segunda-feira, 14 de Dezembro de 2009

Grandes Quadros - (Frans Hals - Holanda)

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Catharina Hooft e a sua ama
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Frans Hals - Holanda - 1580-1666
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Catharina Hooft (pormenor)
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domingo, 13 de Dezembro de 2009

A Morte de Alfonso XI, rei de Castela e Leão (1311-1350)

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Alfonso XI de Castilla y León
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"Nos começos do Verão de 1349, Alfonso XI de Castela, El Onceno, desceu até ao Sul para pôr cerco a Gibraltar. Levava com ele o estímulo de alguns triunfos que o em­purravam para o domínio do Estreito e para a investida final sobre Granada.
Na embalagem do Salado ele tinha-se apoderado, com as fulgurantes campa­nhas de 1341, de posições tão importantes como Locuvin, Alcalá de Benzayde (Alcalá la Real), Priego, Carcabuey, Rute, Benamejí e Torre de Matrera.
No ano seguinte, quando lhe chegaram informações de que Abu-l-Hassan se agitava de novo em Marrocos com propósitos agressivos, o rei agiu preventivamente e apressou-se a cair sobre Algeciras. Tratou-se de um cerco demorado e custoso, que Yusuf de Granada enfrentou com denodo, através das armas e de negociações ardilosas.
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Mas o esforço dos Muçulmanos foi vão.
No Domingo de Ramos de 1344, o mui nobre rei D. Alfonso, com todos os prelados, e ricos-homens, e todas as outras gentes que aí eram, en­trou com mui grande procissão, e com os ramos nas mãos, naquela cidade. Quando se rezou missa na mesquita maior, crismada de Santa Maria de la Palma, os Castelhanos puderam ufanar-se de terem em seu poder duas das posições vitais para o domínio do Estreito - Tarifa e Algeciras. Faltava Gibraltar, do outro lado da baía.
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É nas cercanias de Gibraltar, e do seu rochedo, que reencontramos Alfonso, em Março de 1350, comandando um assédio de ferro e fogo.
Este é um dos empreendimentos mais caros ao seu coração de guerreiro e ao seu orgulho de rei.
Para Muçulmanos e Cristãos, os calcários deste rochedo imponente, golpeados por escarpas abruptas que as neblinas translúcidas, saturadas de maresia, forram às vezes com uma película cinzenta de irrealidade, estão impregnados de lembranças e de símbolos im­perecíveis.
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Para uns e para outros a luta pelo promontório assume-se como uma campanha sagrada.
Foi neste lugar que há mais de seis séculos irromperam na Península os cavaleiros de Alá conduzidos por Tariq ibn Ziyad.
Foi aqui que Fernando IV, pai de Alfonso, alcançou em 1309 uma das suas mais celebradas vitórias.
Mas Gibraltar é também uma mágoa corrosiva no peito de El Onceno, pois representa a única conquista perdida durante o seu reinado. Acima de qualquer conveniência estratégica, o desafio deste rochedo significa para o soberano de Castela uma questão de amor-próprio ferido.
Daí a sua insistência, ao cabo de dez meses, num cerco desesperado, em que se acentua a ol­hos vistos, por terra e por mar, a pressão castelhana.
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Alfonso XI de Castilla y León
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Quando já se anunciam neste recanto extremo da Andaluzia as luminosidades e os odores de uma Primavera exuberante, o arraial castelhano é de súbito devassado por intrusos de outra natureza.
Trata-se de um inimigo silencioso e escondido, incomparavelmente mais mortífero do que as investidas muçulmanas.
São legiões de bactérias assassinas, que subsistem nas veias dos ratos que se infiltram pelos postos de vigilância e ao longo dos fossos defensivos, e que dali partem para assaltar os abarracamentos, numa freima miudinha e voraz, com os focinhos aguçados e inquiridores.
As bactérias emigram dos ratos para as pulgas que medram, inchadas e luzidias, na higiene escassa das tropas amontoadas. E das pulgas se transferem elas para os tecidos humanos, através de picadas sorrateiras por onde se regurgitam as infecções.
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O arraial de Alfonso fica num instante tomado pelos micróbios da Peste Negra, partidos dos confins asiáticos há cerca de três anos.
Os ratos vieram até aqui impelidos pela voracidade. Seguiram o tropel dos exércitos, emboscaram-se nos porões húmidos e saturados de mofo dos navios de longo curso, apanharam o rasto das caravanas que percorrem as grandes rotas comerciais. E com eles trouxeram as mortandades maci­ças que reduzem de um terço, em média, os aglomerados populacionais da Europa.
