quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

A Grande Música de Espanha - "La Boda de Luis Alonso" (Jerónimo Giménez)




Jerónimo Giménez nasceu em Sevilha, Espanha, em 10 de Outubro de 1854 e faleceu em Madrid em 19 de Fevereiro de 1923.
Iniciou os estudos musicais com seu pai. Depois, em Cádiz, estudou com Salvador Viniegra e, mais tarde, no Conservatório de Paris. Regressou a Espanha em 1885.
Além de uma grande produção de zarzuelas, escreveu diversas sinfonias e música de câmara.

Os seus melhores trabalhos são os do início da carreira.
Entre os mais notáveis estão Trafalgar e Los Voluntarios, mas a sua fama advém, sobretudo, de três trabalhos: El Baile de Luis Alonso, La Boda de Luis Alonso e a sua obra-prima La Tempranica.

La Boda de Luis Alonso está a seguir:



A direcção de orquestra é de Enrique García Asenso.
Castanholas confiadas às virtuosas mãos de Lucero Tena.

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O 1.º e o 44.º Presidentes dos Estados Unidos da América

George Washington (1789-1797)

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Barack Hussein Obama (20-Janeiro-2009)

"Agora é tempo de tornar reais as promessas da Democracia..."

(Martin Luther King)

domingo, 18 de janeiro de 2009

Aberturas de Grandes Livros - "O Coronel e o Lobisomem" (José Cândido de Carvalho - Brasil)


“A bem dizer, sou Ponciano de Azeredo Furtado, coronel de patente, do que tenho honra e faço alarde.
Herdei do meu avô Simeão terras de muitas medidas, gado do mais gordo, pasto do mais fino. Leio no corrente da vista e até uns latins arranhei em tempos verdes da infância, com uns padres-mestres a dez tostões por mês.
Digo, modéstia de lado, que já discuti e joguei no assoalho do Foro mais de um doutor formado. Mas disso não faço glória, pois sou sujeito lavado de vaidade, mimoso no trato, de palavra educada.

Já morreu o antigamente em que Ponciano mandava saber nos ermos se havia um caso de lobisomem a sanar ou pronta justiça a ministrar. Só de uma regalia não abri mão nesses anos todos de pasto e vento: a de falar alto, sem freio nos dentes, sem medir consideração, seja em compartimento do governo, seja em sala de desembargador.
Trato as partes no macio, em jeito de moça. Se não recebo cortesia de igual porte, abro o peito:
- Seu filho de égua, quem pensa que é?


Nos currais do Sobradinho, no debaixo do capotão de meu avô, passei os anos de pequenice, que pai e mãe perdi no gosto do primeiro leite. Como fosse dado a fazer garatujações e desabusado de boca, lá num Inverno dos antigos, Simeão coçou a cabeça e estipulou que o neto devia ser doutor de lei:
- Esse menino tem todo o sintoma do povo da política. É invencioneiro e linguarudo.

Então, para aprimorar tais inclinações de nascença, caí nas garras da prima Sinhá Azeredo, parenta encalhada na prateleira, uma vez que casamento não achou por ser magricela e devota. Morava em nação de chuva – um oco de coruja chamado Sossego, onde só dava presença bicho penado. De noite, era aquela algazarra de lobisomem, pio de coruja, asa de caburé, fora outros atrasos dos ermos.

Metida nos livros de devoção, Sinhá Azeredo não tinha outra aptidão do que ensinar ao parente sabedoria ligada aos anjos do céu. Saía da prima um cheiro de vela, um bafo de coisa de oratório. De tardinha, sumia no quarto das devoções, enquanto eu ficava na soletração da cartilha.
Sinhá conhecia toda a raça de ventos e para cortar as maldades e miasmas deles possuía reza da maior força.

Por mal dos meus pecados, o que a prima mais apreciava era conversa de assombração, de meninos desbaptizados que morriam sem o benefício da água benta ou de herege esquentado em fogueira de frade. Lambia os beiços de cera e ameaçava:
- Criança sem religião acaba no fogo dos hereges. (...)"

O Coronel e o Lobisomem – José Cândido de Carvalho (1914-1989) (Publicado por “Livros do Brasil”, Lisboa.

Nota para os interessados: a obra consta ainda do catálogo da Editora "Livros do Brasil" (€ 7,50).
Também disponível na Biblioteca Nacional de Lisboa uma reedição de 2007 (em processamento).

sábado, 17 de janeiro de 2009

Arte Africana (7)

O Velho Leão







Costa Moçambicana







Costa Sul-Africana







Os Intrusos









Momentos Finais

(Artistas: os três primeiros quadros são de Peter Birch; os dois últimos, de Ray Holin)

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Aberturas de Grandes Livros - "O Músico Cego" (Vladimiro Korolenko - Rússia)


“Tarde da noite nasceu a criança numa rica família do Sudoeste.
A mãe estava deitada e em sonolência; mas quando o primeiro grito do recém-nascido ressoou no quarto – um vagido doce e lamentoso – ela, com os olhos fechados, começou a agitar-se no leito. Os lábios murmuraram qualquer coisa e no seu rosto pálido, de traços quase infantis, esboçou-se um esgar de sofrimento impaciente, como um bebé mimado quando experimenta um desgosto inesperado. A parteira inclinou o ouvido para os lábios balbuciantes da jovem mãe.

