Fonte: Álbum Pintoresco de la Isla de Cuba - Cerca de 1850 - Habana - Cuba.
Pequenas e grandes histórias da História e mensagens mais ou menos amenas sobre vidas, causas, culturas, quotidianos, pensamentos, experiências, mundo...
quinta-feira, 7 de janeiro de 2010
quarta-feira, 6 de janeiro de 2010
Velha Poesia Árabe na Península Ibérica (12) - (Al-Mutamid - séc. XI) - "Coração Inquieto"
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Meu coração inquieto não se dá repouso
e o amor por ti não posso disfarçá-lo.
Lágrimas me caem: gotas de aguaceiro
sobre um corpo minguado, amarelento.
E, no entanto, estás perto, minha amada;
que seria de mim se tu te fosses?
Buscaram as desgraças atingir-me
com os teus olhos profundos de gazela.
Pelas estrelas cintilantes no escuro céu!
Pela própria lua refulgente!
Foi-se-me do jardim o meu orvalho
levado pelo perfume ligeiro do narciso.
Sabes, meu amor, estou pálido, cansado,
causa dó o meu estado - e tu tão indiferente!...
E ainda perguntas se estou doente
ou se me atacou o fogo do desejo!...
Senhora minha - alguém já te fez reparo -,
que injustiça a tua para quem te quer bem!
E ainda perguntaste: "sofres de desejo,
não aguentas a tua impaciência?"
Do meu querer duvidas, como és injusta:
notam-no os presentes e os que se ausentaram.
Allah!, deste imenso amor fiquei enfermo.
Como todas as paixões são fracas a seu lado!
Ele transformou o meu pobre corpo.
Quero a tua presença e não a alcanço.
Pede a Allah perdão por seres injusta,
pois todo o injusto deve pedir perdão!
(Al-Mutamid - Nascido em Beja, 1040 - f. em Marrocos em 1095)
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terça-feira, 5 de janeiro de 2010
segunda-feira, 4 de janeiro de 2010
Profundamente (Manuel Bandeira - Brasil)
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Profundamente
Quando ontem adormeci
na noite de São João
havia alegria e rumor
vozes
cantigas
e risos
ao pé das fogueiras acesas.
No meio da noite despertei
não ouvi mais vozes
nem risos
apenas balões
passavam errantes
silenciosamente
apenas de vez em quando
o ruído de um bonde
cortava o silêncio
como um túnel.
Onde estavam os que há pouco
dançavam
cantavam
e riam
ao pé das fogueiras acesas? —
Estavam todos dormindo
estavam todos deitados
dormindo
profundamente.
Quando eu tinha seis anos
não pude ver
o fim da festa de São João
porque adormeci.
Hoje não ouço mais as vozes daquele tempo
minha avó
meu avô
Totônio Rodrigues
Tomásia Rosa
Onde estão todos eles? —
Estão todos dormindo
estão todos deitados
dormindo
profundamente.
Manuel Bandeira - Brasil (1886-1968)
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domingo, 3 de janeiro de 2010
Aberturas de Grandes Livros - "Recordações da Casa dos Mortos" (Dostoievski - Rússia)
“No meio das estepes, das montanhas ou das florestas intransitáveis das distantes regiões da Sibéria, encontram-se, de longe em longe, pequenas cidades de mil ou dois mil habitantes, com as casas todas construídas de madeira, muitíssimo feias, tendo duas igrejas – uma ao centro da povoação, outra no cemitério – ou melhor, cidades que mais parecem uma aldeia sossegada dos subúrbios de Moscovo do que uma cidade propriamente dita.
Nelas vivem, a maior parte do ano, grande número de agentes da polícia, de adjuntos e outros funcionários subalternos. A compensar o frio intenso da Sibéria, os serviços oficiais são ali muito bem remunerados.
Os habitantes são pessoas simples, sem ideias avançadas, de costumes antiquados, tradicionais e consagrados pelo tempo. Os funcionários, que são o maior contingente da nobreza siberiana, ou são indivíduos da região – siberianos dos quatro costados – ou então vieram da Rússia.
Estes últimos chegam directamente das capitais das províncias, atraídos pelos bons ordenados, pelas subvenções extraordinárias para as despesas da viagem e por outras não menos tentadoras esperanças de futuro. (…)
(…) Foi numa dessas pequenas cidades – alegres e sempre satisfeitas de si mesmas, e cuja amável população me deixou indelével lembrança – que travei conhecimento com um exilado, Alexandre Petrovitch Goriantchikof, ex-fidalgo e ex-proprietário da Rússia.
Fora condenado a trabalhos forçados de segunda ordem por ter assassinado a esposa. Depois de ter cumprido a pena – dez anos de trabalhos forçados – vivia despreocupado e passando despercebido, como colono, na pequena cidade de K. (…)”
Recordações da Casa dos Mortos - Dostoievski - Rússia (1821-1881) - Publicado por Editora Livraria Progredior - Porto - Portugal - 1951.
