domingo, 26 de abril de 2009

Os Primeiros Americanos (2)

"Onde estão hoje os pequot? Onde estão os narragansett, os moicanos, os pokanoket e muitas outras tribos outrora poderosas do nosso povo?"
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"Meus amigos, estamos neste território há muitos anos. Nunca fomos ao território do Pai Grande incomodá-lo. Foi o seu povo que veio ao nosso território incomodar-nos, fazer muitas coisas más e ensinar o nosso povo a ser mau..."
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"Há dois anos atrás vim para esta estrada, seguindo o búfalo, para que as minhas mulheres e os meus filhos pudessem ficar com as faces cheias e os corpos aquecidos."
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"Mas os soldados dispararam contra nós e, desde então, houve um barulho como o de uma tempestade e ficámos sem saber que caminho tomar."
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"Mas há coisas que vocês me disseram e de que eu não gosto. Não são doces como açúcar, mas amargas como cabaças."
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"Disseram que desejavam colocar-nos numa reserva, construir-nos casas e fazer-nos tendas para curar. Não quero nada disso."
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"A nossa vontade era viver aqui, na nossa terra, pacificamente, e fazer o possível pelo bem-estar e prosperidade do nosso povo. Mas o Pai Grande encheu-a de soldados que só pensavam na nossa morte."
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"Esta guerra não nasceu aqui, na nossa terra. Esta guerra foi trazida até nós pelos filhos do Pai Grande, que vieram tomar a nossa terra sem perguntarem o preço, e que, aqui, fizeram muitas coisas más. O Pai Grande e os seus filhos culpam-nos por estes problemas..."
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"Será que o homem branco se tornou uma criança, que mata sem se importar, e não come o que matou? Quando os homens vermelhos matam a caça, é para que possam viver, e não morrer de fome."
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"Os apaches não têm ninguém para contar a sua história."
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"O meu povo nunca usou um arco ou disparou uma arma de fogo contra os brancos. Houve problemas na fronteira entre nós, e os meus jovens dançaram a dança da guerra. Mas não fomos nós que começámos."
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"Mas, desde que eles vieram e acabaram com as nossas tendas, cavalos e tudo o mais, é difícil para mim acreditar ainda neles".
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"Esses soldados cortam a minha madeira, matam o meu búfalo e, quando vejo isso, o meu coração parece partir-se. Fico triste..."
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"Gosto de vaguear pelas pradarias. Nelas sinto-me livre e feliz".
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(Fotos de Curtis, obtidas nos inícios do século XX).
(Citações do livro "Enterrem meu Coração na Curva do Rio", de Dee Alexander Brown - Centro do Livro Brasileiro - Edições Melhoramentos - Brasil - 1973).
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