segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

sábado, 10 de janeiro de 2009

Admirável Mário Domingues: das pasmosas aventuras de Anton Ogareff e Billy Keller à incansável divulgação da História de Portugal

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Nas décadas de 50, 60 e 70 do século passado, surgiram em Portugal uns livrinhos de aventuras extraordinárias, saídas da pena inspirada e prolífica de dois autores de nome inglesado (ou americanizado): Henry Dalton e Philip Gray.
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O enredo das histórias, aparentemente sem fim, versava sobre as realizações assombrosas de algumas personagens de diversa proveniência.
"A Volta ao Mundo por Dois Aventureiros", por exemplo, ficou a cargo de um belga (Roger) e de um checo (Alex)....
Calcorrearam os Himalaias, os gelos polares, etc.
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Anton Ogareff, o russo, protagonizava as "autênticas façanhas do maior aventureiro eslavo" ...
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Billy Keller, O Rei do Far-West, era um caso à parte, pela consistência, densidade e dramatismo da sua existência.
Fica acima a capa do livro em que emocionadamente travei conhecimento com as suas aventuras - e que ainda hoje conservo: "Olho por Olho, Dente Por Dente", promessa um tanto inquietante mas de ressonâncias indiscutivelmente bíblicas.
Ao tempo, pareceu-me tudo muito bem...
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Órfão de pai e de mãe (mortos por facínoras sem alma), Billy Keller herdou o "Rancho dos Ecos" e cresceu vigorosamente para uma vida aventurosa sem par, passada, entre perigos múltiplos, nas imensas pradarias da América ou nos corredores labirínticos das montanhas do oeste longínquo...

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Havia índios bons e menos bons. Entre os bons sobressaíam - cito de memória - o Artmu e o Palapan. Obedeciam ao nobre Chefe Condor, amigo e aliado de Billy no combate aos perversos daquelas histórias.
O chefe dos índios ruins era o escorregadio e crudelíssimo Garra Adunca, cumpliciado com um dos maiores patifes brancos que alguma vez se lobrigaram por aquelas paragens: o nefando Big Jackson, velhaco sem pingo de consciência nem réstia de comiseração pelas suas vítimas...


Até que um dia, muito tempo depois, apurei que Henry Dalton e Philip Gray não eram ingleses nem americanos. Mais: nem sequer existiam.
O autor - o verdadeiro, solitário e denodado autor - daquelas histórias era um português, mestiço, humilde, trabalhador e talentoso, a quem se ficou a dever, já sem cobertura de qualquer pseudónimo,  um enorme esforço de divulgação da História de Portugal, em estilo aprazível e documentado.
Era Mário Domingues (n. 1899 - f. 1977).

Foram dezenas de "Evocações Históricas", a maior parte delas editadas pela Livraria Romano Torres ("Casa Fundada em 1885"), de saudosa memória...
Evocações incluídas na "Série Lusíada", tais como as de D. Afonso Henriques - D. Dinis e Santa Isabel - O Marquês de Pombal (cujas capas aqui ficam)...


... mas houve muitas mais, como:

Inês de Castro na Vida de D. Pedro - A Vida Grandiosa do Condestável - O Infante D. Henrique - D. João II - D. Manuel I - D. João III - Camões - D. Sebastião - O Cardeal D. Henrique - O Prior do Crato Contra Filipe II - A Revolução de 1640 - D. João IV - O Drama e a Glória do Padre António Vieira - D. João V - Bocage - Fernão Mendes Pinto - Fernão de Magalhães - D. Maria I - Liberais e Absolutistas - O Regente D. Pedro - Grandes Momentos da História de Portugal...

Custa a crer como arranjou este homem (de mil ofícios) tempo, inspiração e disposição para reunir e tratar a documentação necessária a obra tão extensa e meritória.
Aqui se deixa, em justa homenagem, um extracto do que sobre ele se divulgou na lombada de uma destas publicações.

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"Mário Domingues nasceu na Ilha do Príncipe, numa roça denominada "Infante D. Henrique".
Contando apenas dezoito meses de idade, trouxeram-no para Portugal e confiaram-no à sua avó paterna, que se encarregou da sua educação.
Fez seus estudos em Lisboa, revelando desde muito novo vocação para as Artes e para as Letras.
Contrariado, enveredou pela carreira do Comércio, chegando a ser ajudante de guarda-livros e correspondente de Inglês e de Francês.

Mas consagrava todos os seus ócios ao estudo de problemas literários e artísticos.
Aos dezassete anos publicou as primeiras tentativas de ficção numa efémera revista de estudantes de Medicina (a "Alba"), apresentada pelo doutor Júlio Dantas..
Aos dezanove, porém, o seu nome começou a surgir com frequência a assinar contos e crónicas num jornal diário de Lisboa.
E em breve se tornou jornalista profissional, ascendendo a Chefe de Redacção e director de alguns jornais.

