quinta-feira, 15 de julho de 2010

Arte Africana - Chidi Okoye (Nigéria)

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Mãe África
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A Rainha Lolo
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A Pequena Princesa
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Rei dos Tambores
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Máscara da Vida
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Máscara da Reflexão
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Lágrimas
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Eva
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A Mãe
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Madonna







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Máscara da Beleza
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Contemplação
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Amigas
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Linguagem do Amor
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terça-feira, 13 de julho de 2010

Canon (Johann Pachelbel) (1653-1706)

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Johann Pachelbel nasceu em Nuremberga, Alemanha, em 1 de Setembro de 1653, tendo falecido nessa mesma cidade num dia incerto de 1706.

Foi músico, organista, professor e compositor de estilo barroco, deixando um vasto espólio de música sacra e secular.

O Canon conta-se entre as suas obras mais célebres. Pode ouvi-lo seguidamente na interpretação notável dos Voices of Music:

domingo, 11 de julho de 2010

Espanha, Campeã do Mundo de Futebol - Venceram os Melhores!

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Espanha -1-Holanda -0- (Iniesta faz justiça quase no final do prolongamento)
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A vitória da Espanha na final do Campeonato do Mundo de Futebol, há pouco terminado na África do Sul, premeia, de facto, a melhor equipa (que ostentava já o título de Campeã da Europa).

Impediu, para além disso, o crime de lesa-futebol que seria um eventual triunfo holandês.
A Holanda demonstrou, em diversas ocasiões, mas especialmente na partida de hoje e na que realizou antes contra o Brasil, que tem uma característica permanente, sua verdadeira marca-de-água: torna feios todos os jogos em que participa.

É uma equipa astuciosa, retraída, faltosa (a mais faltosa de todo o Campeonato), obsessivamente empenhada em não deixar jogar o adversário.
Com não mais do que 3 ou 4 jogadores de craveira acima da média, interrompe sistematicamente as progressões contrárias com derrubes e simulações, utilizando às vezes a violência perante uma estranha complacência dos árbitros (como é possível que De Jong tenha continuado em campo depois do que fez a Xabi Alonso, aos 27'?), e a sua estratégia resume-se à tentativa de aproveitamento de um erro ou de uma infelicidade do opositor.
Com esta Holanda, o futebol faz-se aos soluços...

A final "normal" e mais "justa" do Campeonato seria um Brasil-Espanha.
Mas, por vezes, não há justiça no futebol. Neste caso, não houve mesmo.
O Brasil, que possui um futebol incomparavelmente superior ao dos holandeses (e que poderia mesmo ter-lhes ganho por goleada, naquela excelente 1.ª parte), não parece ter percebido bem o tipo de rival que tinha pela frente - e entregou, de forma inglória, numa inenarrável 2.ª parte, uma partida "mais do que ganha"...

No jogo de hoje, com a Holanda, a Espanha foi (tal como antes o tinha sido o Brasil) a única equipa que jogou corajosamente para ganhar, do primeiro ao último minuto.

Por isso, não podendo o vencedor ser Portugal (só por milagre!) nem o Brasil (o milagre foi holandês!), que Viva España - um justíssimo Campeão do Mundo!
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sábado, 10 de julho de 2010

Pinturas Efémeras nos Muros Velhos da Cidade...

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terça-feira, 6 de julho de 2010

Monangambé (O Contratado) - (Ruy Mingas - Angola)

.O poema é de António Jacinto.
Quem o canta, mais abaixo, é Ruy Mingas - a melhor voz de Angola.

Monangambé (O Contratado)


Naquela roça grande
não tem chuva
é o suor do meu rosto
que rega as plantações;

Naquela roça grande
tem café maduro
e aquele vermelho-cereja
são gotas do meu sangue
feitas seiva.

O café vai ser torrado
pisado,
torturado,
vai ficar negro,
negro da cor do contratado.

Negro da cor do contratado!

