Jules Breton - França (1827-1906)
Pequenas e grandes histórias da História e mensagens mais ou menos amenas sobre vidas, causas, culturas, quotidianos, pensamentos, experiências, mundo...
quarta-feira, 11 de março de 2009
Grandes Quadros (Jules Breton - França)
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domingo, 8 de março de 2009
sábado, 7 de março de 2009
"A culpa não é deles..."
"(...) O que quero saber é o motivo pelo qual a regulação portuguesa não logrou detectar e denunciar as falcatruas que, a crer no que se tem revelado nas audições parlamentares, se passavam no BPN, como as regulações do mundo todo não conseguiram ou não quiseram denunciar as falcatruas que se passavam nas mais poderosas e aparentemente respeitáveis instituições financeiras.
Mais: eu queria saber - se conseguir perceber - como é possível que, aparentemente, a generalidade das instituições financeiras tenham passado os últimos anos a funcionar em termos que só podem ser caracterizados como estando no limiar da burla e da ladroagem, quando não milhas adentro do território.
E queria perceber - sendo certo que é impossível - como se explica que assim continuem.
Na revista Vanity Fair de Março, Michael Shnayerson conta como, após empocharem 700 mil milhões de dólares de dinheiro público que os salvaram da falência, os grandes bancos e seguradoras americanos, como a Merrill Lynch e a AIG, continuam a distribuir milhões em bónus às administrações e a uma parte dos seus funcionários.
Shnayerson cita o exemplo de John Thain, CEO da Merrill Lynch, que em Dezembro de 2008, depois de vender a firma ao Banco da América por 50 mil milhões, o que pode implicar a perda de 30 mil empregos, "fez saber" que achava merecer um bonuzito de 10 milhões.
A pretensão indignou toda a gente, levando uma série de (ir)responsáveis de instituições salvas com fundos públicos a jurar que em 2009 não ia haver bónus para ninguém.
Sucede que, como o artigo demonstra, há e houve bónus, mais ou menos secretos.
Esta total cupidez, aliada à incapacidade dos reguladores e do governo de acompanharem a atribuição de fundos com regras que impeçam tal pouca vergonha, é não só a mais eloquente explicação do desastre como o melhor retrato do sistema.
Para os financeiros americanos (e todos?) é impensável relacionar coisas tão abstractas como os prejuízos das empresas que levaram à falência e o esforço do país para as salvar com os seus muito concretos proventos.
A culpa não é deles: habituaram-nos assim."
Fernanda Câncio - Jornalista (in Diário de Notícias, Lisboa, Portugal - Edição de 6 de Março de 2009)
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sexta-feira, 6 de março de 2009
Grandes Quadros (Vermeer - Holanda)
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quarta-feira, 4 de março de 2009
Grandes Quadros (Leutze - Estados Unidos)
(Metropolitan Museum of Art, New York)
Emanuel Gottlieb Leutze (1816-1868)
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terça-feira, 3 de março de 2009
segunda-feira, 2 de março de 2009
Aberturas de Grandes Livros - "Esta Noite a Liberdade" (Sobre a independência da Índia)
“Um grande povo passava um Inverno descontente.
Mergulhada em nevoeiro e melancolia, Londres, naquele primeiro de Janeiro de 1947, tremia de frio. Talvez nunca até então a capital britânica tivesse passado um dia de Ano Novo tão lúgubre. Poucas eram, naquela manhã de festa, as casas que possuíssem água quente suficiente para encher uma banheira. E eram ainda mais raros os londrinos sofredores da habitual ressaca do seu “réveillon”. O pouco whisky à venda para as festas conseguira-se ao preço de oito libras esterlinas a garrafa. Apenas alguns carros deslizavam nas ruas desertas, fantasmas fugazes de uma nação privada de gasolina.
Envoltos nos seus sobretudos coçados e fora de moda após seis anos de guerra, ou em fardas disparatadas e gastas, alguns transeuntes apressavam-se com o pescoço encolhido nos ombros, de ar aborrecido. Nos dias de chuva, um cheiro especial invadia as ruas, e relentos de podridão e incêndio escapavam-se das ruínas espalhadas pela cidade. As docas e o bairro em volta da catedral de São Paulo exibiam ainda uma confusão de escombros. Sinistros abrigos de betão erguiam-se também nalgumas encruzilhadas, e arames farpados juncavam os canteiros de Green Park.
Esta cidade triste e martirizada era contudo a capital de um país vencedor. Dezassete meses antes, a Inglaterra ganhara a guerra mais terrível da história da humanidade. (…)
(…) A sombria realidade que a Inglaterra encarava naquela manhã de Ano Novo fora resumida numa fase cruel do seu maior economista. “Somos um país pobre”, afirmara John Maynard Keynes aos seus compatriotas, “e temos que aprender a viver como tal”.