Como crítico de Pintura, nos anos Vinte, distinguiu-se pelo ardor com que defendeu os Modernistas, então desdenhados pela opinião pública.
Unindo-se a Fernando Pessoa, José Bocheko, Vítor Falcão, António Ferro e outros batalhadores pela renovação da arte em Portugal, teve a coragem de proclamar o excepcional valor de "proscritos" como Almada Negreiros, Eduardo Viana, António Soares, Jorge Barradas e Lino António.



Um dos momentos decisivos da vida de Mário Domingues ocorreu quando ele resolveu manter-se unicamente com o produto dos seus livros.
Esta audácia custou-lhe o ter de dissimular-se sob diversos pseudónimos estrangeiros, com os quais assinou mais de uma centena de romances policiais e de aventuras extraordinárias.

Durou alguns anos este trabalho árduo, mas o escritor queria voar um pouco mais alto.
Conhecendo os homens do seu tempo, abalançou-se a descrever os de outrora, tal como os visionou no "clima" social, político e religioso em que viveram.
E assim nasceu esta "Série Lusíada", que atingiu um êxito invulgar para o nosso meio.

Em atenção ao valor da sua obra de divulgação histórica, dignou-se o senhor Presidente da República agraciá-lo com o grau de Oficial da Ordem de Sant'Iago da Espada, destinada a distinguir individualidades de relevo nas Ciências, nas Artes e nas Letras".

Nota - Após décadas de pesado e injusto silêncio, a obra (histórica) de Mário Domingues começou - em boa hora - a ser reeditada pela Prefácio.

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Álbuns Especiais do "Cavaleiro Andante" (3)

Publicado em Junho de 1953 pela Empresa Nacional de Publicidade, Lisboa, Portugal.
68 páginas.
Preço: 6 escudos (cerca de 3 cêntimos do euro actual).
Neste número, a história principal era o Miguel Strogoff, de Jules Verne.
Capa da autoria de Eduardo Teixeira Coelho.

domingo, 4 de janeiro de 2009

Arte Africana (5)


















(Artistas: os dois primeiros quadros são de Nyakambiza Gutsa; o último, de Patrick Kinuthia)

sábado, 3 de janeiro de 2009

Os Direitos Espezinhados (Baptista-Bastos)


Almeida Garrett escreveu, um dia, que "as Constituições são feitas para não ser respeitadas."
A afirmação do grande escritor e soldado da Liberdade era a verificação de um facto, não o eco desencantado de quem se deixara vencer pelo desânimo.
Embora o desencanto e o desânimo também dele se hajam apossado.

Lembrei-me da frase e cotejei-a com exemplos: o da nossa magna carta em especial.
A verdade é que nada do que é humano se proclama por decreto.
Lembro-me de que caminhávamos para o socialismo e para uma sociedade sem classes, objectivos abundantemente aplaudidos, à Direita e à Esquerda.
Foi o que se viu.
É o que se vê.

Saint-Just, na Convenção de Paris, afirmou: "A República Francesa proclama que a liberdade é uma ideia nova na Europa. E também que a felicidade é possível entre os homens."
O documento está repleto de boas intenções. E a verdade é que nem tudo se quedou nas intenções. A Revolução arrastou consigo o sopro de que as coisas do mundo poderiam ser alteradas pelas acções dos homens.
Se foram as palavras que incitaram os homens a agir, nem sempre as palavras possuem o poder de remover os imensos obstáculos que se opõem à natureza do que propõem.

Completam-se sessenta anos sobre a Declaração dos Direitos Humanos.
Logo no primeiro artigo, a nobreza da causa está consignada:
"Todos os seres humanos nascem livres e iguais em dignidade e em direitos. Dotados de razão e de consciência, devem agir uns para com os outros em espírito de fraternidade."


Porém, as coisas não são bem assim.
A própria nascença de uns e de outros está condicionada pelos privilégios.
Quem nasce na Somália possui os mesmos direitos e as mesmas liberdades de quem nasce, por exemplo, na Alemanha?
E quem nasce pobre, na Alemanha, dispõe das mesmas prerrogativas de quem nasce rico?
E o "espírito de fraternidade" passou a ser comum entre os seres humanos, logo a seguir à publicação da Carta?

Evidentemente, estamos no território das intenções.
E, evidentemente também, nenhuma dessas intenções encontrou concretização. O mundo está melhor, diz-se.
Está melhor para quem?
A banalização do desrespeito pelos direitos do homem atingiu níveis insuspeitados, desde que a Declaração foi tornada pública.

