sábado, 8 de novembro de 2008

(José Saramago) - Palavras --- Palabras

Palavras

Felizmente há palavras para tudo.
Felizmente que existem algumas que não se esquecerão de recomendar que quem dá
deve dar com as duas mãos
para que em nenhuma delas fique
o que a outras deveria pertencer.

Assim como a bondade não tem por que se envergonhar de ser bondade,
também a justiça não deverá esquecer-se de que é, acima de tudo,
restituição, restituição de direitos.
Todos eles, começando pelo direito elementar de viver dignamente.


Se a mim me mandassem dispor por ordem de precedência
a caridade,
a justiça
e a bondade,
daria o primeiro lugar à bondade,
o segundo à justiça
e o terceiro à caridade.


Porque a bondade, por si só, já dispensa a justiça e a caridade,
porque a justiça justa já contém em si caridade suficiente.

A caridade é o que resta
quando não há bondade nem justiça.
.......................
Palabras

Afortunadamente hay palabras para todo.
Afortunadamente existen algunas que no se olvidarán de recomendar que quien da,
debe dar con las dos manos,
para que en ninguna de ellas se quede
lo que a otros les pertenecería.

Así como la bondad no tiene porqué avergonzarse de ser bondad,
tampoco la justicia deberá olvidarse de que es, por encima de todo,
restitución, restitución de derechos.
Todos ellos, empezando por el derecho elemental de vivir dignamente.

Si a mí me mandaran colocar por orden de precedencia
la caridad,
la justicia
y la bondad,
el primer lugar se lo daría a la bondad,
el segundo a la justicia
y el tercero a la caridad.

Porque la bondad, por si sola, ya dispensa la justicia y la caridad,
la justicia justa ya contiene en si caridad suficiente.

La caridad es lo que resta
cuando no hay ni bondad ni justicia.

(Escrito no Caderno de Saramago)
(Foto: Luís Caçador)

quarta-feira, 5 de novembro de 2008

terça-feira, 4 de novembro de 2008

Barack Hussein Obama: "I Have a Dream..."


"Digo-lhes hoje, meus amigos, que apesar das dificuldades e das frustrações do momento, ainda tenho um sonho.
É um sonho profundamente enraizado no sonho americano.
Tenho um sonho que um dia esta nação se levantará e viverá o verdadeiro significado da sua crença:

 
"Consideramos estas verdades como evidentes por si mesmas, que todos os homens são criados iguais."


Tenho um sonho que um dia nas montanhas rubras da Geórgia os filhos de antigos escravos e os filhos de antigos proprietários de escravos poderão sentar-se à mesa da fraternidade.
Tenho um sonho que um dia o estado do Mississipi, um estado deserto, sufocado pelo calor da injustiça e da opressão, será transformado num oásis de liberdade e justiça.
Tenho um sonho que os meus quatro pequenos filhos viverão um dia numa nação onde não serão julgados pela cor da sua pele, mas pela qualidade do seu carácter.
Tenho um sonho, hoje..." (*).

(*) - Martin Luther King, Washington, 28 de Agosto de 1963.

Máscara Africana (1)

País de origem: Ghana

Artista: Juliana Akandas

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

domingo, 2 de novembro de 2008

A Morte de Inês de Castro (Coimbra, Janeiro de 1355)

Pedro de Portugal e Inês de Castro, amantes.
Pedro era filho e herdeiro do rei Afonso IV.
Inês foi condenada à morte por causa dessa ligação.

"(...) Afonso IV, perante os cenários que assim se lhe vão futurando, continua a hesitar por algum tempo. Mas, nos começos de Janeiro de 1355, mais ou menos um mês depois de Pedro de Castela se ter escapado de Toro, ele convoca o conselho para Montemor-o-Velho. Desta vez - muito provavelmente devido à confusão política que lavra no reino vizinho, a qual se teme possa alastrar a Portugal -, o rei tenciona abor­dar o caso em termos urgentes e finais. Ele tolerou o desafio da paixão de Pedro durante cerca de uma década, mas, agora, já não se acha na disposição de contemporizar.

Diz-se que foi um julgamento o que em Montemor se realizou. Porém, neste julgamento de uma mulher ausente e desprevenida, onde comparece gente das justiças reais e onde se enfileiram, uma após outra, as tremendas vozes de acusação, não consta que haja soado uma única frase de defesa. Inês de Castro torna-se culpada no mesmo instante em que a tomam por ré e, num relâmpago, sofre a condenação fulminante.
Segundo as veneráveis razões de Estado, que são cegas e insensíveis, e que, portanto, deslizam sempre por linhas desempenadas e inclementes, ela é culpada de amar erradamente. Amou o homem errado, no país errado, no tempo errado. E a sua culpa fez-se irremediável no momento em que se viu por igual erradamente retribuída no seu amor.
Em Montemor-o-Velho, Inês é, portanto, declarada culpada. E por culpas de um tal crime ordenam as ditas razões de Estado que se execute sen­tença de morte. Está tudo visto, revisto e resolvido. Que morra, então, como criminosa de amor que é, Inês Pérez de Castro, Colo de Garça, lindíssima filha da Galiza, para descanso e salvação da terra lusitana.

