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domingo, 7 de junho de 2015

Tenente Blueberry (Homenagem a Giraud e a Charlier)

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“Blueberry” é uma banda desenhada de origem franco-belga, criada no ano de 1963 pelo desenhador Jean Giraud (1938-2012) e pelo guionista Jean-Michel Charlier (1924-1989).
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A obra, amplamente divulgada em Portugal, transporta-nos para o oeste selvagem dos Estados Unidos e para o norte do México nos anos da guerra civil americana e posteriores, e narra a emocionante odisseia de Mike Steve Donovan (o tenente Blueberry).
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Acusado de um crime que não cometeu, Mike alista-se como tenente no exército americano, após o que se assume, em intermináveis e movimentadas andanças, como um herói atípico - defensor de causas, renegado, jogador e pistoleiro.
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A recriação de paisagens e de factos históricos é admirável, “ressuscitando” por vezes personagens reais, como Cochise, o chefe apache, ou Wyatt Earp, o pacificador violento protegido pela Lei.
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Índios de comportamento imprevisível, caminhos-de-ferro primitivos, paisagens lunares, vilões inomináveis, mulheres sedutoras, pioneiros truculentos, militares impiedosos -  e, sobretudo, um “clima” singular, poderosamente apelativo, que nunca mais se esquece.
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Imperdível pelos apreciadores do género!
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O desenhador Jean Giraud (1938-2012)
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O guionista Jean-Michel Charlier (1924-1989)

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domingo, 27 de fevereiro de 2011

O Mítico "Cavaleiro Andante" (n.º 11 a n.º 20)

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Semanário juvenil publicado pela ENP (Empresa Nacional de Publicidade - Lisboa - Portugal).
Estes dez números viram a luz do dia entre 15 de Março e 17 de Maio de 1952.
20 páginas.
Histórias em continuação (por vezes adaptações de grandes clássicos).
Preço: 1$80 (um escudo e oitenta centavos), cerca de 0,9 cêntimos do actual euro.
Pode ver as capas dos dez primeiros números neste mesmo blogue (26-Julho-2008).
Para acesso a outros lançamentos desta Editora, clicar, abaixo, na respectiva etiqueta ("Empresa Nacional de Publicidade").
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domingo, 7 de fevereiro de 2010

Jacques Martin (1921-2010) - Partiu o pai de Alix e de Lefranc

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O autor de banda desenhada francês Jacques Martin, que criou a personagem Alix, morreu aos 88 anos, anunciou a editora Casterman.
Jacques Martin, que nasceu em Estrasburgo e estudou na Bélgica, era considerado um dos últimos elementos da escola clássica de banda desenhada franco-belga, a mesma de Hergé e de Edgar P. Jacobs.
Para a editora Casterman, a morte de Jacques Martin representa «o desaparecimento do último gigante da banda desenhada belga».
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Uma das suas mais populares criações, surgida em finais dos anos 1940 na revista Tintin, foi Alix, um jovem e corajoso gaulês protegido de Júlio César.
Jacques Martin trabalhou durante duas décadas com Hergé, o pai do Tintim, e criou ainda, entre outras, as personagens Lefranc e Jhen.
Por causa de problemas de visão, Jacques Martin contou nos últimos anos com a ajuda de vários colaboradores que concretizaram as suas histórias.
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Hergé (à esquerda) e Jacques Martin (à direita)
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Em Portugal, a série Alix foi publicada durante os anos 1980 pelas Edições 70 e, posteriormente, pela Asa, com álbuns como O Imperador da China, O Filho de Espártaco e O Príncipe do Nilo.
Em poucas semanas, a banda desenhada franco-belga perde assim dois nomes importantes.
No começo de Janeiro morreu o desenhador franco-belga Tibet, criador das personagens de banda desenhada Ric Hochet e Chick Bill.