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O acampamento castelhano torna-se num pesadelo onde os homens su­cumbem a um ritmo espantoso. Ante a possibilidade da morte quase certa, o clima que por aqui domina é o de um pavor irracional.
Alastram as febres, os vómitos, os delírios. Brotam nos enfermos os bubões, os inchaços dos gânglios linfáticos, o susto medonho dos caroços a romperem no pescoço, nas axilas, nas virilhas. Por baixo da pele dos contaminados deslizam hemorragias que vão colorindo os corpos de um violáceo carregado. Os homens escurecem com a doen­ça, e é por isso que a peste se chama negra.
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E negras se mostram também as pers­pectivas deste cerco. O arraial deixa de ser um cordão de lâminas, de máquinas e de vontades capazes de levarem de vencida as muralhas e os defensores de Gibraltar. Transforma-se num universo de hemorragias pestilen­tas, de carnes torturadas, de correntezas de pânico.
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Os efectivos cristãos minguam de forma alarmante e os fidalgos mais próximos de El Onceno antevêem um desastre de proporções irreparáveis. Receiam pela sorte de todos e, em particular, pela vida do rei. (...).
(...) O rei não leva nada a bem os cuidados e prevenções desta procissão assustada. Rebate os avisos, furta-se ao medo, pede que não tornem a dar-lhe tais conselhos.
Compreende-se. Nos seus trinta e nove anos ele vai caminhando pelo pico da vida e das energias, capaz de mover o mundo por Castela.
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E, depois, há a he­rança dos antigos. Interroga: como se pode abandonar Gibraltar, essa derrota transformada em chaga que ele carrega dentro de si há dezassete anos?
Insiste: há que re­conquistar as muralhas que o pai ganhou um dia para Castela, e que ele, Alfonso, permitiu que se perdessem no seu tempo.
Além do mais, ele adivinha o êxito, entre­ga-se à esperança de que a resistência moura esteja por um fio. É só mais um sacri­fício, um esforço, um empurrão. Como é possível que não vejam o que ele vê nem sintam o que ele sente?
Virar costas a Gibraltar é que nunca - seria vergonha muito grande por medo da morte assim a deixar.
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Alfonso XI de Castilla y León
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Perante tais palavras de um tal rei, que haverá mais a dizer?
Toda a gente se cala, todos retornam, taciturnos, às obrigações do cerco. E assim vão andando as coisas, deste modo se gastam as horas entre assédios, ciladas, mortes e terrores.
Até que, certo dia, o rei se sente escaldar num febrão. E quando lhe tacteiam o corpo robusto percebem-lhe, num sobressalto, os temíveis inchaços dos gânglios, avisos irrecusáveis de fatalidade próxima.
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Decorrido pouco tempo, para horror dos senho­res fidalgos, o homem de ferro principia a não dar acordo de si. Dos seus membros, que se vão revestindo de manchas violáceas, apenas se desprende flacidez e ausência de von­tade: ele mal consegue mover um dedo, quanto mais o mundo. Ali já só imperam as bactérias, as febres e a prostração do fim iminente.
E toda a gente compreende que Alfonso, El Onceno, está exaurido, sem defesa, quase a perder a batalha que talvez mais tenha ambicionado vencer.
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Então, num ápice, o choque terrível: e morreu sexta-feira da Semana Santa, que dizem de indulgências, que foi aos vinte e sete dias de Março (...) no ano do nascimento de Nosso Senhor Jesus Cristo de mil e trezentos e cin­quenta anos, que foi então ano de Jubileu.
Alfonso, o grande monarca, terror do Islão, foi derrubado pelos ratos, pelas pulgas e pelos micróbios.
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Entre as forças do cerco desatam-se o assombro e o desânimo.
No arraial, em redor do cadáver de El Onceno, a peste continua a propagar-se, minando as carnes e os espíritos dos homens, sugando-lhes o quase nada que lhes resta de disposição combativa.
Com o inesperado passamento do rei perdeu-se também a alma da conquista. Não só agora, como se verá, mas por muitas décadas.
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Em Gibraltar, como por toda a Granada, difunde-se com celeridade a notícia, e os Castelhanos julgam apanhar no ar, do lado do inimigo, uma espécie de respeitosa passividade:

"E os Mouros que estavam na vila e castelo de Gibraltar, depois de saberem que o rei D. Alfonso estava morto, ordenaram entre si que nenhum ousasse fazer qualquer movimento contra os Cristãos, nem mover peleja contra eles.
Ficaram todos quietos, e diziam entre si que naquele dia morrera um nobre rei e grande príncipe do mundo, pelo qual não somente os Cristãos eram honrados, mas também os cavaleiros mouros que por ele haviam ganho grandes honras." (*)
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(*) - José Bento Duarte - Peregrinos da Eternidade - Crónicas Ibéricas Medievais - Editorial Estampa - Lisboa - Portugal - 2003.
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Nota da Torre - Este rei castelhano, Alfonso XI, casou com Maria, filha do rei português Afonso IV (o Bravo). Foi portanto cunhado de Pedro I de Portugal (o Justiceiro), que ficaria lembrado até hoje, sobretudo, por seus amores com Inês de Castro.
Do matrimónio de Alfonso XI com Maria nasceu o rei Pedro I de Castela (o Cruel), de que já tratámos aqui (ver 12-Junho-2008 e 7-Junho-2009).
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De uma ligação com a fidalga Leonor de Guzmán teve Alfonso XI vários filhos, entre eles Enrique, conde de Trastâmara.
Este Enrique comandou entre 1366 e 1369 a guerra civil contra o seu meio-irmão Pedro, o Cruel, e acabaria por assassiná-lo nas imediações do castelo de Montiel. Subiria de imediato ao trono (como Enrique II de Castela e Leão), iniciando a dinastia castelhana dos Trastâmaras (Enrique II --> Juan I (que foi derrotado em Aljubarrota pelos Portugueses, no ano de 1385) --> Enrique III --> Juan II --> Enrique IV --> Isabel a Católica (irmã de Enrique IV; casaria com Fernando de Aragão, criando as condições para a futura união dos reinos ibéricos - com excepção de Portugal - num grande país chamado Espanha).
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sábado, 12 de Dezembro de 2009

Cartazes da Guerra Civil de Espanha (1936-1939)

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quinta-feira, 10 de Dezembro de 2009

Grandes Quadros - Christiaen van Couwenbergh (Holanda)

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Mulher com Cesta de Fruta
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Christiaen van Couwenbergh - (1604-1667) - Holanda
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(Clicar na figura para ampliar)
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quarta-feira, 9 de Dezembro de 2009

"Os Cinco" (Enid Blyton) - Quem não se lembra?















































terça-feira, 8 de Dezembro de 2009

"Vida Tão Estranha" (Rodrigo Leão - Portugal)

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domingo, 6 de Dezembro de 2009

Na Juventude de Eça de Queiroz (2) (por Jaime Batalha Reis)