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quinta-feira, 31 de dezembro de 2009
terça-feira, 29 de dezembro de 2009
segunda-feira, 28 de dezembro de 2009
O Titanic, o Eurostar e as reencarnações...
Eurostar imita Titanic
Era um mundo (o maior e mais moderno navio até então) e o seu fim ilustrou o mundo como ele sempre foi: da 1.ª classe morreram só 38% dos seus passageiros, da 2.ª, 59%, e da 3.ª, 75%...
O mundo foi sempre assim, dividido entre os que têm e os que não têm - com mais ou menos gradações entre a cabina de luxo e os beliches do porão.
Foi há cem anos.
Agora chegam notícias de outra maravilhosa máquina, o comboio Eurostar que atravessa o canal da Mancha, que naufragou.
Não exageremos, só ficaram duas mil pessoas bloqueadas durante 18 horas.
O culpado foi o do costume, o frio - no Titanic, um iceberg, com o Eurostar, a neve.
E o comportamento humano também foi o do costume.
Ficaram famílias sem água nem comida e sem informação.
Eram dos que não têm.
Mas, no túnel bloqueado, alguém foi buscar Claudia Schiffer para a levar até à saída.
Ela tem.
Sempre teve.
Na outra encarnação, ela chamava-se Lady Lucy Duff-Gordon e salvou-se no primeiro salva-vidas que desceu do Titanic (só levava 12 pessoas, havia lugar para 40, mas urgia salvar aqueles passageiros da 1.ª classe).
O mundo o que tem de tranquilizador (e de inquietante, também) é que não nos surpreende. (*)
(*) Ferreira Fernandes - Diário de Notícias - Lisboa - Portugal (22-Dez-2009)
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domingo, 27 de dezembro de 2009
Aberturas de Grandes Livros - "David Copperfield" (Charles Dickens)
“Serei o herói da minha própria existência ou este papel terá sido desempenhado por outro? Estas páginas o dirão. Para começar a minha vida pelo princípio, registo que nasci (pelo menos assim mo asseveraram e estou disso persuadido) numa sexta-feira à meia-noite. Notou-se que o relógio principiara a dar horas e eu começara a chorar ao mesmo tempo.
Devido ao dia e à hora do meu nascimento, declarou a parteira, bem como várias matronas da vizinhança, que manifestaram vivo interesse por mim antes da data em que o nosso conhecimento se pudesse realizar, primeiro: que eu me destinava a não ter sorte na vida;
segundo, que gozaria do privilégio de ver espíritos e fantasmas.
Estes dons pertenciam inevitavelmente – assim o acreditavam, pelo menos – às pobres crianças, de um ou outro sexo, nascidas às primeiras horas da madrugada de sexta-feira. (…)
(…) Nasci em Blunderstone, no Suffolk, ou “algures”, como se diz na Escócia.
Sou um filho póstumo. Os olhos de meu pai tinham-se fechado para a luz do dia seis meses antes de os meus se abrirem.
Ainda hoje há para mim qualquer coisa de estranho nesta ideia de ele nunca me ter visto, qualquer coisa de ainda mais estranho na mistura das minhas recordações de infância com a pedra branca do seu túmulo no cemitério vizinho, e a compaixão inexprimida que eu sentia, ao pensar que ele estava ali, na noite escura, enquanto a nossa pequena sala de estar, tépida e clara, lhe fechava as suas portas – não sem crueldade, pensava eu (…).”
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sábado, 26 de dezembro de 2009
sexta-feira, 25 de dezembro de 2009
quinta-feira, 24 de dezembro de 2009
Presépio da Igreja de Nossa Senhora do Cardal (Pombal - Portugal)
"Tendo pois nascido Jesus em Belém de Judá, em tempo do rei Herodes,
eis que vieram do Oriente uns magos a Jerusalém,
dizendo:
Onde está o rei dos Judeus, que é nascido?
Porque nós vimos no Oriente a sua estrela, e viemos adorá-lo."
A Bíblia - Evangelho de S. Mateus, Capítulo 2 - 1 e 2.
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"Cântico de Natal"- Placido Domingo
Aqui:
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quarta-feira, 23 de dezembro de 2009
Requiem
Há mortos que demoram a morrer
é inútil sepultá-los
eles voltam
eles voltam
demoram-se por vezes numa sombra
num braço de cadeira
ou no rebordo partido de uma chávena.
Ou então escondem-se
ou no rebordo partido de uma chávena.
Ou então escondem-se
em pequenas caixas sobre as mesas.
Há objectos que ficam cheios deles
são como o rosto transmudado dos ausentes
sua marca na casa e no efémero.
