segunda-feira, 8 de junho de 2020

António Costa Silva, português do Bié (Angola), a pensar na transformação do País...

António Costa Silva (ACS).
Nasceu em Catabola, Bié (Centro-Sul de Angola), em 1952.

O Primeiro-Ministro (PM) português, António Costa, convidou recentemente o seu homónimo António Costa Silva - gestor, professor universitário, ensaísta, escritor e, sobretudo, pensador - para o ajudar a delinear uma estratégia de transformação estrutural, de cariz económico-social, para Portugal.

António Costa fez muitíssimo bem.
À testa de um Governo assoberbado pelas tarefas do dia-a-dia, tornadas mais prementes e espinhosas pela crise nacional e internacional em curso, faz todo o sentido que recorra a um consultor de gabarito, situado no exterior da equipa governamental (embora articulado com ela quando necessário), com tempo, preparação, tranquilidade e disposição para trabalhar no que lhe pedem.
É assim que actuam com os seus consultores, em momentos de transformação estratégica, as grandes empresas de referência a nível mundial.

ACS não é homem de partidos nem de políticas partidárias. Funciona ("pensa") por si próprio, sem preconceitos e com importante bagagem cultural e técnica. Sem berros, sem jamais elevar sequer o tom de voz, costuma explanar as suas ideias "fora-da-caixa", abertas e arejadas - como os amplos espaços das terras africanas que o viram nascer e crescer.

Em colaboração estreita com os ministros em funções, está a desenhar o plano que em breve fará chegar ao Governo para apreciação e - considerados os meios financeiros disponíveis - eventual passagem à definição de políticas e consequente execução de projectos.
Note-se que ACS não vai impor nem decidir nada de nada. Como qualquer bom consultor, estudará e proporá o que achar por melhor. A decisão ficará sempre com quem tem o poder e a responsabilidade de decidir.
……….

Tudo isto deveria parecer normal, e justificado à partida, na fase que o País atravessa. No entanto, e como talvez fosse de esperar, desatou-se - entre "os do costume" - o foguetório e o fogo de barragem politiqueiro que vem fazendo há décadas a infelicidade do País.

Incansáveis, eles apontam o dedo de unha afiada ao PM: que não é assim que se fazem as coisas; que ele devia ter feito primeiramente um despacho sobre ACS; que este é uma espécie de "para-Ministro" e que tal não pode ser; que ele é um agente dos petróleos; que ele não quer ser remunerado por este trabalho, o que é estranhíssimo; que não dialogarão com ACS, só falarão com ministros.
E por aí fora...

Todos sem uma única ideia válida, sem qualquer contributo significativo para além do abc de trivialidades e de "pedinchices" em que se afundam (e nos afundam) ano após ano...

ACS ainda não finalizou o seu trabalho, mas, no afã de alvejarem o PM, já o querem desfazer. Pretendem arrastá-lo à Assembleia da República para obterem dele não se sabe bem o quê. Ah, já me esquecia, também lhe chamam poeta...
De facto, entre diversas e estimáveis coisas, o homem escreve poesia: e daí?...

Em vez disso, poderiam por exemplo deter-se um instante para se debruçarem e meditarem sobre o tanto que ele tem dito e escrito acerca dos problemas nacionais e suas eventuais soluções. Mas não: com raríssimas excepções, eles só sabem fazer política, na pior das acepções que a expressão pode assumir.

ACS costuma dizer que os Portugueses são extraordinários em períodos de crise e medíocres em tempos de normalidade.
É certo.
Mas é de suspeitar que isso se fique a dever, em grande parte, à indigência cultural, à abissal mediocridade e à desesperante incompetência daqueles que, só sabendo fazer política (baixa política, entenda-se), têm tido artes e manhas de se apoderarem por vezes dos destinos do País para o despedaçarem e desgraçarem em favor de uns poucos...

Mas vamos ao que verdadeiramente importa - os pensamentos e as eventuais soluções.
Se os leitores e as leitoras quiserem fazer ideia aproximada do que pensa e da forma como pensa ACS, cliquem no link abaixo.
Aí se reproduz uma pequena entrevista (pouco mais de meia hora) que ele deu há dias a uma estação de rádio portuguesa. Vale a pena ouvi-lo e pensar um tempinho no que ele diz.

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