quarta-feira, 23 de janeiro de 2019

PENSÃO FAMILIAR



Jardim da pensãozinha burguesa.
Gatos espapaçados ao sol.
A tiririca sitia os canteiros chatos.
O sol acaba de crestar as boninas
que murcharam.
Os girassóis
amarelo!
resistem.
E as dálias,
rechonchudas,
plebéias,
dominicais.
Um gatinho faz pipi.
Com gestos de garçom de restaurant-Palace
encobre cuidadosamente a mijadinha.
Sai vibrando com elegância a patinha direita: —
É a única criatura fina
na pensãozinha burguesa.
 
Autor : Manuel Bandeira - Brasil (n. 1886 - f. 1968)
Nota: Tiririca – planta herbácea do Brasil

sexta-feira, 18 de janeiro de 2019

O SONO DO ALUNO


O professor disserta sobre ponto difícil do programa.
Um aluno dorme,
Cansado das canseiras desta vida.
O professor vai sacudi-lo?
Vai repreendê-lo?
Não.
O professor baixa a voz,
Com medo de acordá-lo.

(Carlos Drummond de Andrade - Brasil)

sábado, 12 de janeiro de 2019

MARI SAMUELSEN (Vivaldi - As Quatro Estações - "Verão")

Violinista Mari Samuelsen - Nasceu na Noruega em 21 de Dezembro de 1984.
Toca um violino Guadagnini de 1773. Tecnicamente brilhante. E empolgante.

(Vídeo publicado por Tor Melgalvis)

sábado, 5 de janeiro de 2019

MADAME JUNOT E A SUA SAIA DE BALÃO NO PALÁCIO DE QUELUZ

Laure Permon, duquesa de Abrantes, esposa de Junot (1784-1838)

Portugal, 1805.
A rainha D. Maria I, afectada por doença mental, fora substituída havia treze anos nas suas funções pelo filho mais velho, o regente D. João (futuro rei D. João VI). O regente era casado com a espanhola Carlota Joaquina.

Nesse ano, o representante diplomático da França em Portugal era o general Jean-Andoche Junot, que dois anos depois conduziria, a mando de Napoleão Bonaparte, a 1.ª invasão francesa do nosso país. Foi na sequência dessa invasão que a família real portuguesa, encabeçada pelo regente D. João, buscaria refúgio no Brasil (1807-1821).
O general Junot (que seria mais tarde duque de Abrantes) tinha por esposa a sua compatriota Laure Permon.

Bonita, espirituosa, cáustica e extravagante, Laure - a quem Napoleão chamava, com algum afecto, a "petite peste" - dedicou-se à escrita, tendo publicado extensas e interessantes memórias da sua vida e do seu tempo, incluindo do que passou em Portugal.
Um dia, o marido informou-a de que a esposa do regente D. João, Carlota Joaquina, a receberia no Palácio de Queluz.
Segue-se o  relato que a terrível Laure deixou acerca dessa memorável visita.


………


"A princesa do Brasil [Carlota Joaquina, mulher do príncipe regente] recebe-me na quarta-feira. Mas tenho de levar saia de balão. Saia de balão no século XIX, Santo Deus!
Recorri a todos os meios para evitar essa exigência idiota. Tudo inútil. É mais fácil o príncipe regente renunciar à coroa de Portugal do que dispensar-me da saia de balão.

No dia marcado, enverguei um vestido de moiré branco bordado a ouro, enfiei a imensa saia armada sobre arcos de arame e aí vou eu, toda emplumada como um cavalo de cortesias, para me meter no coche dourado que me esperava.
Mas aí é que as coisas se complicaram. Confesso que nunca tinha visto ninguém, com saia de balão, entrar num coche. E havia também as plumas. Nem a saia cabia na porta, nem as plumas cabiam no coche.

Parei diante da carruagem, a fingir que estava só a ganhar tempo. Junto de mim estava o meu marido, que é um ignorante em saias de balão, e Monsieur de Rayneval, que não me parece muito entendido em vestuário feminino. Que fazer?