Por isso custa tanto retirar o prato e o talher
arrumar os fatos
desfazer a cama.
Há mortos que nunca mais se vão embora.
desfazer a cama.
Há mortos que nunca mais se vão embora.
Há mortos que não param de doer.
(Manuel Alegre - Portugal)
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Gabriel Fauré - Requiem - "In Paradisum":
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Gabriel Fauré - Requiem - "In Paradisum":
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terça-feira, 22 de dezembro de 2009
domingo, 20 de dezembro de 2009
Martín, o Jovem - Um drama da Coroa de Aragão na origem da união ibérica (séc. XV)
Martín, o Jovem, foi filho de Martín, o Humano, rei de Aragão.
Faleceu em 25 de Julho de 1409 na Sardenha, com pouco mais de 30 anos de idade, depois de ter vencido os rebeldes sardos na batalha de San Luri (31 de Maio de 1409).
Tinha sido acometido dias antes por febres fortes, originadas, ao que se pensa, pela malária.
Foi sepultado na catedral de Cagliari, a sul da mesma ilha da Sardenha, ao centro do Mediterrâneo ocidental.
Nesse tempo, a Coroa de Aragão constituía uma poderosa entidade política, económica e militar.
Compunha-se, na Península Ibérica, do reino de Aragão (propriamente dito) e do reino de Valência, aos quais se somava ainda o principado da Catalunha.
As principais cidades eram Barcelona, Valência e Zaragoza.
Desta união resultou um vasto espaço triangular, independente, cravado no flanco oriental de Castela (ver, acima, a zona arroxeada no lado esquerdo do mapa).
Cada uma das três partes do conjunto dispunha de leis e de cortes próprias, coexistindo numa espécie de confederação encabeçada pela figura do rei.
O rei era, pois, a garantia da unidade desta complexa Coroa.
A Coroa de Aragão colocou em prática uma formidável política de expansão mediterrânica (rever áreas arroxeadas no mapa acima).
Essa política levou os seus exércitos e os seus navios de comércio, nos séculos XIII e XIV, às ilhas Baleares, à Sardenha (Cerdeña), à Sicília e à Grécia (neste último caso com os famosos Almogávares, guerreiros ferozes, cuja aventura militar no Império Bizantino, em princípios do século XIV, levaria à constituição dos ducados de Atenas e de Neopatria, que não tardaram a figurar entre os títulos dos reis de Aragão).
(Nota: mais tarde, em 1443, a Coroa estenderia o seu domínio a cerca de metade da Itália, apossando-se do então chamado Reino de Nápoles - cf. mapa).
A morte de Martín, o Jovem (que era rei da Sicília) constituiu uma tragédia para a Coroa de Aragão.
Isto porque ele era o único filho sobrevivo de Martín, o Humano. Como tal, era também o único herdeiro directo da Coroa de Aragão.
Quando Martín, o Humano, morreu (31 de Maio de 1410), colocou-se, naturalmente, um gravíssimo problema de sucessão.
Surgiram vários candidatos, todos eles aparentados com os antigos reis de Aragão (como o duque de Gandía, o conde de Urgel, o duque de Calabria e, até, um neto bastardo do Humano - o pequeno Frederico, que Martín, o Jovem, tivera de uma jovem siciliana).
Nenhum deles chegaria ao trono aragonês.
Com efeito, após dois anos de interregno, seria escolhido um castelhano para rei (através do chamado Compromisso de Caspe - 28 de Junho de 1412).
Esse castelhano, feito rei de Aragão, chamava-se Fernando e era irmão do rei Enrique III de Castela.
Era ainda sobrinho do falecido Martín, o Humano, e neto de Pedro, o Cerimonioso (pai de Martín).
Reinou em Aragão de 1412 a 1416, tendo-lhe sucedido o filho, também nascido em Castela (Alfonso V de Aragão).
Esta entrada em Aragão de uma dinastia castelhana (os Trastâmaras) facilitaria, a prazo, a perda da independência aragonesa (que durava há séculos).
Com efeito, um neto de Fernando (igualmente chamado Fernando) casaria um dia com a rainha castelhana Isabel, a Católica, ficando criadas as condições para que mais tarde se produzisse a união das duas Coroas.
Com a conquista de Granada aos Muçulmanos (1492) e, alguns anos depois, a anexação de Navarra, ficou constituído o espaço que conhecemos hoje com o nome de Espanha.
Só Portugal ficou de fora desta união de países da Península Ibérica.
sábado, 19 de dezembro de 2009
Carlos Drummond de Andrade - Provável influência do grande poeta na conquista da 3.ª Copa do Mundo pelo Brasil (1970)
De 31 de Maio a 21 de Junho de 1970, uma selecção brasileira compareceu no México para disputar a fase final da Copa do Mundo de Futebol.