O século XX foi o século das maiores atrocidades, com um desfile de horrores sem paralelo na História.
A II Grande Guerra nunca terminou: prolongou-se por outras, regionais, tribais e religiosas, até hoje ininterruptas.
O latrocínio, o etnocídio, o genocídio prosseguem a parada de infâmias.

A África, mas não só a África, é não apenas o continente do desespero como aquele onde a sangueira corre, perante a total indiferença das potências ocidentais, mais propensas a dar continuidade a políticas de devastação do que a preservar os direitos de uma condição humana cada vez mais desumanizada.
São milhões e milhões de povos africanos submetidos a ditaduras sustentadas pela Europa, com a negligência afrontosa de quem nessa mesma Europa tem a hipocrisia de falar em direitos e liberdades.


Quem se interessa pelas dores alheias?
Pouca gente.
A relação com o outro, já de si pouco sólida, transformou-se numa inqualificável impassibilidade.
Os direitos humanos são os direitos daqueles que se julgam acima de todos os direitos e de todos os deveres.
Com a miséria fazem-se negócios: até o negócio da compaixão e da caridade.
Amontoam-se fortunas com a infelicidade de milhões de seres humanos.

Pol Pot e o horrendo caudal de crimes cometido em nome do comunismo;
as chacinas no Vietname;
os crimes praticados pelas diversas juntas militares em diversos países da América Latina;
o estalinismo e a pretensa justificação do goulag, em nome do combate à contra-revolução e à defesa do socialismo - tudo isto aconteceu depois da edição da Declaração Universal dos Direitos Humanos.

E a abominação não acabou.
Um pouco, ou largamente, por todo o lado o homem é espoliado da sua própria razão de ser.
Forças poderosíssimas opõem-se a quem luta pelos direitos humanos.
Em certos países, os propugnadores desses direitos eram considerados subversivos e, por vezes, eram encarcerados.
Aconteceu, por exemplo, em Portugal, na época de Salazar.

No artigo 7.º da Carta, lê-se: "Todos são iguais perante a lei e, sem distinção, têm direito a igual protecção da lei."
Sabe-se que não é assim.
Não só em Portugal: em todos os países "civilizados."
Advogados importantes do nosso país, o próprio bastonário da Ordem, Marinho Pinto (que de aqui saúdo), admitem, como axioma, que há justiça para quem tem dinheiro; quem o não tem, que se arranje.

Todos os dias somos confrontados com atropelos às consignas do documento, cujos sessenta anos comemoramos.
Comemoramos, realmente?
E quem comemora?
Aqueles que o praticam?
Mas aqueles que, modesta e discretamente o vão tentando, não recebem o aplauso, rejeitam a glória, o soldo ou a prebenda.

(Baptista-Bastos, jornalista e escritor - Jornal de Negócios, Lisboa, 12 de Dezembro de 2008)
(As marcações do texto, em itálico, são da responsabilidade da Torre)

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

Blake & Mortimer - O Universo Assombroso e Singular de Edgar Pierre Jacobs


Edgar Pierre Jacobs nasceu a 30 de Março de 1904, em Bruxelas (Bélgica), ali falecendo em 20 de Fevereiro de 1987.
Desde muito novo manifestou grande fascínio pelo desenho e pelas representações cénicas.
Os seus cadernos escolares reproduzem cenas quotidianas, batalhas, pormenores arquitectónicos ou de indumentária, a par do esmero colocado na caligrafia, revelando o seu talento.
Em 1919, depois de concluir a Escola Comercial, começou por trabalhar em publicidade, então inteiramente ilustrada, realizando gravuras para puzzles, álbuns para colorir, jogos, catálogos para grandes armazéns e cartazes, actividade que desenvolveu nos anos 20.


Em simultâneo, Jacobs aspirava a fazer carreira na ópera, tendo começado por ser figurante numa representação de Guilherme Tell, no Teatro de La Monnaie, em 1921.
Chegou a barítono da Ópera de Lille em 1929, ano em que ganhou um grande prémio de canto.
Durante os anos em que esteve profundamente envolvido neste meio, aproveitou também para utilizar o seu talento gráfico, concebendo projectos de indumentárias e maquetas de cenários. Trabalhou durante dez anos na Ópera de Lille, até ser mobilizado em 1939, com o eclodir da Segunda Guerra Mundial.

Mortimer (esquerda) e Blake (direita)

Com a Bélgica invadida, em 1940, recorre ao desenho como meio de sustento.
Contactou a revista Bravo, para a qual realizou o mais variado tipo de ilustrações.
Em 1942, quando a Bravo deixa de receber as provas da muito popular banda desenhada americana Flash Gordon, Edgar foi desafiado a continuar as suas aventuras, sob o título de "Gordon l'Intrepide".
No entanto, por imposição da censura alemã, teve de concluir precipitadamente o seu trabalho, que visava dar uma hipotética continuação à história criada originalmente por Alex Raymond.


Entre 1943 e 1944 continuou a trabalhar em BD, tendo sido convidado pela mesma revista a desenvolver uma história que substituísse Flash Gordon.
A sua primeira BD criada de raiz foi Le Rayon "U" (O Raio "U"), que surgiu na revista Bravo, em 1943.
Uma segunda versão apareceu em 1974 na revista Tintin e em álbum da Lombard.

Em simultâneo, começou a colaborar com Hergé, o pai de Tintim, em 1944, quando Hergé sentiu a necessidade de redesenhar e colorir várias aventuras inicialmente saídas a preto e branco.
Assim sendo, realizou os desenhos dos cenários e a coloração das seguintes histórias de Tintim:
O Lótus Azul, O Ceptro de Ottokar, As 7 Bolas de Cristal e O Templo do Sol.
Como nota do seu bom humor, Jacobs não se coibiu de se desenhar a si próprio, a Hergé e a outras pessoas conhecidas de ambos, entre os "figurantes" de algumas histórias.


Em 26 de Setembro de 1946 surgiu o número inaugural da mítica revista Tintin, que ficou marcado pela estreia da série Blake e Mortimer, da autoria de Edgar Pierre Jacobs, cujos protagonistas são um capitão da força aérea ligado aos serviços secretos (Blake) e um físico apaixonado pela arqueologia (Mortimer), ambos cidadãos britânicos, cultivando toda a série um ambiente muito british de meados do século XX.

A história inicial da série, Le Secret de l'Espadon (O Segredo do Espadão), impôs-se rapidamente com sucesso entre os leitores da revista, acabando por ser reunida em dois álbuns, editados em 1950 e 1953, começando assim uma das séries de culto da BD europeia.



Depois surgiram Le Mystère de la Grande Pyramide (O Mistério da Grande Pirâmide), história também em duas partes, publicada na Tintin entre 1950 e 1954, e La Marque Jaune (A Marca Amarela), publicada em 1953.

Seguiram-se L'Enigme de l'Atlantide (O Enigma da Atlântida), de 1955, SOS Météores (SOS Meteoros), de 1958, Le Piège Diabolique (A Armadilha Diabólica), de 1960, L'Affaire du Collier (O Caso do Colar), de 1965, e Les 3 Formules du Professeur Sato I (As 3 Fórmulas do Professor Sato I), de 1971 - histórias publicadas inicialmente na revista Tintin e editadas posteriormente em álbum pela Lombard.


A publicação do segundo tomo As 3 Fórmulas do Professor Sato I foi sendo protelada até à sua morte, ocorrida em 1987.
Em 1986 criou a chancela Éditions Blake et Mortimer, que editou todos os álbuns num novo formato, com nova coloração e páginas suplementares, como sucedeu em O Segredo do Espadão, agora editado em três volumes.

Depois de vários problemas de saúde, que marcaram os seus últimos anos de vida, faleceu vítima da doença de Parkinson, em 1987, deixando uma obra pequena pelo número de títulos mas de inegável qualidade narrativa e plástica, que se tornou uma importante referência da BD franco-belga.
 
O derradeiro álbum, Les 3 Formules du Professeur Sato II (As 3 Fórmulas do Professor Sato II), cujos esboços deixou terminados, viria a ser concluído por Bob de Moor, sendo editado em 1990.
Em 1996, Jean Van Hamme e Ted Benoit prosseguiram a série com grande êxito, a que se juntou, mais tarde, outra dupla de autores, Yves Sente e André Juillard.


Em Portugal, antes da edição em álbuns, a série Blake & Mortimer foi publicada na década de 50 do século passado na revista Cavaleiro Andante, da Empresa Nacional de Publicidade (em sistema de continuação).
O mesmo ocorreria duas décadas mais tarde na revista Tintim (em português).


segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Arte Africana (4)

Mãe e Filho







Homem Africano







O Feiticeiro







Preocupação


(Artista: Maynard Maenzanise)

sábado, 27 de dezembro de 2008

Era uma Vez na América ... - Cartazes de Publicidade Antiga (3)

(01) - 1936 (Packard)







(02) - 1950 (Kohler of Kohler)







(03) - 1910







(04) - 1935







(05) - 1916







(06) - 1959 (Kohler of Kohler)







(07) - 1934







(08) - 1950 (Westinghouse)







(09) - 1950







(10) - 1959 (Edsel Corsair)







(11) - 1960







(12) - 1948







(13) - 1920







(14) - 1952







(15) - 1953







(16) - 1952

sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Grandes Quadros (Breton)

A Vindima no Château Lagrange (1864)

Jules Breton (França, 1827-1906)