quinta-feira, 21 de novembro de 2019

Visitas Breves - O Rijksmuseum de Amesterdão (Países Baixos) - 2.ª Parte

Retrato de Johannes Wtenbogaert (Rembrandt)












Velha Senhora Lendo a Bíblia (Gerrit Dou)









Banquete da Guarda Cívica de Amesterdão (Bartholomeus van der Helst)










Natureza Morta com Cálice Dourado (Willem Claesz Heda)










A Carta de Amor (Jan Vermeer)










Rua de Delft (Jan Vermeer)










O Profeta Jeremias a Chorar nas Ruas de Jerusalém (Rembrandt)











Interior da Sinagoga Portuguesa de Amesterdão (Emanuel de Witte)











Vista de Olinda, Brasil (Frans Post)











Alegoria do Inverno (Cesar van Everdingen)











Retrato de Daniele Barbaro (Paolo Veronese)











Paisagem com Dois Carvalhos (Jan van Goyen)











O Banquete de Cleópatra (Gérard de Lairesse)












O Alegre Bebedor (Frans Hals)












A Festa de São Nicolau (Jan Steen)











Paisagem de Inverno com Patinadores (Hendrick Avercamp)











Mulher Fiando e Homem com Jarro (Pieter Pietersz)












Retrato de uma Menina Vestida de Azul (Johannes Cornelisz Verspronck)











Retrato de Giuliano da Sangallo (Piero di Cosimo)












Vulcano Acorrenta Prometeu (Dirck van Baburen)












Rapariga num Interior Turco (Jean Étienne Liotard)


(Conclusão de 19 de Novembro de 2019 - 1.ª Parte)

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

"Cantada" (Poema de Ferreira Gullar - Brasil)


Você é mais bonita
que uma bola prateada de papel de cigarro
Você é mais bonita
que uma poça de água límpida
num lugar escondido.

Você é mais bonita
que uma zebra
que um filhote de onça
que um Boeing 707 em pleno ar.

Você é mais bonita
que um jardim florido
em frente ao mar em Ipanema.

Você é mais bonita
que uma refinaria da Petrobras de noite
mais bonita que Ursula Andress
que o Palácio da Alvorada
mais bonita que a alvorada
que o mar azul-safira da República Dominicana.

Olha,
você é tão bonita quanto o Rio de Janeiro em maio
e quase tão bonita
quanto a Revolução Cubana.

 

terça-feira, 19 de novembro de 2019

Visitas Breves - O Rijksmuseum de Amesterdão (Países Baixos) - 1.ª Parte

O Cisne Ameaçado (Jan Asselijn)










Retrato de Mulher (Maarten van Heemskerck)










Retrato de Sir Thomas Gresham (Anthonis Mor van Darshorst)










A Dança do Ovo (Pieter Aertsen)










A Frota Saúda a Lancha do Governador (Jan van de Cappelle)










O Alegre Violinista (Gerrit van Honthorst)










Maria Madalena (Jan van Scorel)










Natureza Morta Com Queijos (Floris van Dijck)










A Leiteira (Jan Vermeer)










A Velha Câmara de Amesterdão (Pieter Saenredam)











Retrato de Casamento de Isaac Massa e Beatrix van der Laen (Frans Hals)









Os Síndicos do Grémio dos Tecidos (Rembrandt)










Mulher Lendo Uma Carta (Jan Vermeer)










Cristo em Casa de Marta e de Maria (Joachim Beuckelaer)










O Moinho de Vento em Wijk, perto de Duurstede (Jacob van Ruisdael)










A Toilette (Jan Steen)










Interior com Figuras (Gerard Ter Borch)










A Criança Doente (Gabriel Metsu)









A Magra Companhia (Frans Hals e Pieter Codde)










Camponeses num Interior (Adriaen van Ostade)










O Armário da Roupa Branca (Pieter de Hooch)










Ronda da Noite (Rembrandt)




(Conclui em 21 de Novembro de 2019 - 2.ª Parte)

segunda-feira, 18 de novembro de 2019

Carta a meus filhos sobre os fuzilamentos de Goya (Jorge de Sena - Portugal)


Não sei, meus filhos,
que mundo será o vosso.
É possível (porque tudo é possível)
que ele seja aquele que eu desejo para vós.