No dia 7 de Janeiro de 1355, Afonso IV sai para Coimbra com muita gente armada, com alguns conselheiros, com o meirinho-mor e com o carrasco. O momento foi escolhido com cuidada premeditação: Pedro ausentou-se dos paços de Santa Clara para as suas caçadas e o caminho surge desimpedido.
Alvitram alguns que a marcha se deve ter feito pelo alvorecer deste funesto dia de Inverno. É muito possível, pois o bando que assim se acerca dos campos rasos da margem esquerda do rio parece empenhado em passar despercebido. O movimento sorrateiro faz mais lembrar uma investida de salteadores do que a marcha compenetrada dos executores de uma sentença judicial. Há discrição e silêncio, e não se lança o pregão público das culpas.
Afinal, de que forma se poderia denunciar aos povos o crime de uma paixão?

Em poucos instantes o grupo acha-se diante das casas de Santa Clara e alguém chama pelos de dentro. A partir desta altura os pormenores perdem nitidez. De acordo com os velhos cronistas, Inês, avisada, assoma num sobressalto à porta, e aqui, dando com a face rígida e determinada do rei, olha-o com o rosto de mulher que vê a morte presente.

É de facto uma mensagem fatal a que ela lê neste semblante fechado e sinistro, desprovido de comiseração. E diz-se que, na aflição, transida de pavor, nada mais consegue fazer do que interpor entre si e os recém-chegados, como pungente e frágil barreira, a inocência espantada dos seus filhos, e com tantas lágrimas e com palavras assim piedosas pede misericórdia e perdão a el-rei.

Afonso IV diante de Inês de Castro
(Quadro de Columbano Bordalo Pinheiro)
Há quem hoje se obstine em rejeitar este quadro, argumentando que a cena é inverosímil, que as coisas não ocorriam assim, que as sentenças tinham forma própria de execução: portanto, desprezando os cronistas, excluem Afonso IV desta alvorada de morte nas margens do Mondego. Contudo, esmiuçando os factos, o que sobressai é exactamente o modo como tudo encaixa nesta história tal como a escreveram os antigos. O próprio rei, de resto, confirmará mais tarde a sua presença no local.
Ponderemos a gravidade da sua decisão. Ele não sentenciou um súbdito qualquer. A mulher que ele quer matar é mãe de três netos seus e companheira única, talvez esposa legítima, do seu filho e herdeiro, isto é, do homem que não tardará a tomar conta do Reino.
Por tudo isto, a presença do soberano em Santa Clara torna-se obrigatória, serve para proteger os conselheiros e os oficiais de justiça, porventura não tanto de um regresso inesperado do infante, mas daquilo que pode ser a futura reacção deste.
Comparecendo nestes paços o rei atrai sobre si a responsabilidade do gesto assassino e afasta dos outros a culpa, ou, pelo menos, a culpa maior.

Quanto ao temperamento necessário para suportar um choque destes, é coisa que lhe não falta. Recordemos a fereza brutal deste bravíssimo varão, para quem as razões de Estado, não sendo tudo, sempre pareceram quase tudo.
Ele continua a ser o mesmo das aventuras tortuosas de Magacela, quando com outros se combinava para aniquilar os do próprio sangue. Este rei foi na juventude aquele infante que se alimentou de um ódio mortal por seus irmãos, é a mesma criatura que não teve uma centelha de piedade para com o pai já exausto, à beira do túmulo, forçando-o a abdicar dos seus afectos e do gosto de viver.
Este homem ordenou a morte de um irmão, escorraçou outro para um exílio ácido, lançou por ciúmes o Reino numa sangrenta guerra de família, incendiou as fronteiras com o país vizinho para vingar a infelicidade conjugal da filha.

Umas vezes com alguma razão, outras nem tanto, Afonso é sempre Afonso - o mesmíssimo ente que neste momento se acha em Santa Clara de Coimbra, com o rosto esculpido numa impiedade granítica, diante da filha de Pedro de Castro, seu parente e companheiro de juventude.

Túmulo de Inês de Castro (Alcobaça - Portugal)
Colo de Garça continua desfeita de terror, provavelmente agarrada aos filhos, que formam a cândida defesa que a separa da morte. Com Pedro ausente, postada diante do velho implacável, junto de quem mais poderia ela buscar salvação?
Afonso não despega da vítima os olhos assustadores. Insistamos: ele pertence àquela estirpe de seres que, quando servem uma causa que julgam superior, se despedem quase em absoluto da sua humana condição. Nesta espécie de gente, um homem de mando que se confesse sentimental ou é um fingidor, ou um falhado ou um mestre da demagogia.