Carlota Joaquina, esposa do regente D. João (1775-1830)

A multidão ia-se adensando, e eu sentia-me com vontade de chorar. Meu marido, decidido como sempre, disse-me: Que diabo! Todas as portas são iguais. Se as outras passam, tu também hás-de passar!
E empurrava-me, mas, por mais força que fizesse, o maldito balão não cabia na porta.
Foi nesse momento que chegou Monsieur de Cherval. É velho e sabe os truques todos. Quando viu a minha aflição, desatou a rir:
- Cada arco da saia tem uma dobradiça com mola. Carregue, que os arcos dobram em dois.
- E as plumas do chapéu?
- O chapéu tira-se. Quando lá chegar volta a pô-lo.

E assim foi.
Ao chegar a Queluz, recebeu-me a condessa de Moscoso, que me ofereceu os seus aposentos para descansar, enquanto esperava. Depois chegou um pajem que me disse, em português, que a princesa me esperava.
Atravessei então uma série de corredores escuros, esconsos e sujos. Eu ia com o coração apertado por ver os meus vestidos e penachos enxovalharem-se na poeira e nas teias de aranha.

Quando finalmente cheguei à sala onde estava a princesa, fiquei tão espantada que perdi toda a timidez. Fiz as três grandes vénias de estilo e recitei o palavreado do costume com todo o à-vontade. De mim para mim, pensava: É possível que esta Casa de Bragança tenha sido gloriosa há séculos. Mas hoje é apenas grotesca.


Palácio de Queluz, nos arredores de Lisboa, Portugal. Aqui nasceu e morreu D. Pedro, o primeiro imperador do Brasil independente

A sala era a que se destina a cerimónias solenes. Dimensões normais, ornamentação só nas caneluras das paredes. Móveis poucos e vulgares. Realmente, móveis para quê?
O soalho estava coberto por um belo tapete oriental e a princesa estava sentada nele. Quando anunciaram o meu nome, como se fosse um pregão, levantou-se.
Ela estava entre oito ou dez mulheres, cada uma das quais me pareceu mais feia do que as outras. Vestiam-se de modo indescritível. Pareciam-me uma visão de pesadelo.

A princesa envergava um vestido de cassa da Índia, com bordados de algodão e ouro, igual às peças que trouxemos de França para fazer cortinas.
O corte era de mau gosto - e o corpo que cobria, de gosto ainda pior.
Carlota Joaquina tinha os cabelos semifrisados e penteados à grega. Adornavam-nos os maiores conjuntos de pérolas e pedras preciosas que eu alguma vez tinha visto. Os braços estavam nus. Eram compridos, achatados, ossudos, cobertos de pelos. Nunca vi braços tão feios.

Dirigiu-se-me num mau francês, o que depois me disseram ser grande distinção, pois só fala em português. Falou da mãe, por quem me não pareceu ter grande ternura, e disse-me que eu era bonita e tinha tipo de portuguesa.
Já a rainha de Espanha me fizera um cumprimento assim, dizendo que tenho tipo de espanhola.
Falou-me também da cunhada, mas como sei que se detestam, não dei saída.

A sessão foi excepcionalmente demorada: passou de meia hora, quando o costume são dez minutos.
Por fim, fez um gesto de despedida amigável. Meia dúzia de mulheres, com saias de vermelho berrante, arrastando grandes caudas de cinzento-azulado bordado a ouro, acompanharam-me até à porta. Tinham estranhos toucados também azuis, com flores vermelhas. Faziam lembrar as catatuas dos bosques da América.
Eu saí, e elas foram de novo sentar-se no chão, à volta da princesa." (*)

(*) Fonte - Albert Savine - Le Portugal il y a cent ans - Souvenirs d'une ambassadrice - Annotés d'après les Documents d'Archives et les Mémoires.
Publicado no ano de 1912 por Société des Éditions Louis-Michaud - Boulevard Saint-Germain, 168, Paris, France.

segunda-feira, 31 de dezembro de 2018

Saudando o Novo Ano

  
… com este sublime Flashmob mexicano na Plaza Mayor de Madrid.
A primeira peça executada é o célebre "Huapango", de José Pablo Moncayo (1912-1958), uma espécie de segundo hino nacional do México.
A outra peça é o conhecidíssimo "Guadalajara, Guadalajara".
(O vídeo é de Alejandro Fernández).



Neste evento participaram 11 integrantes do Mariachi Real de México e 23 músicos da Film Symphony Orchestra. O director musical foi Alejandro Fernández, que fez os arranjos e adaptações das duas peças referidas. 

sexta-feira, 28 de dezembro de 2018

Justiça cega? Semi-cega? Ou estrábica? (2)


(Desenho de Ivan Cabral)


Ruy Barbosa de Oliveira foi um notável jurista e advogado brasileiro.
Distinguiu-se ainda como político, diplomata, escritor, filólogo, jornalista e tradutor. Orador inspiradíssimo.
Nasceu em 1849 e faleceu em 1923.

quarta-feira, 26 de dezembro de 2018

Justiça cega? Semi-cega? Ou estrábica? (1)


"(…) O que vale a pena ser explicado, e voltarei ao assunto em próxima crónica, é que o perigo maior não é o de ter os eleitos a escrutinar com mais eficácia os operadores de justiça, é ter os operadores de justiça a agirem sem rei nem roque.
Todos somos a favor de mais meios para a investigação, mas os democratas não podem aceitar que a separação de poderes se transforme na existência de um poder que se julga no direito de não ser escrutinado.
Não temos de fazer uma opção entre a politização da justiça e a judicialização da política. Temos de lutar sem hesitações para que não exista nem uma, nem outra.
É mais simples do que parece e não se coaduna com paninhos quentes em relação a magistrados que fazem chantagem com os eleitos do povo." (*)
 (*) Paulo Baldaia – Jornal de Notícias – 18 de Dezembro de 2018

sábado, 15 de dezembro de 2018

"IBIKE" - FELIZ NATAL!


"Ibike Iteme Bo Mie…"
("Mostrem gratidão ao vosso Criador…")

segunda-feira, 10 de dezembro de 2018

MANEIRA DE AMAR


O jardineiro conversava com as flores, e elas se habituaram ao diálogo.
Passava manhãs contando coisas a uma cravina ou escutando o que lhe confiava um gerânio.
O girassol não ia muito com sua cara, ou porque não fosse homem bonito, ou porque os girassóis são orgulhosos de natureza.
Em vão o jardineiro tentava captar-lhe as graças, pois o girassol chegava a voltar-se contra a luz para não ver o rosto que lhe sorria. Era uma situação bastante embaraçosa, que as outras flores não comentavam. Nunca, entretanto, o jardineiro deixou de regar o pé de girassol e de renovar-lhe a terra, na devida ocasião.
O dono do jardim achou que seu empregado perdia muito tempo parado diante dos canteiros, aparentemente não fazendo coisa alguma. E mandou-o embora, depois de assinar a carteira de trabalho.
Depois que o jardineiro saiu, as flores ficaram tristes e censuravam-se porque não tinham induzido o girassol a mudar de atitude.
A mais triste de todas era o girassol, que não se conformava com a ausência do homem.
"Você o tratava mal, agora está arrependido?" 
"Não, respondeu, estou triste porque agora não posso tratá-lo mal. É minha maneira de amar, ele sabia disso, e gostava". (*)
(*) Carlos Drummond de Andrade (Brasil)

quarta-feira, 5 de dezembro de 2018

A CASA ONDE EU CRESCI...

 
 

 
Françoise Hardy - La maison où j'ai grandi
 
(Vídeo de Costatino)

domingo, 2 de dezembro de 2018

"Manitas de Plata". Olé!





"Manitas de Plata" (Ricardo Baliardo) foi um extraordinário guitarrista de flamenco.

Nasceu numa caravana cigana, em Sète, sul de França, a 7 de Agosto de 1921.

Faleceu em Montpellier, com 93 anos (5 de Novembro de 2014).
Tocou com Paco de Lucia e para a dançarina Nina Corti.

Pablo Picasso, que foi um dos seus grandes admiradores, comentou ao ouvi-lo pela primeira vez: "Este homem vale mais do que eu!"

Apreciem, abaixo, o seu virtuosismo.
(Vídeo de jezagrom)




Manitas de Plata em 1968


segunda-feira, 19 de novembro de 2018

DA "CULTURA" EM PORTUGAL...


.

“(…) Há um momento nas touradas em que o touro, muito ferido já pelas bandarilhas, o sangue a escorrer, cansado pelos cavalos e as capas, titubeia e parece ir desistir. Afasta-se para as tábuas. Cheira o céu.
Vêm os homens e incitam-no.
A multidão agita-se e delira com o sangue.

O touro sabe que vai morrer.
Só os imbecis podem pensar que os animais não sabem. Os empregados dos matadouros, profissionais da sensibilidade embaciada, conhecem o momento em que os animais "cheiram" a morte iminente.

Por desespero, coragem ou raiva (não é o mesmo?), o touro arremete pela última vez. Em Espanha morre. Aqui, neste país de maricas, é levado lá para fora para, como é que se diz? ah sim: ser abatido. A multidão retira-se humanamente, portuguesmente, de barriga cheia de cultura portuguesa, na tradição milenar à qual nenhuma piedade chegou.

(…) Os toureiros são corajosos, mas entram na arena sabendo que haverá sempre quem os safe, se não à primeira colhida, então à segunda. Às vezes aleijam-se a sério e às vezes morrem, o que talvez prove que os deuses da Antiguidade são justos, vingativos e amigos de todos os animais por igual.

Os touros, esses, não têm ninguém que os vá safar em situação de risco, estão absolutamente sós perante a morte. Querem os toureiros ser hombres até ao fim? Experimentem ser tão homens como eram os homens e os animais na Antiguidade: se ficarem no chão, fiquem no chão.
Morram na arena.
É cultura.
A senhora ministra da Cultura certamente compensará tão antigo costume.

Também era da tradição em Portugal, por exemplo, executar em público os condenados, bater nas mulheres, escravizar pessoas.
Foi assim durante milénios.
Ninguém via mal nenhum nisso a não ser, confusamente, com dúvidas, as próprias vítimas. Até que a piedade, na sua interpretação moderna e laica, acabou com tão veneráveis tradições.

Que será preciso para acabar com a tradição da tourada? Que sobressalto do coração será necessário para despertar em nós a piedade pelos animais?”(*)

(*) Paulo Varela Gomes – Morrer como um touro – Jornal Público, 27 de Fevereiro de 2010

segunda-feira, 22 de outubro de 2018

PENTEADOS DO POVO MUXIMBA (SUL DE ANGOLA)






















































Fonte: Angola 4 - Etnias
Texto e legendas: J. C. Pinheira - Guy Leroy - Moutinho Pereira - Emílio Filipe - Joaquim Cabral
Editora: Palanca Negra
(Não é permitida a reprodução destas imagens com intuitos comerciais)

sábado, 14 de julho de 2018

domingo, 1 de abril de 2018

Ribatejo, Ribatejanos e Campinos


Quadro de Cássio Mello

"(…) Bastará lembrarmo-nos de que o Ribatejo é a região do gado bravo. Daqui o natural e necessário esforço do homem, a que desde pequeno se habitua, para viver entre vacas e touros criados em plena liberdade e bravura, e que é preciso subjugar pelo valor e pela astúcia até submetê-los ao trabalho agrícola.

Julga-se falsamente, no norte do país, que a criação do gado bravo no Ribatejo constitui apenas uma indústria tauromáquica. Não, é um erro: ela representa um alto valor económico, que se obtém à custa de um contínuo e arriscado trabalho.