Um simples mundo
onde tudo tenha apenas a dificuldade que advém
de nada haver que não seja simples e natural.
Um mundo em que tudo seja permitido,
conforme o vosso gosto,
o vosso anseio,
o vosso prazer,
o vosso respeito pelos outros,
o respeito dos outros por vós.

E é possível que não seja isto
nem seja sequer isto
o que vos interesse para viver.
Tudo é possível,
ainda quando lutemos (como devemos lutar)
por quanto nos pareça a liberdade e a justiça,
ou, mais que qualquer delas,
uma fiel dedicação à honra de estar vivo.


Um dia sabereis que, mais que a humanidade,
não tem conta o número dos que pensaram assim,
amaram o seu semelhante no que ele tinha de único,
de insólito,
de livre,
de diferente,
e foram sacrificados,
torturados,
espancados,
e entregues hipocritamente à secular justiça
para que os liquidasse
"com suma piedade e sem efusão de sangue".

Por serem fiéis a um deus,
a um pensamento,
a uma pátria,
uma esperança,
(ou muito apenas à fome irrespondível que lhes roía as entranhas)
foram estripados,
esfolados,
queimados,
gaseados,
e os seus corpos amontoados tão anonimamente
quanto haviam vivido
ou suas cinzas dispersas
para que delas não restasse memória.

Às vezes por serem de uma raça,
outras por serem de uma classe,
expiaram todos os erros que não tinham cometido
ou não tinham consciência de haver cometido.


Mas também aconteceu
(e acontece)
que não foram mortos.
Houve sempre infinitas maneiras de prevalecer,
aniquilando mansamente,
delicadamente,
por ínvios caminhos
(quais se diz que são ínvios os de Deus).

Estes fuzilamentos,
este heroísmo,
este horror,
foi uma coisa (entre mil)
acontecida em Espanha há mais de um século,
e que, por violenta e injusta,
ofendeu o coração de um pintor chamado Goya,
que tinha um coração muito grande,
cheio de fúria e de amor.


Mas isto nada é, meus filhos.
Apenas um episódio,
um episódio breve,
nesta cadeia de que sois um elo (ou não sereis)
de ferro e de suor e sangue e algum sémen
a caminho do mundo que vos sonho.

Acreditai que nenhum mundo,
que nada nem ninguém
vale mais que uma vida
(ou a alegria de tê-la).
É isto o que mais importa - essa alegria.

Acreditai que a dignidade em que hão-de falar-vos tanto
não é senão essa alegria que vem de estar-se vivo
e sabendo que nenhuma vez alguém está menos vivo
ou sofre
ou morre
para que um só de vós resista um pouco mais à morte
(que é de todos e virá).

Que tudo isto sabereis serenamente,
sem culpas a ninguém,
sem terror,
sem ambição,
e sobretudo sem desapego ou indiferença
(ardentemente espero).


Tanto sangue,
tanta dor,
tanta angústia,
um dia
(mesmo que o tédio de um mundo feliz vos persiga)
não hão-de ser em vão.

Confesso que muitas vezes
pensando no horror
de tantos séculos de opressão e crueldade,
hesito por momentos
e uma amargura me submerge inconsolável.

Serão ou não em vão?
Mas, mesmo que o não sejam,
quem ressuscita esses milhões,
quem restitui não só a vida,
mas tudo o que lhes foi tirado?

Nenhum Juízo Final, meus filhos,
pode dar-lhes aquele instante que não viveram,
aquele objecto que não fruíram,
aquele gesto de amor que fariam "amanhã".

E, por isso,
o mesmo mundo que criemos
nos cumpre tê-lo com cuidado,
como coisa que não é nossa,
que nos é cedida
para a guardarmos respeitosamente
em memória do sangue que nos corre nas veias,
da nossa carne que foi outra,
do amor que outros não amaram
porque lho roubaram.