- Porquê?... Porque está ele assim? – perguntou a doente com voz mal perceptível.
A parteira não compreendeu a pergunta. A criança gritou de novo. O reflexo duma viva dor percorreu a face da parturiente e uma grossa lágrima deslizou dos seus olhos fechados.
- Porquê? Porquê? – murmuravam-lhe os lábios muito docemente.
Desta vez a parteira percebeu a pergunta e respondeu serenamente:
- Quer saber porque chora o menino? É sempre assim, tranquilize-se. (…)

(…) O coração da mãe pressentia, sem dúvida, que, juntamente com a criança, acabava de nascer um destino votado a uma infelicidade obscura e inexorável – suspenso por sobre o berço – para escoltar aquela nova vida até à sepultura.
Talvez fosse pura imaginação. De qualquer maneira, porém, a criança nasceu cega. (…)”


O Músico Cego – Vladimiro Korolenko (1853-1921) (Conforme edição de 1971 - Publicações Europa-América, Lisboa)

Nota para os interessados: a obra consta ainda do catálogo de Publicações Europa-América (€ 6,49).
Edição também disponível na Biblioteca Nacional de Lisboa ---- [Cota - L. 64758 P.]

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Arte Africana (6)

Tentando a Reconciliação

(Artista: Andamiyo Chihota)

Reis dos Mares (2) - Navios do Tempo Colonial Português (De carga ou mistos)

Moçâmedes







Ana Mafalda







Andulo







Angra do Heroísmo







Benguela







Cabo Verde







Congo







Angoche







Dondo







Erati






Ganda







Luanda







Lúrio






Manuel Alfredo







Porto Amélia







Rita Maria







S. Tomé







Sofala







Zambézia

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

sábado, 10 de janeiro de 2009

Admirável Mário Domingues: das pasmosas aventuras de Anton Ogareff e Billy Keller à incansável divulgação da História de Portugal

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Nas décadas de 50, 60 e 70 do século passado, surgiram em Portugal uns livrinhos de aventuras extraordinárias, saídas da pena inspirada e prolífica de dois autores de nome inglesado (ou americanizado): Henry Dalton e Philip Gray.
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O enredo das histórias, aparentemente sem fim, versava sobre as realizações assombrosas de algumas personagens de diversa proveniência.
"A Volta ao Mundo por Dois Aventureiros", por exemplo, ficou a cargo de um belga (Roger) e de um checo (Alex)....
Calcorrearam os Himalaias, os gelos polares, etc.
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Anton Ogareff, o russo, protagonizava as "autênticas façanhas do maior aventureiro eslavo" ...
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Billy Keller, O Rei do Far-West, era um caso à parte, pela consistência, densidade e dramatismo da sua existência.
Fica acima a capa do livro em que emocionadamente travei conhecimento com as suas aventuras - e que ainda hoje conservo: "Olho por Olho, Dente Por Dente", promessa um tanto inquietante mas de ressonâncias indiscutivelmente bíblicas.
Ao tempo, pareceu-me tudo muito bem...
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Órfão de pai e de mãe (mortos por facínoras sem alma), Billy Keller herdou o "Rancho dos Ecos" e cresceu vigorosamente para uma vida aventurosa sem par, passada, entre perigos múltiplos, nas imensas pradarias da América ou nos corredores labirínticos das montanhas do oeste longínquo...

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Havia índios bons e menos bons. Entre os bons sobressaíam - cito de memória - o Artmu e o Palapan. Obedeciam ao nobre Chefe Condor, amigo e aliado de Billy no combate aos perversos daquelas histórias.
O chefe dos índios ruins era o escorregadio e crudelíssimo Garra Adunca, cumpliciado com um dos maiores patifes brancos que alguma vez se lobrigaram por aquelas paragens: o nefando Big Jackson, velhaco sem pingo de consciência nem réstia de comiseração pelas suas vítimas...


Até que um dia, muito tempo depois, apurei que Henry Dalton e Philip Gray não eram ingleses nem americanos. Mais: nem sequer existiam.
O autor - o verdadeiro, solitário e denodado autor - daquelas histórias era um português, mestiço, humilde, trabalhador e talentoso, a quem se ficou a dever, já sem cobertura de qualquer pseudónimo,  um enorme esforço de divulgação da História de Portugal, em estilo aprazível e documentado.
Era Mário Domingues (n. 1899 - f. 1977).