Todavia, os ingleses eram ricos. Um documento azul e dourado, o passaporte britânico, dava-lhes o privilégio de entrarem livremente em mais territórios do que qualquer outro cidadão de qualquer outro país do mundo. O extraordinário conjunto de possessões, de colónias, de protectorados e de condomínios que constituíam o Império Britânico permanecia intacto naquele dia 1 de Janeiro de 1947.
Esta cidade triste e martirizada era contudo a capital de um país vencedor. Dezassete meses antes, a Inglaterra ganhara a guerra mais terrível da história da humanidade. (…)
(…) A sombria realidade que a Inglaterra encarava naquela manhã de Ano Novo fora resumida numa fase cruel do seu maior economista. “Somos um país pobre”, afirmara John Maynard Keynes aos seus compatriotas, “e temos que aprender a viver como tal”.
Todavia, os ingleses eram ricos. Um documento azul e dourado, o passaporte britânico, dava-lhes o privilégio de entrarem livremente em mais territórios do que qualquer outro cidadão de qualquer outro país do mundo. O extraordinário conjunto de possessões, de colónias, de protectorados e de condomínios que constituíam o Império Britânico permanecia intacto naquele dia 1 de Janeiro de 1947.
A existência de 563 milhões de homens – fantástico mosaico de povos, Tamuls e Chineses, Bushmen e Hotentotes do sudoeste africano, aborígenes dravidianos e Melanesianos, Australianos, Escoceses, Canadianos e tantos outros – dependia ainda das decisões destes ingleses que tremiam de frio numa Londres sem aquecimento. (…)”
Esta Noite a Liberdade - Dominique Lapierre (n. 1931) e Larry Collins (1929-2005) (Publicado por Edições Ática, Lisboa, 1976)
Nota - Disponível na Biblioteca Nacional de Lisboa, numa edição do Círculo de Leitores (Cota --- H.G. 30583 V.)
sexta-feira, 27 de fevereiro de 2009
Os Primeiros Americanos (1)
"De quem foi a voz que primeiro soou nesta terra? Foi a voz do povo vermelho, que só tinha arcos e flechas..."
"Fizeram-nos muitas promessas, mais do que me posso lembrar. Mas eles nunca as cumpriram, excepto uma: prometeram tomar a nossa terra e tomaram-na.".
"O homem branco só contou as suas melhores acções, só as piores dos índios".
"Este território é meu, cresci aqui. Os meus antepassados viveram e morreram nele - e quero permanecer nele."
"Nasci na pradaria, onde o vento sopra livre e não existe nada que interrompa a luz do sol..."
"Não quero deixar nunca este território. Todos os meus parentes jazem neste solo e, quando eu me desfizer, quero desfazer-me aqui."
"Fizeram a tristeza chegar aos nossos acampamentos e nós investimos como os búfalos quando as suas fêmeas são atacadas".
(Fotos de Curtis, obtidas entre 1904 e 1910)
(Citações do livro "Enterrem meu Coração na Curva do Rio", de Dee Alexander Brown - Centro do Livro Brasileiro - Edições Melhoramentos - Brasil - 1973)
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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2009
terça-feira, 24 de fevereiro de 2009
Aberturas de Grandes Livros - "A Última Batalha - A Queda de Berlim" (Cornelius Ryan - Estados Unidos)
“Nas latitudes mais setentrionais, o amanhecer verifica-se muito cedo. Até mesmo quando os bombardeiros se afastavam da cidade, a leste já despontavam os primeiros raios de luz. No meio da tranquilidade da manhã, podiam ver-se grandes colunas de fumo negro a elevarem-se sobre os bairros de Pankow, Weissensee e Lichtenberg, enquanto as nuvens baixas tornavam difícil separar a suave luminosidade da aurora e os reflexos dos incêndios na cidade de Berlim destroçada pelas bombas.
À medida que o fumo se ia dissipando vagarosamente, por entre as ruínas surgia no seu macabro esplendor a cidade mais bombardeada da Alemanha, enegrecida pela fuligem, crivada de milhares de crateras e decorada com as vigas retorcidas dos edifícios destruídos.
Tinham desaparecido numerosos quarteirões de prédios de apartamentos no coração da cidade, o mesmo sucedendo com as zonas suburbanas, completamente volatilizadas. Agora, em todo aquele caos, as largas avenidas e as ruas de outrora eram apenas simples veredas cheias de crateras que serpenteavam através de montanhas de destroços. Por toda a parte, acre após acre, só se viam, escancarados para o céu, edifícios descarnados, sem janelas e sem telhados.