……………………….

Ouça este poema de Jorge de Sena dito por Mário Viegas:

Jorge de Sena nasceu em Lisboa, em 1919, e faleceu em Santa Bárbara, Califórnia (EUA), em 1978. Formou-se em Engenharia Civil pela Universidade do Porto. De 1948 a 1959, foi engenheiro da Junta Autónoma de Estradas.
Em 1959 partiu para o Brasil onde se doutorou em Letras.
A partir de 1965, passou a viver nos Estados Unidos da América.
Foi professor na Universidade de Wisconsin e, depois, na Universidade da Califórnia - Santa Bárbara.
À data da sua morte era Director do Departamento de Espanhol e Português e do Programa de Literatura Comparada daquela Universidade.

sábado, 16 de novembro de 2019

O drama dos índios norte-americanos: de Sitting Bull ao massacre de Wounded Knee (1.ª Parte)

Sitting Bull, chefe dos Sioux Hunkpapa
(n. 1831 - f. 15 Dezembro 1890)

Após a derrota das forças de George Custer em Little Bighorn, no dia 25 de Junho de 1876 (rever aqui), o governo norte-americano levou a cabo violentas retaliações sobre os índios, particularmente Sioux e Cheyennes, as tribos responsáveis por aquele feito memorável.
Numa fase inicial, os actos de vingança não atingiram os guerreiros vitoriosos, porque estes se tinham prudentemente evadido do raio de acção dos soldados americanos. O próprio Sitting Bull, que era o mais carismático  e respeitado dos líderes sioux intervenientes na batalha, acabou por cansar-se das deambulações com que ia iludindo as manobras do inimigo: na Primavera de 1877 resolveu levar o seu povo (cerca de 3000 almas) para a relativa tranquilidade do Canadá - a terra da Avó, ou Mãe Grande (a rainha Vitória de Inglaterra). E por ali ficaria durante perto de quatro anos. 

As represálias dos americanos incidiram principalmente sobre os Sioux e os Cheyennes já confinados em reservas. Essa conduta infame, que manchou de forma indelével a história dos Estados Unidos, ignorou deliberadamente dois factos: em primeiro lugar, os índios das reservas, praticamente indefesos, não haviam participado na batalha; em segundo lugar, os índios "livres" que venceram em Little Bighorn não tinham iniciado a luta: pelo contrário, achavam-se pacificamente acampados com as suas famílias quando as tropas de Custer arremeteram para as exterminar. Portanto, a acção liderada por Sitting Bull e os outros chefes revestira-se, incontestavelmente, de carácter defensivo.

A vingança americana foi cruel. No entanto, sob determinados aspectos, apenas prolongou - acentuando-o - o comportamento-padrão das autoridades: corte de rações alimentares nas reservas, condenando homens, mulheres e crianças a regimes de fome; transferência das pessoas para outras reservas, em áreas distantes, inóspitas e desprovidas de recursos; perseguição implacável dos índios que teimavam em manter-se fora das reservas.
Nalguns casos, grupos desgarrados de índios foram perseguidos e exterminados como coelhos.

Crazy Horse (Cavalo Louco) chefe dos Sioux Oglala
(n. cerca 1840 - f. 5 Setembro 1877)

Tornou-se habitual um procedimento que - é conveniente lembrá-lo - começara muito antes de Little Bighorn: o absoluto desrespeito, por parte do governo, pelos tratados assinados com os índios. Assim, sempre que as terras de determinada reserva se tornavam alvo da cobiça dos garimpeiros, dos colonos recém-chegados, de rancheiros criadores de gado ou das companhias de caminhos-de-ferro, os índios viam reduzir-se drasticamente a área concedida ou eram pura e simplesmente desapossados dela. Isto acontecia não obstante o tratado celebrado em 1868, segundo o qual a cedência de qualquer parcela da reserva teria de ser aprovada, no mínimo, por três quartos dos adultos de sexo masculino das tribos sioux.

