domingo, 18 de maio de 2008

Velha Poesia Árabe na Península Ibérica (X) - (Al-Mutamid)

 
A Amada

Ó minha eleita sem par
de entre toda a humanidade:
estrela! lua a brilhar!
haste erguida e escorreita
gazelita no olhar.

Da flor tu és o alento
és a brisa perfumada,
minha dona, meu sustento,
e grilheta bem-amada.

Cego ficaria e surdo
para que fosses resgatada,
chama-me que logo acudo.

Diz: quando será curada
a ardência do meu coração
com o fresco toque dos dentes
que na tua boca estão?

(Al-Mutamid - n. Beja em 1040; f. Marrocos em 1095)

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