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“Muitas coisas preocupavam o Eça de Queiroz quando trabalhava.
Durante tempos só pôde escrever em certo almaço, que ele próprio ia comprar a uma pequena loja de chá e papel selado, no n.º 41 da Rua Larga de S. Roque.
Havia de sempre entrar no meu quarto com o pé direito, suspendendo-se por isso, no último momento, recuando o agourento pé esquerdo, quando este já inoportunamente se adiantasse (…).
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Aterravam-no as correntes de ar, e andava continuamente a fechar a janela, ou as portas, a mudar a posição da cadeira onde se sentava, murmurando em voz cava:
- É a pneumonia, a congestão pulmonar fulminantea morte, menino!
A luz do candeeiro de petróleo que eu usava feria-lhe a vista; de modo que, a fim de concentrar a claridade sobre o papel em que escrevia, ou sobre o livro em leitura, prolongava, do seu lado, o abat-jour, com longas tiras de papel.
Não podia suportar poeira nas mãos e erguia-se amiúde da mesa para – interrompendo a composição, mas recitando em voz alta as frases já escritas – ir, cuidadosamente, lavar as pontas dos dedos.
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Fumava cigarros sem cessar, enquanto compunha, inclinado sobre o papel que olhava muito de perto. E, uma vez embebido nas suas criações, não falava, não escutava, não atendia a coisa alguma – embrulhando o cigarro, indo lavar as mãos ou fechar a porta, passeando pela casa, muito curvo, dando passadas altas e largas, fazendo gestos de dialogar com alguém invisível, resfolegando ruidosamente, abrindo muito os olhos, elevando e baixando nervosamente as sobrancelhas, as pálpebras, e as rugas horizontais da testa, onde ondulava, convulsa, a sua madeixa corredia, negra e triangular.
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Escrevia com extrema facilidade e, nesta época, emendava muito pouco. As imagens, os epítetos ocorriam-lhe abundantes, tumultuosamente, e ele redigia rápido, insensível a repetições de palavras e rimas ou a desequilíbrio de períodos, sem exigências críticas de forma, aceitando, comovido, o que tão espontaneamente, tão sinceramente lhe ocorria.
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Quando, nessas noites, ele me lia alguns dos seus Contos, a figura e a voz completavam-lhe as fantásticas criações. Erguia-se quase nos bicos dos pés, de uma magreza esquelética, lívido – na penumbra das projecções do candeeiro – os olhos esburacados por sombras ao fundo das órbitas, sob as lunetas fumadas de aros pretos, o pescoço inverosimilmente prolongado, as faces cavadas, o nariz afilado, os braços lineares, intermináveis. Então, com gestos de aparição e espanto, a voz lúgubre, sentimental – enfaticamente patética, ou gargalhando sinistramente – declamava.
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Alta noite, quando a excitação do trabalho e do café nos havia quase alucinado, saíamos pelas ruas desertas do Bairro Alto – ou estendíamos as nossas explorações à Mouraria, à Alfama, em volta da Sé e pelas encostas mouriscas e fadistas do Castelo de São Jorge, a examinar a fisionomia fantástica, e quase humana, das casas antigas, algumas ainda então, nesses bairros, mais ou menos medievais.
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(…) De ordinário, nas noites de composição e conversa mais absorventes, ou em seguida às nossas divagações peripatéticas, o Eça de Queiroz dormia em minha casa. E havia, para ele, ritos determinados no modo de dispor a roupa que despia, antes de se deitar, colocando os punhos sobre uma mesa pela ordem por que os tinha usado, no braço direito e esquerdo, respectivamente, e dispondo as botas à porta – também, pelo mesmo método, ordenadamente emparelhadas - para que o meu criado as limpasse, de manhã, sem nos acordar.
E ao meter-se na cama, para explicar os seus movimentos supersticiosos, murmurava persignando-se:
- É preciso obedecer com fé e sem exame às leis subtis das coisas. Ninguém sabe exactamente, menino, de que possa depender o curso dos acontecimentos; e o mistério complicado dos fados.
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(…) De tempos a tempos, o Eça de Queiroz dizia-me:
- Estamo-nos tornando impressos. Basta de ler e imaginar. Precisamos dum banho de vida prática. É-nos indispensável o acto humano – inverosímil, se for possível –, a aventura, a lenda em acção, o herói palpável. Vamos, pois, cear com o capitão João de Sá – o João de Sá Nogueira, d’Artagnan de África em Lisboa, com licença registada.
E íamos, com efeito, encontrar este nosso amigo, oficial do Ultramar, que à ceia nos contava – durante o bacalhau com batatas, o meio bife e o vinho Colares – as pitorescas aventuras das suas viagens pelos sertões de Angola.”
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Eça de Queiroz e Jaime Batalha Reis – Cartas e Recordações do seu Convívio
Lello & Irmão – Editores – Porto (Portugal) – 1966 (Págs. 118 a 123)
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sábado, 5 de Dezembro de 2009

Túmulos dos Reis Católicos (Capela Real da Catedral de Granada - Espanha)

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Isabel (1451-1504) e Fernando (1452-1516)
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Reis de Castela, Leão e Aragão a partir de 1474.
Estreitamente aparentados com a Casa Real portuguesa.
Foram as figuras basilares da união do reino de Aragão com o de Castela e Leão.
A eles se deve o ataque definitivo ao poder muçulmano na Península Ibérica (conquista de Granada em 1492).
Protegeram Cristóvão Colombo (que acabaria por chegar às Américas).
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Em primeiro plano, o túmulo dos Reis Católicos.
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Em segundo plano, os túmulos da sua filha e sucessora (Juana de Castela, ou Juana, a Louca) (1479-1555) ao lado de seu marido, Filipe, o Formoso (1478-1506).
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Outra perspectiva dos túmulos.

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Debaixo dos túmulos acha-se a cripta com os caixões de chumbo em que repousam os restos mortais das quatro figuras reais.
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Também aqui está o pequeno caixão de Miguel da Paz (filho do rei de Portugal, Manuel I, e de uma filha dos Reis Católicos, Isabel), que faleceu com cerca de dois anos.
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Este rapazinho, neto dos Reis Católicos, chegou a ser jurado herdeiro simultâneo das Coroas de Portugal, de Castela e de Aragão.
Só a sua morte precoce impediu a União Ibérica (aceite, na altura, por todas as Casas Reais envolvidas).
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sexta-feira, 4 de Dezembro de 2009

Grandes Quadros (Paula Rego)

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O Passado e o Presente
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Paula Rego (n. 1935) - Portugal
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(Clicar na figura para ampliar)
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quinta-feira, 3 de Dezembro de 2009

Arte Africana

As Irmãs
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Artista: Endby Madhevere
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