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Era uma vez em 1928, quase há um século...
Tinham saído havia uma década da guerra mortífera (1914-1918) e encaminhavam-se para outra, ainda pior, dentro de onze anos. (Herr Adolfo já se fazia ouvir em fundo na Alemanha, e anunciava, a quem quisesse ver e ouvir, aquilo que não tardaria a praticar, com a sua legião de assassinos, durante doze anos de terror e desumanidade).
Estavam também à beirinha da catástrofe financeira que arruinaria milhões de pessoas e provocaria uma enorme lista de suicídios e outras desgraças (ah, este mercado omnisciente dos dinheiros abundantes e fáceis, esta cariciosa "mão invisível" que tudo sabe e tudo acerta, este capitalismo à solta, sem rédeas, insaciável, de que tanto gostam alguns figurões que por aí pululam...).
Entretanto, paradoxalmente, a alegria expandia-se livremente nos "dancings", ao ritmo trepidante das modas da época.
Uma alegria esfuziante, aparentemente genuína.
Em particular no que dizia respeito às meninas, nem sequer - aparentemente - se manifestavam grandes preocupações com dietas.
Nada de depressões ou de bulimias.
Felizmente para elas.
E para quem contemplava toda aquela despreocupada alegria...
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