela muralha verde, de onde brotavam, de vez em quando, contragolpes venenosos e perigosíssimos que estiveram à beira de provocar o primeiro grande escândalo do Mundial! Valeu aos germânicos, em diversas ocasiões, um goleiro como "São" Neuer...
Na Europa, ainda há bem pouco tempo, o Real Madrid igualmente demonstrou na Champions League, diante do Bayern de Munique, como se deve fazer.
O Bayern integra a maior parte dos titulares desta selecção alemã (a começar por "São" Neuer), mas, confrontado com o denso meio-campo e os contra-ataques madrilenos, acabou humilhado, em sua casa, por um contundente 0-4, que poderia facilmente ter evoluído para números impensáveis caso os espanhóis tivessem concretizado mais algumas das suas numerosas oportunidades.
Não sei se Felipe Scolari teria coragem e margem suficientes, perante a exigente torcida brasileira, para impor, em certos jogos (como esse, diante da Alemanha), um futebol colectivo de contenção, compacto, astucioso, ficando de tocaia para vibrar o golpe - um futebol semelhante, afinal, ao que hoje praticou a Argentina e que transformou a Alemanha, durante a maior parte do tempo, numa equipa repetitiva, enervada, ineficaz e vulgar. Mas não tenham grandes dúvidas de que, no processo de reorganização do futebol brasileiro que decerto se vai seguir, o caminho passará também por aí. O Brasil tem de reaprender a jogar colectivamente para poder de novo impor-se ao "cinismo táctico" dos seus principais rivais.
O golpe sofrido foi tremendo, mas acredito que desta derrota nascerá em breve uma selecção vigorosa e imparável. O Brasil é, pelas suas potencialidades, o país mais capaz de evoluir para um futebol pragmático e eficaz, apto a defrontar os modernos sistemas europeus, ou quaisquer outros, sem abdicar da fantasia e do perfume incomparável do seu maravilhoso futebol.
Por isso, vai em frente, Brasil!
Como disse a Presidente Dilma - e como diz a canção de Beth Carvalho - "levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima!".
Para alegria dos Brasileiros, dos Portugueses e de todos os apreciadores do futebol com magia!
O golpe sofrido foi tremendo, mas acredito que desta derrota nascerá em breve uma selecção vigorosa e imparável. O Brasil é, pelas suas potencialidades, o país mais capaz de evoluir para um futebol pragmático e eficaz, apto a defrontar os modernos sistemas europeus, ou quaisquer outros, sem abdicar da fantasia e do perfume incomparável do seu maravilhoso futebol.
Por isso, vai em frente, Brasil!
Como disse a Presidente Dilma - e como diz a canção de Beth Carvalho - "levanta, sacode a poeira e dá a volta por cima!".
Para alegria dos Brasileiros, dos Portugueses e de todos os apreciadores do futebol com magia!
Beth Carvalho - "Volta por Cima"
.
Marcadores:
Alemanha,
Brasil,
Espectáculos Costumes Curiosidades,
Música e Músicos
segunda-feira, 9 de setembro de 2013
Subscrever:
Mensagens (Atom)



















