Foram dezenas de "Evocações Históricas", a maior parte delas editadas pela Livraria Romano Torres ("Casa Fundada em 1885"), de saudosa memória...
Evocações incluídas na "Série Lusíada", tais como as de D. Afonso Henriques - D. Dinis e Santa Isabel - O Marquês de Pombal (cujas capas aqui ficam)...


... mas houve muitas mais, como:

Inês de Castro na Vida de D. Pedro - A Vida Grandiosa do Condestável - O Infante D. Henrique - D. João II - D. Manuel I - D. João III - Camões - D. Sebastião - O Cardeal D. Henrique - O Prior do Crato Contra Filipe II - A Revolução de 1640 - D. João IV - O Drama e a Glória do Padre António Vieira - D. João V - Bocage - Fernão Mendes Pinto - Fernão de Magalhães - D. Maria I - Liberais e Absolutistas - O Regente D. Pedro - Grandes Momentos da História de Portugal...

Custa a crer como arranjou este homem (de mil ofícios) tempo, inspiração e disposição para reunir e tratar a documentação necessária a obra tão extensa e meritória.
Aqui se deixa, em justa homenagem, um extracto do que sobre ele se divulgou na lombada de uma destas publicações.

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"Mário Domingues nasceu na Ilha do Príncipe, numa roça denominada "Infante D. Henrique".
Contando apenas dezoito meses de idade, trouxeram-no para Portugal e confiaram-no à sua avó paterna, que se encarregou da sua educação.
Fez seus estudos em Lisboa, revelando desde muito novo vocação para as Artes e para as Letras.
Contrariado, enveredou pela carreira do Comércio, chegando a ser ajudante de guarda-livros e correspondente de Inglês e de Francês.

Mas consagrava todos os seus ócios ao estudo de problemas literários e artísticos.
Aos dezassete anos publicou as primeiras tentativas de ficção numa efémera revista de estudantes de Medicina (a "Alba"), apresentada pelo doutor Júlio Dantas..
Aos dezanove, porém, o seu nome começou a surgir com frequência a assinar contos e crónicas num jornal diário de Lisboa.
E em breve se tornou jornalista profissional, ascendendo a Chefe de Redacção e director de alguns jornais.

Como crítico de Pintura, nos anos Vinte, distinguiu-se pelo ardor com que defendeu os Modernistas, então desdenhados pela opinião pública.
Unindo-se a Fernando Pessoa, José Bocheko, Vítor Falcão, António Ferro e outros batalhadores pela renovação da arte em Portugal, teve a coragem de proclamar o excepcional valor de "proscritos" como Almada Negreiros, Eduardo Viana, António Soares, Jorge Barradas e Lino António.



Um dos momentos decisivos da vida de Mário Domingues ocorreu quando ele resolveu manter-se unicamente com o produto dos seus livros.
Esta audácia custou-lhe o ter de dissimular-se sob diversos pseudónimos estrangeiros, com os quais assinou mais de uma centena de romances policiais e de aventuras extraordinárias.

Durou alguns anos este trabalho árduo, mas o escritor queria voar um pouco mais alto.
Conhecendo os homens do seu tempo, abalançou-se a descrever os de outrora, tal como os visionou no "clima" social, político e religioso em que viveram.
E assim nasceu esta "Série Lusíada", que atingiu um êxito invulgar para o nosso meio.

Em atenção ao valor da sua obra de divulgação histórica, dignou-se o senhor Presidente da República agraciá-lo com o grau de Oficial da Ordem de Sant'Iago da Espada, destinada a distinguir individualidades de relevo nas Ciências, nas Artes e nas Letras".

Nota - Após décadas de pesado e injusto silêncio, a obra (histórica) de Mário Domingues começou - em boa hora - a ser reeditada pela Prefácio.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Álbuns Especiais do "Cavaleiro Andante" (3)

Publicado em Junho de 1953 pela Empresa Nacional de Publicidade, Lisboa, Portugal.
68 páginas.
Preço: 6 escudos (cerca de 3 cêntimos do euro actual).
Neste número, a história principal era o Miguel Strogoff, de Jules Verne.
Capa da autoria de Eduardo Teixeira Coelho.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Arte Africana (5)


















(Artistas: os dois primeiros quadros são de Nyakambiza Gutsa; o último, de Patrick Kinuthia)

sábado, 3 de janeiro de 2009

Os Direitos Espezinhados (Baptista-Bastos)


Almeida Garrett escreveu, um dia, que "as Constituições são feitas para não ser respeitadas."
A afirmação do grande escritor e soldado da Liberdade era a verificação de um facto, não o eco desencantado de quem se deixara vencer pelo desânimo.
Embora o desencanto e o desânimo também dele se hajam apossado.