A propriedade, nas províncias setentrionais do país, está dividida e retalhada: é a quinta, o campo, a bouça ou a horta. Aqui, como no Alentejo, percorrem-se léguas e léguas de terrenos pertencentes a um mesmo proprietário. A propriedade é vasta, imensa, a perder de vista. Proporciona as grandes colheitas e a criação das grandes manadas e rebanhos.

A vida do lavrador ribatejano torna-se, portanto, muito mais trabalhosa e o campino — designando por esta expressão todo o serviçal da lavoura ribatejana — é por via de regra um homem afoito e valente que todos os dias põe em jogo a sua vida com uma indiferença estóica singularmente admirável.

Quadro de Simão da Veiga

Faz-se toureiro, não por gosto de vir exibir a sua perícia tauromáquica no redondel perante a multidão; mas por obrigação e necessidade, no campo, diante das hastes nuas do touro – não só do touro, mas da manada inteira, sem espectadores entusiasmados e sem aplausos ruidosos.

Há, no homem do Ribatejo, o que quer que seja de forte e de simples, de atlético e indiferente, que parece conservar a expressão das idades primitivas, quando a força física e a serenidade de ânimo eram precisas ao homem para lutar com os monstruosos animais pré-historicos. A natureza deu-lhe a bravura calma e a astúcia ingénita necessárias para subjugar as reses bravas, acudindo-lhe com a astúcia quando a valentia não basta.

 Também o dotou com uma certa tendência contemplativa, espécie de identificação, plácida e concentrada, com a vasta paisagem que o rodeia, onde a solidão é profunda e profundo é o silêncio, apenas de quando em quando entrecortado pelo mugido do touro, pelo uivo do lobo, pelo chocalho das manadas e rebanhos.




O perigo que, por via de regra, assusta o homem em qualquer parte, é no Ribatejo o pão nosso de cada dia, um hábito, um costume, em vez de ser, como noutras regiões do país, uma surpresa ou uma eventualidade. Aqui, a natureza, favorecendo, por condições especiais, a criação do gado bravo, pôs harmoniosamente, ao lado dele, o homem forte e sadio, robusto e tranquilo, que tem de viver e lutar quotidianamente com as reses possantes e manhosas. (…)

(…) Esta irrequieta colónia bovina não deixa um momento de paz e descanso aos homens a quem está confiada, e cujo trabalho é incessante, desde a difícil operação da desmama dos bezerros até à amansia do touro.

(…) A luta, no Ribatejo, entre o homem e o touro, quando há necessidade de recorrer a esse extremo, efectua-se frente a frente, toma o carácter de um combate singular, sempre arriscado, porque nós, os Portugueses, picamos o touro por diante, ao contrário dos Espanhóis, que o mandam pela anca.

E, contudo, apesar das contingências desastrosas a que o campino está constantemente sujeito, todas as operações, em que ele é chamado a intervir na vida e na liberdade das manadas, tomam um ar de folia local que sobrepõe a alegria à consciência e temor do perigo." (*)


(*) Alberto Pimentel – A Extremadura Portugueza – 1.ª Parte – O Ribatejo – Lisboa, 1908, pp. 35-36 (ortografia actualizada).

segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Melodias Eternas


Canção -  Dio, Come Ti Amo
Intérprete - Gigliola Cinquetti. Nasceu em Verona, Itália, a 20 de Dezembro de 1947. Com esta canção, venceu o Festival de Sanremo em 1966.
Compositor - Domenico Modugno
Pesquisa e apresentação - Albina de Castro

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Natal de 2017 - O Holy Night

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Clique no "play" da imagem seguinte. Depois, para ampliar, clique duas vezes com o botão esquerdo do rato:
 

(Orquestra de André Rieu. Extraído do DVD Christmas in London)
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terça-feira, 12 de dezembro de 2017

ARTE CHINESA (1)