Sempre que os índios se mostravam relutantes em ceder terras, os comissários enviados por Washington ameaçavam-nos com a supressão imediata das rações, o confisco de todas as armas e cavalos, e a remoção forçada para lugares desconhecidos e distantes. Foi deste modo que os Sioux perderam os territórios (legalmente seus, de acordo com o tratado) do rio Powder e, também, das Black Hills, as suas montanhas sagradas. No papel, o governo concedera-as aos Sioux para sempre, mas fizera-o numa altura em que as supunha estéreis e sem préstimo. O roubo - é a palavra mais adequada - só teve lugar quando se apurou que o subsolo das montanhas era riquíssimo em filões de ouro.

A traição teve igualmente lugar nesses dias negros, como se viu com o funesto destino de Crazy Horse, um dos chefes vencedores em Little Bighorn. Depois da batalha, Sitting Bull procurara-o durante algum tempo para o convencer a viajar com ele até ao Canadá. Nessa altura, Crazy Horse andava ocupado, com o seu povo, a fugir do Exército americano, e Sitting Bull não conseguiu encontrá-lo. Fustigado por diversas emboscadas dos soldados, o líder oglala viu chegar o Inverno e, com ele, a morte de crianças e velhos consumidos pelo frio e pela fome.

Certo dia, Crazy Horse recebeu um recado do general Crook, que lhe prometia uma reserva no rio Powder se ele se rendesse. Desejoso de pôr termo ao sofrimento dos seus, o sioux concordou em entregar-se. Os soldados conduziram-no ao Forte Robinson, no Nebraska, e ele ia convencido de que Crook o aguardava para uma conversa sobre o seu próximo destino. Era o dia 5 de Setembro de 1877. Quando chegou ao forte, já de noite, disseram-lhe que era muito tarde para falar com o general e encaminharam-no para um edifício. Crazy Horse verificou então que as janelas deste ostentavam barras de ferro e que, por trás delas, jaziam homens acorrentados. O líder oglala tentou retroceder e debateu-se para não entrar naquela jaula. Nesse instante soou uma ordem e logo se adiantou um soldado - William Gentles - que lhe cravou no abdómen a baioneta da sua espingarda.
Crazy Horse morreu nessa mesma noite.

Sitting Bull fotografado no Canadá (1881)

Para o governo de Washington, a presença de um Sitting Bull em liberdade, nas planícies do Canadá, constituía um símbolo de insubmissão triunfante e um perigoso sinal de encorajamento para os índios já detidos em reservas americanas.
Receosas do prestígio do grande líder sioux, as autoridades haviam feito, antes do seu exílio no país vizinho, uma derradeira tentativa para o "segurarem" do seu lado. Para o efeito, promoveram dois encontros do então ainda coronel Nelson Miles (que mais tarde aceitaria a rendição do apache Gerónimo) com Sitting Bull.
Miles, com um duvidoso sentido diplomático, acusou o chefe índio de estar sempre contra os homens brancos. Sitting Bull respondeu que não pretendia mais lutas e lembrou que os Sioux só tinham combatido os soldados de Custer porque estes os atacaram. Frisou que apenas queria paz, a fim de poder caçar búfalos para alimentar e vestir a sua gente. Miles, cumprindo obviamente instruções superiores, comunicou que só haveria paz se todos os Sioux aceitassem viver em reservas. O diálogo findou aí, e Sitting Bull partiu para os territórios da Mãe Grande (rainha Vitória).

O governo norte-americano não abdicou, porém, dos seus intentos. Sabia que, para o Governo canadiano, a presença dos Sioux era tão incómoda como cara, uma vez que tinha de manter um corpo permanente de Polícia Montada a vigiar aqueles índios "estrangeiros". Foi portanto com a concordância dos Canadianos que o Departamento de Guerra americano enviou um representante - o general Alfred Terry -, acompanhado por uma comissão, para negociar com Sitting Bull o retorno aos Estados Unidos.
Num primeiro momento, o líder sioux recusou o encontro com Terry: Não há motivo para falar com esses americanos, disse ele. São todos mentirosos, não se pode acreditar em nada do que dizem. Atendendo à reiterada conduta de Washington, ninguém poderia honestamente contestar estas palavras. Mas os Canadianos intensificaram a pressão e Sitting Bull acabou por comparecer ao encontro com os Americanos.