A seguir aos ataques caía do céu uma chuva muito fina de fuligem e de cinzas que polvilhava os destroços, enquanto nos enormes montões de tijolos esmigalhados e vigas de aço torcidas a única coisa que se movia eram os turbilhões de poeira que rodopiavam ao longo da vasta extensão da Unter den Linden, com as suas famosas árvores agora nuas e os rebentos das folhas queimados nos ramos.
A seguir aos ataques caía do céu uma chuva muito fina de fuligem e de cinzas que polvilhava os destroços, enquanto nos enormes montões de tijolos esmigalhados e vigas de aço torcidas a única coisa que se movia eram os turbilhões de poeira que rodopiavam ao longo da vasta extensão da Unter den Linden, com as suas famosas árvores agora nuas e os rebentos das folhas queimados nos ramos.
Eram raros os bancos, livrarias ou estabelecimentos elegantes situados no famoso boulevard que não tivessem sofrido estragos; todavia, no seu extremo oeste, o mais famoso monumento de Berlim – a porta de Brandeburgo – com as suas doze colunas dóricas maciças e de altura igual a um edifício de oito andares, embora crivado de profundos golpes, ainda permanecia de pé na via triumphalis. (…)
(…) Nessa manhã luminosa, os berlinenses dos vinte bairros da capital apareceram à luz do dia como os habitantes das cavernas neolíticas, emergindo dos túneis do metropolitano, dos abrigos situados por baixo dos edifícios públicos e das caves ou pavimentos inferiores dos prémios semidestruídos.
(…) Nessa manhã luminosa, os berlinenses dos vinte bairros da capital apareceram à luz do dia como os habitantes das cavernas neolíticas, emergindo dos túneis do metropolitano, dos abrigos situados por baixo dos edifícios públicos e das caves ou pavimentos inferiores dos prémios semidestruídos.
Fossem quais fossem as suas esperanças ou receios, as suas lealdades ou crenças políticas, todos os berlinenses compartilhavam dum sentimento comum: os que haviam sobrevivido mais uma noite estavam resolvidos a sobreviver mais um dia.
O mesmo se podia dizer quanto à nação.
Nesse sexto ano da Segunda Guerra Mundial, a Alemanha de Hitler estava a lutar desesperadamente pela sobrevivência. O Reich que havia de durar mil anos tinha sido invadido a oeste e a leste. As forças anglo-americanas estavam a limpar toda a região ao longo do Reno, haviam atravessado o rio em Remagen e precipitavam-se já em direcção a Berlim, da qual só distavam 300 milhas. Na margem oriental do Oder, tinha-se materializado uma ameaça muito mais urgente e infinitamente mais temerosa, traduzida na presença dos exércitos russos, situados apenas a 50 milhas.
Estava-se a 21 de Março de 1945, uma quarta-feira, com a qual se iniciava a Primavera. Nessa manhã, os berlinenses ouviram através dos aparelhos de rádio de toda a cidade o último êxito em canções: Esta Primavera não terá fim. (…)”
A Última Batalha (A Queda de Berlim) - Cornelius Ryan (1920-1974) - Publicado por Livraria Bertrand, Lisboa, 1967.
Disponível na Biblioteca Nacional de Lisboa (Cota --- H.G. 25078 V.)
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quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009
África Antiga - Um Nobre Ashanti da Costa do Ouro (1820)
Um nobre ashanti, Adoo Quamina, da Costa do Ouro (actual Ghana), montando o seu cavalo em 1820.
(Fonte: A voyage to Africa including a narrative of an embassy to one of the interior kingdoms in the year 1820, London, 1821)
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domingo, 15 de fevereiro de 2009
Rip Kirby (1946-1967) (Planeta De Agostini - Espanha)

Excelente presente da editora Planeta De Agostini: uma colecção de 12 volumes dedicados ao Rip Kirby criado pelo grande Alex Raymond.
A colecção, publicada na Biblioteca Grandes del Cómic da editora (ao preço unitário de € 9,95), abrange as tiras diárias publicadas em jornais norte-americanos entre 1946 e 1967.
Elegante, atlético e culto, Rip Kirby - um ex-marine, combatente na Segunda Guerra Mundial - converte-se em detective e soluciona todos os seus casos por recurso a uma poderosa inteligência.
A partir dessa data (7.º volume da colecção) as tiras passaram para a responsabilidade de John Prentice (desenho) e Fred Dickenson (guião).
Rip Kirby foi profusamente publicado em Portugal, sobretudo nas décadas de 50, 60 e 70 do século passado - em especial pela lendária Agência Portuguesa de Revistas (nas suas colecções Mundo de Aventuras, Tigre e Condor Popular).
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