Perguntem às aves que cantam,
aos regatos de alegre serpentear
e ao vento forte do sertão:

Quem se levanta cedo?
quem vai à tonga?
Quem traz pela estrada longa
a tipóia ou o cacho de dendém?
Quem capina
e em paga recebe desdém
fuba podre,
peixe podre,
panos ruins,
cinquenta angolares
"porrada se refilares"?



Quem faz o milho crescer
e os laranjais florescer?
Quem dá dinheiro para o patrão comprar
máquinas,
carros,
senhoras
e cabeças de pretos para os motores?

Quem faz o branco prosperar,
ter barriga grande
- ter dinheiro?
- Quem?

E as aves que cantam,
os regatos de alegre serpentear
e o vento forte do sertão
responderão:
- "Monangambééé..."

Ah! Deixem-me ao menos
subir às palmeiras
Deixem-me beber maruvo
e esquecer
diluído nas minhas bebedeiras

- "Monangambéé...'"

…………….

Oiçam, a seguir, Ruy Mingas:


Lágrima de Preta (António Gedeão)

 
Encontrei uma preta
que estava a chorar
pedi-lhe uma lágrima
para analisar.

Recolhi a lágrima
com todo o cuidado
num tubo de ensaio
bem esterilizado.

Olhei-a de um lado,
do outro e de frente:
tinha um ar de gota
muito transparente.

Mandei vir os ácidos,
as bases e os sais,
as drogas usadas
em casos que tais.

Ensaiei a frio,
experimentei ao lume,
de todas as vezes
deu-me o que é costume:

nem sinais de negro,
nem vestígios de ódio.
Água (quase tudo)
e cloreto de sódio.

……………..

(António Gedeão - Portugal)

sábado, 3 de julho de 2010

O Castelo de Faria (Alexandre Herculano - Portugal)


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A breve distância da vila de Barcelos, nas faldas do Franqueira, alveja ao longe um convento de Franciscanos. Aprazível é o sítio, sombreado de velhas árvores. Sente-se ali o murmurar das águas e a bafagem suave do vento, harmonia da natureza que quebra o silêncio daquela solidão, a qual, para nos servirmos de uma expressão de Fr. Bernardo de Brito, com a saudade de seus horizontes parece encaminhar e chamar o espírito à contemplação das coisas celestes.

O monte que se alevanta ao pé do humilde convento é formoso, mas áspero e severo, como quase todos os montes do Minho. Da sua coroa descobre-se ao longe o mar, semelhante a mancha azul entornada na face da terra. O espectador colocado no cimo daquela eminência volta-se para um e outro lado, e as povoações e os rios, os prados e as fragas, os soutos e os pinhais apresentam-lhe o panorama variadíssimo que se descobre de qualquer ponto elevado da província de Entre-Douro-e-Minho.

Este monte, ora ermo, silencioso e esquecido, já se viu regado de sangue: já sobre ele se ouviram gritos de combatentes, ânsias de moribundos, estridor de habitações incendiadas, sibilar de setas e estrondo de máquinas de guerra. Claros sinais de que ali viveram homens: porque é com estas balizas que eles costumam deixar assinalados os sítios que escolheram para habitar na terra.
O castelo de Faria, com suas torres e ameias, com a sua barbacã e fosso, com seus postigos e alçapões ferrados, campeou aí como dominador dos vales vizinhos.

Castelo real da Idade Média, a sua origem some-se nas trevas dos tempos que já lá vão há muito: mas a febre lenta que costuma devorar os gigantes de mármore e de granito, o tempo, coou-lhe pelos membros, e o antigo alcácer das eras dos reis de Leão desmoronou-se e caiu. (...) Serviram os fragmentos para se construir o convento edificado ao sopé do monte. (...)

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Reinava entre nós D. Fernando. (...)
O Adiantado de Galiza, Pedro Rodríguez Sarmento, entrou pela província de Entre-Douro-e-Minho com um grosso corpo de gente de pé e de cavalo, enquanto a maior parte do pequeno exército português trabalhava inutilmente ou por defender ou por descercar Lisboa.
Prendendo, matando e saqueando, veio o Adiantado até às imediações de Barcelos, sem achar quem lhe atalhasse o passo; aqui, porém, saiu-lhe ao encontro D. Henrique Manuel, conde de Seia e tio del-rei D. Fernando, com a gente que pôde ajuntar. Foi terrível o conflito; mas, por fim, foram desbaratados os portugueses, caindo alguns nas mãos dos adversários.

Entre os prisioneiros contava-se o alcaide-mor do castelo de Faria, Nuno Gonçalves.
Saíra este com alguns soldados para socorrer o conde de Seia, vindo, assim, a ser companheiro na comum desgraça. Cativo, o valoroso alcaide pensava em como salvaria o castelo d'el-rei seu senhor das mãos dos inimigos.
Governava-o, em sua ausência, um seu filho, e era de crer que, vendo o pai em ferros, de bom grado desse a fortaleza para o libertar, muito mais quando os meios de defensão escasseavam.
Estas considerações sugeriram um ardil a Nuno Gonçalves. Pediu ao Adiantado que o mandasse conduzir ao pé dos muros do castelo, porque ele, com as suas exortações, faria com que o filho o entregasse, sem derramamento de sangue.

Antigo livro da Instrução Primária (3.ª classe) - Portugal
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Um troço de besteiros e de homens d'armas subiu a encosta do monte da Franqueira, levando no meio de si o bom alcaide Nuno Gonçalves.
O Adiantado de Galiza seguia atrás com o grosso da hoste, e a costaneira ou ala direita, capitaneada por João Rodrigues de Viedma, estendia-se, rodeando os muros pelo outro lado. O exército vitorioso ia tomar posse do castelo de Faria, que lhe prometera dar nas mãos o seu cativo alcaide.

De roda da barbacã alvejavam as casinhas da pequena povoação de Faria: mas silenciosas e ermas. Os seus habitantes, apenas enxergaram ao longe as bandeiras castelhanas, que esvoaçavam soltas ao vento, e viram o refulgir cintilante das armas inimigas, abandonando os seus lares, foram acolher-se no terreiro que se estendia entre os muros negros do castelo e a cerca exterior ou barbacã. (...)

Quando o troço dos homens d'armas que levavam preso Nuno Gonçalves vinha já a pouca distância da barbacã, os besteiros que coroavam as ameias encurvaram as bestas, e os homens dos engenhos prepararam-se para arrojar sobre os contrários as suas quadrelas e virotões, enquanto o clamor e o choro se alevantavam no terreiro, onde o povo inerme estava apinhado.
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Um arauto saiu do meio da gente da vanguarda inimiga e caminhou para a barbacã, todas as bestas se inclinaram para o chão, e o ranger das máquinas converteu-se num silêncio profundo.
Moço alcaide, moço alcaide! — bradou o arauto — teu pai, cativo do mui nobre Pedro Rodríguez Sarmento, Adiantado de Galiza pelo mui excelente e temido D. Henrique de Castela, deseja falar contigo, de fora do teu castelo.

Gonçalo Nunes, o filho do velho alcaide, atravessou então o terreiro e, chegando à barbacã, disse ao arauto:
A Virgem proteja meu pai: dizei-lhe que eu o espero.
O arauto voltou ao grosso de soldados que rodeavam Nuno Gonçalves, e, depois de breve demora, o tropel aproximou-se da barbacã. Chegados ao pé dela, o velho guerreiro saiu dentre os seus guardadores, e falou com o filho:
- Sabes tu, Gonçalo Nunes, de quem é esse castelo, que, segundo o regimento de guerra, entreguei à tua guarda quando vim em socorro e ajuda do esforçado conde de Seia?

É — respondeu Gonçalo Nunes — de nosso rei e senhor D. Fernando de Portugal, a quem por ele fizeste preito e menagem.
Sabes tu, Gonçalo Nunes, que o dever de um alcaide é de nunca entregar, por nenhum caso, o seu castelo a inimigos, embora fique enterrado debaixo das ruínas dele?Sei, oh meu pai! — prosseguiu Gonçalo Nunes em voz baixa, para não ser ouvido dos castelhanos, que começavam a murmurar. — Mas não vês que a tua morte é certa, se os inimigos percebem que me aconselhaste a resistência?

Nuno Gonçalves, como se não tivera ouvido as reflexões do filho, clamou então:
Pois se o sabes, cumpre o teu dever, alcaide do castelo de Faria! Maldito por mim, sepultado sejas tu no inferno, como Judas o traidor, na hora em que os que me cercam entrarem nesse castelo sem tropeçarem no teu cadáver.Morra! — gritou o almocadém castelhano — morra o que nos atraiçoou!
E Nuno Gonçalves caiu no chão atravessado de muitas espadas e lanças.
Defende-te, alcaide! — foram as últimas palavras que ele murmurou.
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Gonçalo Nunes corria como louco ao redor da barbacã, clamando vingança. Uma nuvem de frechas partiu do alto dos muros; grande porção dos assassinos de Nuno Gonçalves misturaram o próprio sangue com o sangue do homem leal ao seu juramento.
Os castelhanos acometeram o castelo; no primeiro dia de combate o terreiro da barbacã ficou alastrado de cadáveres tisnados e de colmos e ramos reduzidos a cinzas.
Um soldado de Pedro Rodriguez Sarmento tinha sacudido com a ponta da sua longa chuça um colmeiro incendiado para dentro da cerca; o vento suão soprava nesse dia com violência, e em breve os habitantes da povoação, que haviam buscado o amparo do castelo, pereceram juntamente com as suas frágeis moradas.

Mas Gonçalo Nunes lembrava-se da maldição de seu pai: lembrava-se de que o vira moribundo no meio dos seus matadores, e ouvia a todos os momentos o último grito do bom Nuno Gonçalves — Defende-te, alcaide!
O orgulhoso Sarmento viu a sua soberba abatida diante dos torvos muros do castelo de Faria. O moço alcaide defendia-se como um leão, e o exército castelhano foi constrangido a levantar o cerco.

Gonçalo Nunes, acabada a guerra, era altamente louvado pelo seu brioso procedimento e pelas façanhas que obrara na defensão da fortaleza cuja guarda lhe fora encomendada por seu pai no último transe da vida.
Mas a lembrança do horrível sucesso estava sempre presente no espírito do moço alcaide. Pedindo a el-rei o desonerasse do cargo que tão bem desempenhara, foi depor ao pé dos altares a cervilheira e o saio de cavaleiro, para se cobrir com as vestes pacificas do sacerdócio.

Ministro do santuário, era com lágrimas e preces que ele podia pagar a seu pai o ter coberto de perpétua glória o nome dos alcaides de Faria.
Mas esta glória, não há hoje aí uma única pedra que a ateste.
As relações dos historiadores foram mais duradouras que o mármore. (*)
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(*) - Lendas e Narrativas - Alexandre Herculano - Portugal (1810-1877)
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Alexandre Herculano
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quinta-feira, 1 de julho de 2010

Um Extraordinário Pintor do Feminino - [Adolphe-William Bouguereau (França - 1825/1905)]


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A Oração
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Regresso do Mercado
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O Pássaro de Estimação
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O Segredo
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A Sopa
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As Pequenas Mendigas
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O Búzio
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A Bilha Quebrada
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A Cortesia
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Duas Irmãs
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Meditação
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Ameixas
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A Condessa de Montholon
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domingo, 27 de junho de 2010

Sentimental (Carlos Drummond de Andrade)


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Ponho-me a escrever teu nome
com letras de macarrão.
No prato, a sopa esfria,
cheia de escamas
e debruçados na mesa
todos contemplam esse romântico trabalho.

Desgraçadamente
falta uma letra,
uma letra somente
para acabar teu nome!

- Está sonhando? Olhe que a sopa esfria!

Eu estava sonhando...
E há em todas as consciências
um cartaz amarelo:
"Neste país é proibido sonhar."
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Carlos Drummond de Andrade - Brasil (1902-1987)
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