Sitting Bull e a sua família. 
À frente, ladeando-o: sua mãe e uma filha, com o seu neto ao colo.
Atrás: uma irmã e outra filha.

Alfred Terry principiou por um discurso apaziguador, afirmando que o Pai Grande (o presidente dos Estados Unidos) desejava viver em paz com todos os Sioux. É hora de cessar o derramamento de sangue, salientou. Mas o que ele tinha para dizer ao chefe índio não diferia, no essencial, das propostas anteriormente transmitidas por Nelson Miles.

O governo americano oferecia ao líder sioux o perdão completo, desde que ele entregasse as armas de fogo e os cavalos, além de trazer o seu povo para os Estados Unidos - mais concretamente para a agência dos sioux hunkpapa em Standing Rock, na Grande Reserva Sioux.
Sitting Bull reagiu com aspereza, mostrando-se mais perspicaz do que aqueles companheiros que se tinham deixado iludir pelas promessas dos brancos: Você veio para nos dizer mentiras, mas não as queremos ouvir. Não diga mais nenhuma palavra. Vá-se embora. Vocês expulsaram-me da parte do país que me deram. Agora, vim para ficar aqui com estas pessoas e pretendo continuar por cá.
A reunião terminou pouco depois, sem os resultados esperados pelos americanos. Quando regressou aos Estados Unidos, Terry, frustrado, comunicou ao Departamento de Guerra: A presença deste grande grupo de índios, acirradamente hostil a nós, na vizinhança da fronteira, é uma ameaça constante à paz dos nossos territórios índios.

Se as autoridades canadianas se mostrassem mais compreensivas, Sitting Bull teria provavelmente vivido até ao termo dos seus dias, com o seu povo, nas pradarias de Saskatchewan, entre Alberta e Manitoba. Mas, embora os tivessem deixado ficar ao longo de quase quatro anos, os seus anfitriões jamais lhes deram esperanças de um asilo definitivo. Eles consideravam-nos índios americanos, e não britânicos. Por isso, pressionavam-nos para que voltassem ao ponto de partida, negando-lhes qualquer tipo de auxílio - nem comida, nem roupa, nem abrigos -, o que era muito difícil de superar durante o rigor dos invernos característicos da região. Nesses períodos, a falta de caça impedia não só o acesso à carne como também às peles necessárias para confeccionar agasalhos e coberturas de tendas.

As precárias condições de sobrevivência forçaram muitos índios a transpor de novo a fronteira e a renderem-se às autoridades americanas. O Inverno de 1880 foi particularmente duro para os que ficaram, e grande parte dos cavalos da tribo pereceram com o frio. Isso fez com que o êxodo se tornasse imparável, e até alguns dos homens mais fiéis de Sitting Bull - como Gall Corvo-Rei - deixaram de resistir e dirigiram-se para a Grande Reserva Sioux, nos Estados Unidos.

Finalmente, o próprio líder sioux compreendeu que os seus dias no Canadá haviam chegado ao fim. Com os seguidores que lhe restavam - menos de duzentos - viajou para sul em 19 de Julho de 1881 e foi apresentar a rendição no forte americano de Buford (Dakota), a cujo comandante fez entrega da sua espingarda Winchester.
Sitting Bull confirmou, então, como era justificada a desconfiança que nutria pelos americanos: eles quebraram a promessa de lhe conceder o perdão total e encaminharam-no para o Forte Randall como prisioneiro de guerra.

Continua em 23 de Novembro de 2019 (2.ª Parte - aqui)


……………….

Cântico de guerra dos Sioux: