terça-feira, 27 de julho de 2010

Navios Antigos - 1

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sábado, 24 de julho de 2010

Aberturas de Grandes Livros - "Eurico, o Presbítero" (Alexandre Herculano - Portugal)

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Reino dos Visigodos, na Península Ibérica (Anos de 507 a 711)
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"A raça dos visigodos, conquistadora das Espanhas, subjugara toda a Península havia mais de um século. Nenhuma das tribos ger­mânicas que, dividindo entre si as províncias do império dos césares, tinham tentado vestir sua bárbara nudez com os trajos despedaçados, mas esplêndidos, da civilização romana soubera como os godos ajun­tar esses fragmentos de púrpura e ouro, para se compor a exemplo de povo civilizado.

Leovigildo expulsara da Espanha quase que os derradeiros soldados dos imperadores gregos, reprimira a audácia dos francos, que em suas correrias assolavam as províncias visigó­ticas d'além dos Pirinéus, acabara com a espécie de monarquia que os suevos tinham instituído na Galécia e expirara em Toledo depois de ter estabelecido leis políticas e civis e a paz e ordem públicas nos seus vastos domínios, que se estendiam de mar a mar e, ainda, transpondo as montanhas da Vascônia, abrangiam grande porção da antiga Gália narbonense.

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Desde essa época, a distinção das duas raças, a conquistadora, ou goda, e a romana, ou conquistada, quase desaparecera, e os homens do norte haviam‑se confundido juridicamente com os do meio‑dia em uma só nação, para cuja grandeza contribuíra aquela com as virtudes ásperas da Germânia, esta com as tradições da cultura e política romanas.

As leis dos césares, pelas quais se regiam os vencidos, misturaram‑se com as singelas e rudes instituições visigóticas, e já um código único, escrito na língua latina, regulava os direitos e deveres comuns quando o arianismo, que os godos tinham abraçado abraçando o evangelho, se declarou vencido pelo catolicismo, a que pertencia a raça romana. Esta conversão dos vencedores à crença dos subjugados foi o complemento da fusão social dos dois povos.


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A civilização, porém, que suavizou a rudeza dos bárbaros era uma civi­lização velha e corrupta. Por alguns bens que produziu para aqueles homens primitivos, trouxe‑lhes o pior dos males, a perversão moral. A monarquia visigótica procurou imitar o luxo do império que mor­rera e que ela substituíra. Toledo quis ser a imagem de Roma ou de Constantinopla. Esta causa principal, ajudada por muitas outras, nascidas em grande parte da mesma origem, gerou a dissolução política por via da dissolução moral.

Debalde muitos homens de génio, revestidos da autoridade su­prema, tentaram evitar a ruína que viam no futuro: debalde o clero espanhol, incomparavelmente o mais alumiado da Europa naquelas eras tenebrosas e cuja influência nos negócios públicos era maior que a de todas as outras classes juntas, procurou nas severas leis dos concílios, que eram ao mesmo tempo verdadeiros parlamentos políticos, reter a nação que se despenhava. A podridão tinha chegado ao âmago da árvore, e ela devia secar.
O próprio clero se corrompeu por fim. O vício e a degeneração corriam soltamente, rota a última barreira.
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Foi então que o célebre Roderico se apossou da coroa.
Os filhos do seu predecessor Vítiza, os mancebos Sisebuto e Ebas, disputaram­‑lha largo tempo; mas, segundo parece dos escassos monumentos históricos dessa escura época, cederam por fim, não à usurpação, porque o trono gótico não era legalmente hereditário, mas à fortuna e ousadia do ambicioso soldado, que os deixou viver em paz na própria corte e os revestiu de dignidades militares.

Daí, se dermos crédito a antigos historiadores, lhe veio a última ruína na batalha do rio Críssus, ou Guadalete, em que o império gótico foi aniquilado.
No meio, porém, da decadência dos godos, algumas almas conser­vavam ainda a têmpera robusta dos antigos homens da Germânia. Da civilização romana elas não haviam aceitado senão a cultura intelectual e as sublimes teorias morais do cristianismo.

As virtudes civis e, sobretudo, o amor da pátria tinham nascido para os godos logo que, assentando o seu domínio nas Espanhas, possuíram de pais a filhos o campo agricultado, o lar doméstico, o templo da oração e o cemitério do repouso e da saudade.



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Nestes corações, onde reinavam afectos ao mesmo tempo ardentes e profundos, porque neles a índole meridional se misturava com o carácter tenaz dos povos do norte, a moral evangélica revestia esses afectos de uma poesia divina, e a civilização ornava‑os de uma expressão suave, que lhes realçava a poesia.

Mas no fim do século sétimo eram já bem raros aqueles em quem as tradições da cultura romana não havia subjugado os instin­tos generosos da barbaria germânica e a quem o cristianismo fazia ainda escutar o seu verbo íntimo, esquecido no meio do luxo profano do clero e da pompa insensata do culto exterior.
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Uma longa paz com as outras nações tinha convertido a antiga energia dos godos em alimento das dissensões intestinas, e a guerra civil, gastando essa energia, havia posto em lugar dela o hábito das traições covardes, das vinganças mesquinhas, dos enredos infames e das abjecções am­biciosas.

O povo, esmagado debaixo do peso dos tributos, dilacerado pelas lutas dos bandos civis, prostituído às paixões dos poderosos, esquecera completamente as virtudes guerreiras de seus avós.
As leis de Vamba e as expressões de Ervígio no duodécimo concílio de Toledo revelam quão fundo ia nesta parte o cancro da degeneração moral das Espanhas.


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No meio de tantos e tão cruéis vexames e pade­cimentos, o mais custoso e aborrecido de todos eles para os afemina­dos descendentes dos soldados de Teodorico, de Torismundo, de Teudes e de Leovigildo era o vestir as armas em defensão daquela mesma pátria que os heróis visigodos tinham conquistado para a legarem a seus filhos, e a maioria do povo preferia a infâmia que a lei impunha aos que recusavam defender a terra natal aos riscos gloriosos dos combates e à vida fadigosa da guerra.
Tal era, em resumo, o estado político e moral da Espanha na época em que aconteceram os sucessos que vamos narrar (...).
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(….) O presbitério, situado no meio da povoação, era um edifício humilde, como todos os que ainda subsistem levantados pelos godos sobre o solo da Espanha.


Cantos enormes sem cimento alteiam‑lhe os muros; cobre‑lhe o âmbito um tecto achatado, tecido de grossas traves de carvalho subpostas ao ténue colmo: o seu portal profundo e estreito pressagia de certo modo a misteriosa portada da catedral da Idade Média: as suas janelas, por onde a claridade, passando para o interior, se transforma em tristonho crepúsculo, são como um tipo indeciso e rude das frestas que, depois, alumiaram os templos edificados no décimo quarto século, através das quais, coada por vidros de mil cores, a luz ia bater melancólica nos alvos panos dos muros gigantes e estampar neles as sombras das colunas e arcos enredados das naves.

(...) O presbítero Eurico era o pastor da pobre paróquia de Cartéia.
Descendente de uma antiga família bárbara, gardingo na corte de Vítiza, depois de ter sido tiufado ou milenário do exército visigótico, vivera os ligeiros dias da mocidade no meio dos deleites da opulenta Toledo.

Rico, poderoso, gentil, o amor viera, apesar disso, quebrar a cadeia brilhante da sua felicidade.
Namorado de Hermengarda, filha de Favila, duque de Cantábria, e irmã do valoroso e depois tão célebre Pelágio, o seu amor fora infeliz (...)".
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Eurico, o Presbítero (Os Visigodos) - Alexandre Herculano - Portugal (1810-1877)
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quinta-feira, 22 de julho de 2010

A Nova Face da Direita Política em Portugal - "Vai Tudo Raso!"

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O projecto de revisão constitucional do PSD não deixa pedra sobre pedra do regime democrático nascido a 25 de Abril.
Em sete revisões, a Constituição já levara fortes machadadas dadas pelas maiorias qualificadas para o efeito.
O PSD quer acabar com o resto.

E não se diga que se trata de limar a Constituição dos resquícios ideológicos de pendor revolucionário.
Ao propor a abolição da justa causa para os despedimentos, o PSD revela o carácter da sua mais recente face, não apenas neoliberal, no sentido europeu ou norte-americano, mas inspirada nas economias asiáticas de ditadura do capital financeiro e de mão-de-obra descartável.

Ao propor a abolição do carácter tendencialmente gratuito da prestação dos cuidados de saúde, o projecto do PSD situa-se na América pré-Obama, da ditadura das companhias de seguros com absoluto menosprezo do direito humano à saúde.

E ao propor a substituição de um governo sem recurso à realização de eleições, o PSD revela a costeleta peruana, com governos cozinhados no churrasco da democracia.

Ou seja: o projecto de revisão da Constituição que o PSD vai apresentar não tem nada original, é tudo mais ou menos plasmado do que de mais tenebroso, explorador e totalitário há no mundo actual.

É um projecto raivoso, revanchista, de ajuste de contas contra o carácter de uma democracia nascida da liquidação de uma ditadura de 48 anos.

A revisão da Constituição da República Portuguesa far-se-á e será ou não aprovada em função de trocas e baldrocas de bastidores entre o proponente PSD e os colaborantes do costume, PS e CDS.

Antes de propor a revisão da Constituição da República, este PSD deveria rever a sua própria constituição, porque a designação social-democrata é neste particular um caso de publicidade enganosa. (*)

(*) - João Paulo Guerra - Vai Tudo Raso - Diário Económico (Lisboa - Portugal- 21 de Julho de 2010

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Destruição (Carlos Drummond de Andrade - Brasil)

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Os amantes se amam cruelmente
e com se amarem tanto
não se vêem.
Um se beija no outro, refletido.
Dois amantes que são?
Dois inimigos.

Amantes
são meninos estragados
pelo mimo de amar:
e não percebem
quanto se pulverizam no enlaçar-se,
e como o que era mundo
volve a nada.

Nada.
Ninguém.
Amor, puro fantasma
que os passeia de leve,
assim a cobra se imprime
na lembrança de seu trilho.

E eles quedam mordidos para sempre.
Deixaram de existir,
mas o existido
continua a doer
eternamente.

domingo, 18 de julho de 2010

Memórias Egípcias - 1

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Abu-Simbel (a)
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Abu-Simbel (b)
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Abu-Simbel (c)
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À Beira do Nilo
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Templo da Ilha de Philae (a)
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Templo de Ísis (Philae) (b)
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Templo de Ísis (Philae) (c)
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Templo de Gyrshe
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Templo de Dendera (a)
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Templo de Dendera (b)
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Templo de Dendera (c)






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Templo de Dendera (d)
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Ventos do Deserto
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Artista --- David Roberts - Escócia (1796-1864)
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sábado, 17 de julho de 2010

Aberturas de Grandes Livros - "O Alienista" (Machado de Assis - Brasil)

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Notas:

1 - Alienista - Médico ou médica que se dedica ao estudo e tratamento de alienados; psiquiatra.
2 - Casa de orates - Manicómio

Respeita-se a grafia brasileira.
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Cap I - De como Itaguaí ganhou uma casa de orates

As crônicas da vila de Itaguaí dizem que em tempos remotos vivera ali um certo médico, o Dr. Simão Bacamarte, filho da nobreza da terra e o maior dos médicos do Brasil, de Portugal e das Espanhas. Estudara em Coimbra e Pádua. Aos trinta e quatro anos regressou ao Brasil, não podendo el-rei alcançar dele que ficasse em Coimbra, regendo a universidade, ou em Lisboa, expedindo os negócios da monarquia.
A ciência, disse ele a Sua Majestade, é o meu emprego único; Itaguaí é o meu universo.

Dito isso, meteu-se em Itaguaí e entregou-se de corpo e alma ao estudo da ciência, alternando as curas com as leituras, e demonstrando os teoremas com cataplasmas.
Aos quarenta anos casou com D. Evarista da Costa e Mascarenhas, senhora de vinte e cinco anos, viúva de um juiz de fora, e não bonita nem simpática.
Um dos tios dele, caçador de pacas perante o Eterno, e não menos franco, admirou-se de semelhante escolha e disse-lho.

Simão Bacamarte explicou-lhe que D. Evarista reunia condições fisiológicas e anatômicas de primeira ordem, digeria com facilidade, dormia regularmente, tinha bom pulso, e excelente vista; estava assim apta para dar-lhe filhos robustos, sãos e inteligentes.
Se além dessas prendas — únicas dignas da preocupação de um sábio - D. Evarista era mal composta de feições, longe de lastimá-lo, agradecia-o a Deus, porquanto não corria o risco de preterir os interesses da ciência na contemplação exclusiva, miúda e vulgar da consorte.

D. Evarista mentiu às esperanças do Dr. Bacamarte, não lhe deu filhos robustos nem mofinos.
A índole natural da ciência é a longanimidade; o nosso médico esperou três anos, depois quatro, depois cinco. Ao cabo desse tempo fez um estudo profundo da matéria, releu todos os escritores árabes e outros, que trouxera para Itaguaí, enviou consultas às universidades italianas e alemãs, e acabou por aconselhar à mulher um regímen alimentício especial.
A ilustre dama, nutrida exclusivamente com a bela carne de porco de Itaguaí, não atendeu às admoestações do esposo; e à sua resistência —explicável, mas inqualificável — devemos a total extinção da dinastia dos Bacamartes.


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Mas a ciência tem o inefável dom de curar todas as mágoas; o nosso médico mergulhou inteiramente no estudo e na prática da medicina.
Foi então que um dos recantos desta lhe chamou especialmente a atenção — o recanto psíquico, o exame de patologia cerebral. Não havia na colônia, e ainda no reino, uma só autoridade em semelhante matéria, mal explorada, ou quase inexplorada. Simão Bacamarte compreendeu que a ciência lusitana, e particularmente a brasileira, podia cobrir-se de "louros imarcescíveis" — expressão usada por ele mesmo, mas em um arroubo de intimidade doméstica; exteriormente era modesto, segundo convém aos sabedores.

A saúde da alma, bradou ele, é a ocupação mais digna do médico.
Do verdadeiro médico, emendou Crispim Soares, boticário da vila, e um dos seus amigos e comensais.

A vereança de Itaguaí, entre outros pecados de que é argüida pelos cronistas, tinha o de não fazer caso dos dementes.
Assim é que cada louco furioso era trancado em uma alcova, na própria casa, e, não curado, mas descurado, até que a morte o vinha defraudar do benefício da vida; os mansos andavam à solta pela rua.

Simão Bacamarte entendeu desde logo reformar tão ruim costume; pediu licença à Câmara para agasalhar e tratar no edifício que ia construir todos os loucos de Itaguaí, e das demais vilas e cidades, mediante um estipêndio, que a Câmara lhe daria quando a família do enfermo o não pudesse fazer.
A proposta excitou a curiosidade de toda a vila, e encontrou grande resistência, tão certo é que dificilmente se desarraigam hábitos absurdos, ou ainda maus.


.A idéia de meter os loucos na mesma casa, vivendo em comum, pareceu em si mesma sintoma de demência e não faltou quem o insinuasse à própria mulher do médico.
Olhe, D. Evarista, disse-lhe o Padre Lopes, vigário do lugar, veja se seu marido dá um passeio ao Rio de Janeiro. Isso de estudar sempre, sempre, não é bom, vira o juízo.

D. Evarista ficou aterrada.
Foi ter com o marido, disse-lhe "que estava com desejos", um principalmente, o de vir ao Rio de Janeiro e comer tudo o que a ele lhe parecesse adequado a certo fim.
Mas aquele grande homem, com a rara sagacidade que o distinguia, penetrou a intenção da esposa e redargüiu-lhe sorrindo que não tivesse medo.

Dali foi à Câmara, onde os vereadores debatiam a proposta, e defendeu-a com tanta eloqüência, que a maioria resolveu autorizá-lo ao que pedira, votando ao mesmo tempo um imposto destinado a subsidiar o tratamento, alojamento e mantimento dos doidos pobres. A matéria do imposto não foi fácil achá-la; tudo estava tributado em Itaguaí.

Depois de longos estudos, assentou-se em permitir o uso de dois penachos nos cavalos dos enterros. Quem quisesse emplumar os cavalos de um coche mortuário pagaria dois tostões à Câmara, repetindo-se tantas vezes esta quantia quantas fossem as horas decorridas entre a do falecimento e a da última bênção na sepultura. O escrivão perdeu-se nos cálculos aritméticos do rendimento possível da nova taxa; e um dos vereadores, que não acreditava na empresa do médico, pediu que se relevasse o escrivão de um trabalho inútil.
Os cálculos não são precisos, disse ele, porque o Dr. Bacamarte não arranja nada. Quem é que viu agora meter todos os doidos dentro da mesma casa?
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Enganava-se o digno magistrado; o médico arranjou tudo. Uma vez empossado da licença começou logo a construir a casa.
Era na Rua Nova, a mais bela rua de Itaguaí naquele tempo; tinha cinqüenta janelas por lado, um pátio no centro, e numerosos cubículos para os hóspedes.
Como fosse grande arabista, achou no Corão que Maomé declara veneráveis os doidos, pela consideração de que Alá lhes tira o juízo para que não pequem. A idéia pareceu-lhe bonita e profunda, e ele a fez gravar no frontispício da casa; mas, como tinha medo ao vigário, e por tabela ao bispo, atribuiu o pensamento a Benedito VIII, merecendo com essa fraude aliás pia, que o Padre Lopes lhe contasse, ao almoço, a vida daquele pontífice eminente.

A Casa Verde foi o nome dado ao asilo, por alusão à cor das janelas, que pela primeira vez apareciam verdes em Itaguaí.
Inaugurou-se com imensa pompa; de todas as vilas e povoações próximas, e até remotas, e da própria cidade do Rio de Janeiro, correu gente para assistir às cerimônias, que duraram sete dias.
Muitos dementes já estavam recolhidos; e os parentes tiveram ocasião de ver o carinho paternal e a caridade cristã com que eles iam ser tratados.

D. Evarista, contentíssima com a glória do marido, vestiu-se luxuosamente, cobriu-se de jóias, flores e sedas. Ela foi uma verdadeira rainha naqueles dias memoráveis; ninguém deixou de ir visitá-la duas e três vezes, apesar dos costumes caseiros e recatados do século, e não só a cortejavam como a louvavam; porquanto — e este fato é um documento altamente honroso para a sociedade do tempo — porquanto viam nela a feliz esposa de um alto espírito, de um varão ilustre, e, se lhe tinham inveja, era a santa e nobre inveja dos admiradores.

Ao cabo de sete dias expiraram as festas públicas; Itaguaí, tinha finalmente uma casa de orates.
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Machado de Assis - Brasil - Rio de Janeiro

(1839-1908)

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Arte Africana - Chidi Okoye (Nigéria)

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Mãe África
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A Rainha Lolo
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A Pequena Princesa
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Rei dos Tambores
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Máscara da Vida
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Máscara da Reflexão
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Lágrimas
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Eva
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A Mãe
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Madonna







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Máscara da Beleza
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Contemplação
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Amigas
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Linguagem do Amor
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terça-feira, 13 de julho de 2010

Canon (Johann Pachelbel) (1653-1706)

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Johann Pachelbel nasceu em Nuremberga, Alemanha, em 1 de Setembro de 1653, tendo falecido nessa mesma cidade num dia incerto de 1706.

Foi músico, organista, professor e compositor de estilo barroco, deixando um vasto espólio de música sacra e secular.

O Canon conta-se entre as suas obras mais célebres. Pode ouvi-lo seguidamente na interpretação notável dos Voices of Music:

domingo, 11 de julho de 2010

Espanha, Campeã do Mundo de Futebol - Venceram os Melhores!

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Espanha -1-Holanda -0- (Iniesta faz justiça quase no final do prolongamento)
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A vitória da Espanha na final do Campeonato do Mundo de Futebol, há pouco terminado na África do Sul, premeia, de facto, a melhor equipa (que ostentava já o título de Campeã da Europa).

Impediu, para além disso, o crime de lesa-futebol que seria um eventual triunfo holandês.
A Holanda demonstrou, em diversas ocasiões, mas especialmente na partida de hoje e na que realizou antes contra o Brasil, que tem uma característica permanente, sua verdadeira marca-de-água: torna feios todos os jogos em que participa.

É uma equipa astuciosa, retraída, faltosa (a mais faltosa de todo o Campeonato), obsessivamente empenhada em não deixar jogar o adversário.
Com não mais do que 3 ou 4 jogadores de craveira acima da média, interrompe sistematicamente as progressões contrárias com derrubes e simulações, utilizando às vezes a violência perante uma estranha complacência dos árbitros (como é possível que De Jong tenha continuado em campo depois do que fez a Xabi Alonso, aos 27'?), e a sua estratégia resume-se à tentativa de aproveitamento de um erro ou de uma infelicidade do opositor.
Com esta Holanda, o futebol faz-se aos soluços...

A final "normal" e mais "justa" do Campeonato seria um Brasil-Espanha.
Mas, por vezes, não há justiça no futebol. Neste caso, não houve mesmo.
O Brasil, que possui um futebol incomparavelmente superior ao dos holandeses (e que poderia mesmo ter-lhes ganho por goleada, naquela excelente 1.ª parte), não parece ter percebido bem o tipo de rival que tinha pela frente - e entregou, de forma inglória, numa inenarrável 2.ª parte, uma partida "mais do que ganha"...

No jogo de hoje, com a Holanda, a Espanha foi (tal como antes o tinha sido o Brasil) a única equipa que jogou corajosamente para ganhar, do primeiro ao último minuto.

Por isso, não podendo o vencedor ser Portugal (só por milagre!) nem o Brasil (o milagre foi holandês!), que Viva España - um justíssimo Campeão do Mundo!
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