O Brasil possuía (como sempre) jogadores superdotados. Basta lembrar Tostão, Gérson, Carlos Alberto, Rivelino, Jairzinho, Leão.
Possuía, acima de todos, o (sobrenatural) Pelé.
Mas o desfecho de um Campeonato do Mundo é sempre imprevisível, mesmo para o melhor futebol do Mundo, que é o do Brasil (recordem 1950, contra o Uruguai; ou 1966, contra Portugal).
... Porém, a par de Pelé e de seus companheiros, o Brasil tinha ainda Carlos Drummond de Andrade, o grande poeta.
Em Maio, às vésperas do início da competição, angustiado pelos males do seu país, ele elevou aos céus esta
Prece do brasileiro
Meu Deus, só me lembro de vós para pedir,
mas de qualquer modo sempre é uma lembrança.
Desculpai vosso filho,
que se veste de humildade e esperança
e vos suplica:
Olhai para o Nordeste onde há fome, Senhor,
e desespero dando nas estradas entre esqueletos de animais.
Em Iguatu, Parambu, Baturité,Tauá
(vogais tão fortes não chegam até vós?)
vede as espectrais procissões de braços estendidos,
assaltos, sobressaltos, armazéns arrombados
e – o que é pior – não tinham nada.
Fazei, Senhor, chover a chuva boa,
aquela que, florindo e reflorindo,
soa qual cantata de Bach em vossa glória
e dá vida ao boi, ao bode, à erva seca,
ao pobre sertanejo destruído
no que tem de mais doce e mais cruel:
a terra estorricada sempre amada.
Fazei chover, Senhor, e já!
Fazei chover, Senhor, e já!
numa certeira ordem às nuvens.
Ou desobedecem a vosso mando, as revoltosas?
Fosse eu Vieira (o padre)
e vos diria, malcriado, muitas e boas...
mas sou vosso fã omisso, pecador, bem brasileiro.
Comigo é na macia, no veludo/lã
e matreiro, rogo,
não ao Senhor Deus dos Exércitos (Deus me livre)
mas ao Deus que Bandeira, com carinho, botou em verso:
“meu Jesus Cristinho”.
E mudo até o tratamento:
por quê “vós”, tão gravata-e-colarinho,
tão“vossa excelência?”
O "você" comunica muito mais
e se agora o trato de “você",
ficamos perto,
vamos papeando
como dois camaradas bem legais,
um, puro;
o outro, aquela coisa, quase que maldito
mas amizade é isso mesmo:
salta o vale, o muro, o abismo do infinito.
Meu querido Jesus, que é que há?
Faz sentido deixar o Ceará sofrer em ciclo
a mesma eterna pena?
E você me responde suavemente:
Escute, meu cronista e meu cristão:
essa cantiga é antiga
e de tão velha não entoa não.
Você tem a Sudene
abrindo frentes de trabalho de emergência,
antes fechadas.
Tem a ONU,
que manda toneladas de pacotes
à espera de haver fome.
Tudo está preparado para a cena
dolorosamente repetida no mesmo palco.
O mesmo drama, toda vida.
No entanto, você sabe,
você lê os jornais, vai ao cinema,
até um livro de vez em quando lê
se o Buzaid não criar problema:
Em Israel, minha primeira pátria
(a segunda é a Bahia)
desertos se transformam em jardins
em pomares, em fontes, em riquezas.
E não é por milagre:
obra do homem e da tecnologia.
Você, meu brasileiro, não acha
que já é tempo de aprender
e de atender àquela brava gente
fugindo à caridade de ocasião
e ao vício de esperar tudo da oração?
Jesus disse e sorriu.
Fiquei calado.
Fiquei, confesso,
muito encabulado,
mas pedir, pedir sempre ao bom amigo
é balda que carrego aqui comigo.
Disfarcei e sorri.
Pois é, meu caro.Vamos mudar de assunto.
Eu ia lhe falar noutro caso,
mais sério, mais urgente.
Escute aqui, ó irmãozinho.
Meu coração, agora, tá no México
batendo pelos músculos de Gérson,
a unha de Tostão,
a ronha de Pelé,
a cuca de Zagalo,
a calma de Leão
e tudo mais que liga o meu país
e uma bola no campo
e uma taça de ouro.
Dê um jeito, meu velho,
e faça que essa taça
sem milagres ou com eles
nos pertença
para sempre, assim seja...
Do contrário
ficará a Nação tão malincônica,
tão roubada em seu sonho e seu ardor
que nem sei como feche a minha crônica.
(Carlos Drummond de Andrade - 30-Maio-1970)
Nota da Torre - ... e o Brasil, pela terceira vez, foi Campeão do Mundo de Futebol...
Pode rever abaixo os golos dessa inesquecível conquista, que os Portugueses também celebraram como sua:
sexta-feira, 18 de dezembro de 2009
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