Lembrei-me da frase e cotejei-a com exemplos: o da nossa magna carta em especial.
A verdade é que nada do que é humano se proclama por decreto.
Lembro-me de que caminhávamos para o socialismo e para uma sociedade sem classes, objectivos abundantemente aplaudidos, à Direita e à Esquerda.
Foi o que se viu.
É o que se vê.

Saint-Just, na Convenção de Paris, afirmou: "A República Francesa proclama que a liberdade é uma ideia nova na Europa. E também que a felicidade é possível entre os homens."
O documento está repleto de boas intenções. E a verdade é que nem tudo se quedou nas intenções. A Revolução arrastou consigo o sopro de que as coisas do mundo poderiam ser alteradas pelas acções dos homens.
Se foram as palavras que incitaram os homens a agir, nem sempre as palavras possuem o poder de remover os imensos obstáculos que se opõem à natureza do que propõem.

Completam-se sessenta anos sobre a Declaração dos Direitos Humanos.
Logo no primeiro artigo, a nobreza da causa está consignada:
"Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade."


Porém, as coisas não são bem assim.
A própria nascença de uns e de outros está condicionada pelos privilégios.
Quem nasce na Somália possui os mesmos direitos e as mesmas liberdades de quem nasce, por exemplo, na Alemanha?
E quem nasce pobre, na Alemanha, dispõe das mesmas prerrogativas de quem nasce rico?
E o "espírito de fraternidade" passou a ser comum entre os seres humanos, logo a seguir à publicação da Carta?

Evidentemente, estamos no território das intenções.
E, evidentemente também, nenhuma dessas intenções encontrou concretização. O mundo está melhor, diz-se.
Está melhor para quem?
A banalização do desrespeito pelos direitos do homem atingiu níveis insuspeitados, desde que a Declaração foi tornada pública.

O século XX foi o século das maiores atrocidades, com um desfile de horrores sem paralelo na História.
A II Grande Guerra nunca terminou: prolongou-se por outras, regionais, tribais e religiosas, até hoje ininterruptas.
O latrocínio, o etnocídio, o genocídio prosseguem a parada de infâmias.

A África, mas não só a África, é não apenas o continente do desespero como aquele onde a sangueira corre, perante a total indiferença das potências ocidentais, mais propensas a dar continuidade a políticas de devastação do que a preservar os direitos de uma condição humana cada vez mais desumanizada.
São milhões e milhões de povos africanos submetidos a ditaduras sustentadas pela Europa, com a negligência afrontosa de quem nessa mesma Europa tem a hipocrisia de falar em direitos e liberdades.


Quem se interessa pelas dores alheias?
Pouca gente.
A relação com o outro, já de si pouco sólida, transformou-se numa inqualificável impassibilidade.
Os direitos humanos são os direitos daqueles que se julgam acima de todos os direitos e de todos os deveres.
Com a miséria fazem-se negócios: até o negócio da compaixão e da caridade.
Amontoam-se fortunas com a infelicidade de milhões de seres humanos.

Pol Pot e o horrendo caudal de crimes cometido em nome do comunismo;
as chacinas no Vietname;
os crimes praticados pelas diversas juntas militares em diversos países da América Latina;
o estalinismo e a pretensa justificação do goulag, em nome do combate à contra-revolução e à defesa do socialismo - tudo isto aconteceu depois da edição da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

E a abominação não acabou.
Um pouco, ou largamente, por todo o lado o homem é espoliado da sua própria razão de ser.
Forças poderosíssimas opõem-se a quem luta pelos direitos humanos.
Em certos países, os propugnadores desses direitos eram considerados subversivos e, por vezes, eram encarcerados.
Aconteceu, por exemplo, em Portugal, na época de Salazar.

No artigo 7.º da Carta, lê-se: "Todos são iguais perante a lei e, sem distinção, têm direito a igual protecção da lei."
Sabe-se que não é assim.
Não só em Portugal: em todos os países "civilizados."
Advogados importantes do nosso país, o próprio bastonário da Ordem, Marinho Pinto (que de aqui saúdo), admitem, como axioma, que há justiça para quem tem dinheiro; quem o não tem, que se arranje.

Todos os dias somos confrontados com atropelos às consignas do documento, cujos sessenta anos comemoramos.
Comemoramos, realmente?
E quem comemora?
Aqueles que o praticam?
Mas aqueles que, modesta e discretamente o vão tentando, não recebem o aplauso, rejeitam a glória, o soldo ou a prebenda.

(Baptista-Bastos, jornalista e escritor - Jornal de Negócios, Lisboa, 12 de Dezembro de 2008)
(As marcações do texto, em itálico, são da responsabilidade da Torre)

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009