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(Da Revista "Visão") "Quem diria que no último mês haveriam de zarpar para o país das caçadas eternas dois dos mais gigantescos nomes da BD franco-belga?
Vinte dias depois de Tibet, o criador de Ric Hochet, foi a vez de Jacques Martin, o "pai" de Alix e de Lefranc, entrar definitivamente numa imortalidade que já ia tacteando como figura tutelar da Nona Arte, na mais conhecida das suas vertentes europeias.
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Alsaciano de Estrasburgo, combateria pela França da drôle de guerre e passaria um ano num lager alemão, antes de se converter por completo à Bélgica (cuja nacionalidade adquiriria) e à BD no semanário Tintin, onde viria a colaborar com Hergé e a criar, em 1948, a personagem de Alix, o jovem gaulês seduzido pelos lindos olhos de Roma.
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O egípcio Kéos e o grego Orion transportariam para outras séries o vírus pela Antiguidade, contraído através da leitura de Marguerite Yourcenar, enquanto Jehan nos convida a viajar pela época da Guerra dos Cem Anos, Arno pela época napoleónica, Loïs pelo século de Luís XIV e o jornalista Lefranc por alguns problemas da actualidade.

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Mas foi sobretudo a Roma antiga que Martin nos devolveu em todo o seu perturbante e maligno esplendor, por via dos álbuns de Alix, publicados nos idos de 1980 pelas Edições 70.
Órfão de pai e abandonado pela mãe, num percurso que se intui semelhante ao das suas personagens, é difícil separar o bem do mal nas histórias turvas que nos contou por meio de um traço claro e rigoroso.


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Se normalmente não sabemos ao certo para onde se parte quando se parte, no caso de Jacques Martin o maior problema da vida está pois resolvido: os habitantes do futuro poderão ir ao seu encontro no panteão das divindades antigas." (*)

Jacques Martin (1921-2010)
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(*) - Luís Almeida Martins - Revista Visão n.º 882 (28 de Janeiro a 3 de Fevereiro de 2010) - Lisboa - Portugal.

sábado, 1 de agosto de 2009

Rafael Bordalo Pinheiro (Portugal -- 1846-1905)

 
Rafael Bordalo Pinheiro (1846-1905) revelou-se um espírito brilhante, ímpar de criatividade, que aplicou a uma contínua intervenção crítica à vida portuguesa.
Permanecem de surpreendente actualidade os seus comentários à política, à economia e à sociedade da época nas revistas de caricatura e humor que editou, atitude que não raro reflectiu na cerâmica - que a partir de 1884 logrou revitalizar nas Caldas da Rainha.

Rafael Augusto Prostes Bordalo Pinheiro nasceu na Rua da Fé, em Lisboa, em 21 de Março de 1846, terceiro filho duma extensa prole de doze irmãos, a que pertenceria o célebre retratista Columbano Bordalo Pinheiro (1857-1929). Foram seus pais o pintor romântico Manuel Maria Bordalo Pinheiro e D. Maria Augusta Carvalho Prostes.

Será com a caricatura artística que o génio de Rafael Bordalo Pinheiro deixará uma marca indelével e inconfundível no século XIX português.
O seu lápis traduz, no quotidiano, a perspicaz e oportuna observação da política do País, criando símbolos das realidades nacionais, dos quais o Zé Povinho se ergue como a imagem dum povo explorado e sofredor, mas conformado com a sorte que lhe cabe.



Em 1870, o sucesso obtido por uma caricatura alusiva à peça em cena intitulada O Dente da Baronesa revelara um talento e iria despoletar uma paixão.
Esse ano vê surgir sucessivamente o espirituoso álbum de caricaturas O Calcanhar d’Aquiles, a folha humorística A Berlinda, da qual saem sete números, e O Binóculo, periódico semanal à venda apenas nos teatros, com quatro números publicados.
Deu ainda à estampa o Mapa de Portugal, cujo êxito foi assinalado por vendas superiores a 4000 exemplares, no espaço de um mês.
Data de 1875 a iniciativa da criação do primeiro jornal dedicado à crítica social: A Lanterna Mágica, um projecto que faz a crónica dos factos sociais enquanto tece a crítica às políticas e às instituições.
Neste contexto, nasce a figura do Zé Povinho, tão acertada no seu conteúdo que permanece no imaginário português com uma reforçada carga simbólica.



Surgindo nessa época uma proposta de colaboração em O Mosquito, jornal brasileiro de humor, parte no Verão de 1875 para o Rio de Janeiro, onde viverá quatro anos.
A sua permanência no Brasil fica ainda assinalada pela criação de duas revistas de caricaturas: o Psit!!! (1877) e O Besouro (1878-79).
É a oportunidade para nascerem do seu lápis novas personagens-tipo da sociedade carioca, tais como o Psit!, o Arola ou o Fagundes.
Em Lisboa, publicava-se o Álbum de Caricaturas: Frases e Anexins da Língua Portuguesa (1876), ilustrado com desenhos de Bordalo.

 
Logo após o seu regresso à Pátria, em meados de 1879, dá início à publicação de O António Maria, cujo título alude a António Maria Fontes Pereira de Melo, figura política dominante que presidira ao Ministério.
Até Janeiro de 1885, conjuga-se nas páginas desta revista um combate de ideias que visa os partidos no exercício do poder e as debilitadas instituições da monarquia.
Em simultâneo, vão saindo as folhas do Álbum das Glórias, 42 caricaturas de personalidades e instituições portuguesas, comentadas por literatos contemporâneos.


É por esta época que Rafael Bordalo Pinheiro integra o Grupo do Leão (1881-89), importante formação livre apoiada por Alberto de Oliveira (1861-1922), que reúne artistas, escritores, intelectuais.
De 1885 a 1891 publica os Pontos nos ii, revista com idêntica intenção de defesa das causas portuguesas e de denúncia clara das manobras políticas, em que assumem particular relevo a Questão com a Inglaterra, o Monopólio dos Tabacos, o Ultimatum e a Revolta do Porto de 31 de Janeiro.

Em 1900 surge A Paródia, revista que atesta o desencanto de Rafael Bordalo face à vida política do País.
É nas capas dos primeiros números desta revista que caricatura os variados aspectos da realidade sócio-económica, de forma tão certeira que a sua aplicação continua a ser lembrada com acuidade, como em: A Política: a Grande Porca; A Finança: o Grande Cão; A Economia: a Galinha Choca; ou A Retórica Parlamentar: o Grande Papagaio.
Ele é ainda o pioneiro, nas suas revistas, da banda desenhada portuguesa.

 
A criação da Fábrica de Faianças das Caldas da Rainha - sob a direcção artística de Bordalo- e a sua instalação na vila, em 1884, contribui decisivamente para a revitalização da ancestral cerâmica local, quer pela revolução das formas, quer pela gramática decorativa de raiz francamente naturalista e tantas vezes duma exuberância a desafiar a realidade.
É a oportunidade de passar à argila a caricatura e o humor, criando os bonecos de movimento, como: o Zé Povinho; a Velha Maria; a Ama das Caldas; o Cura; o Sacristão; o Polícia.

 
Aos 58 anos, quando a sua produção artística ainda teria muito a revelar, Rafael Bordalo Pinheiro morre em Lisboa, no dia 23 de Janeiro de 1905.
Espírito criador, grande talento de artista, renovador da cerâmica das Caldas, o caricaturista “pai” do Zé Povinho deixa uma obra que se identifica com o próprio País e o seu povo, não só pelo génio do Artista, mas também pela intervenção do Homem.

(Adaptado de Matilde Tomaz do Couto, in Centro Virtual Camões)

quarta-feira, 3 de junho de 2009

Álbuns do Cavaleiro Andante - "Capitão Audaz"


Alguns números publicados nos anos de 1955 e 1956 pela Empresa Nacional de Publicidade (ENP), Lisboa, Portugal.
Preço: 2$50 (dois escudos e cinquenta centavos).
Ou seja: cerca de 1,25 cêntimos do euro actual.