Apesar de tudo, tais personagens apresentam às vezes, algures, algumas fendas nas suas couraças. Por exemplo, este rei que aqui temos - e que é tudo aquilo que atrás vimos - também não se reduz a um monstro completo de insensibilidade. Palpita nele, ainda, uma fibra humana. Minúscula, abafada, reprimida, mas palpita. E, nesta hora excruciante de Santa Clara de Coimbra, esse fio de humanidade acaba por dar sinal de si, talvez acordado pela visão das crianças apavoradas.
Eis um percalço que ninguém previu em Montemor. O rei abana, mostra jeitos de retroceder. Os conselheiros percebem-lhe a indecisão. E assustam-se. Que será deles se as coisas ficarem por aqui, poupando-se esta mulher que os soube ali, em sua casa, espicaçando o rei no seu desígnio homicida? Quem os poderá livrar do castigo do infante - que já é quase rei - e da revolta de Inês, que, sobrevivendo, ninguém tem dúvidas de que se tornará um dia rainha? Como reagirá Pedro se pela boca da sua amada alguma vez tomar conhecimento da verdade?

No rei coexistem por instantes dois impulsos – o de uma ténue e secreta vulnerabilidade, que o põe à beira de ceder à emoção, e o da pública impiedade, decorrente de deveres que o transcendem e que não lhe autorizam a clemência.
Nestes poucos segundos, mais do que a sorte da formosíssima amante de um príncipe, jogam-se em Santa Clara os destinos de um país. Não haja dúvida de que uma Inês sobrevivente dará origem, neste canto ibérico, a um Portugal diverso daquele que outros parentescos e gerações aqui poderão edificar.
Quando Afonso IV vira, enfim, as costas à condenada, assediam-no os conselheiros e os homens de justiça que o acompanham, mortos de apreensão por aqui terem vindo para nada. Imploram que o rei cumpra o que resolveu em Montemor-o-Velho, que cumpra tudo para salvar o Reino e, talvez mais do que isso, para os salvar a eles. Fixem os nomes dos principais, porque cedo tornarão a ouvir falar deles. Meirinho-mor: Álvaro Gonçalves. Conselheiros: Pero Coelho e Diogo Lopes Pacheco.

Afonso recua, distancia-se da visão atroz do pavor de Inês. Mas, assim que o faz, acaba por escolher os caminhos de Pilatos. Ele foge da desgraça que criou, não lhe põe fim. O que ele diz aos que o rodeiam é o que eles querem ouvir, é o assentimento, a confirmação daquilo que em Montemor-o-Velho se firmou. Enquanto foge, consente. Seja o que for que ele tenha realmente dito aos conselheiros, foi como se lhes ordenasse: Vão e façam o que quiserem.
Procedendo deste modo o rei transfere culpas, perde autenticidade, diminui-se. E os seus companheiros, provavelmente com ele já ausente - como um criminoso arrependido -, invadem este ninho de amor transformado em câmara de execução e, porventura dali retiradas as crianças, deitam as mãos precipitadas e nervudas à condenada.

Inês parece ter-se debatido, num último e desesperado apego à vida. Mas a sua resistência, se existe, é breve e baldada, porque o único ser que lhe poderia valer anda longe e ignorante de que aqui, com a vida dela, o que lhe tiram a ele é também a vida e, sobretudo, o siso. Agarram-na, sujeitam-na, oferecem-na ao carrasco. Inês pertence já por inteiro a este mestre da morte, que lhe puxa para trás a cabeça e lhe expõe ao lampejo frio da lâmina assassina a finíssima garganta de alabastro. Tudo acaba na revolta brusca e impotente de uma cabeleira esvoaçante.
E Colo de Garça ali fica, caída, desfigurada e lívida, numa poça de sangue tépido, a dois passos das águas turvas e enregelantes do Mondego (...)" (*)

(*) - José Bento Duarte - Peregrinos da Eternidade - Crónicas Ibéricas Medievais - Editorial Estampa - Lisboa - 2003

(Nota da Torre - Ao contrário do que muitas vezes se divulga, a história completa de Pedro e Inês não se encerra nesta cena cruenta nem nos míticos túmulos brancos de Alcobaça.
Na verdade, cerca de um século depois, os seus descendentes sentar-se-ão em todos os tronos cristãos da Península Ibérica.
Será assim em Castela, em Navarra, em Aragão e, quem diria, em Portugal...)

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

(América Profunda) - O "Marxista"



"Uma jornalista perguntou a Joe Biden: "Obama é marxista?"
Velha raposa, Biden fez-se admirado: "Está a brincar?"
A jornalista não estava: "Você deve reconhecer esta famosa citação 'de cada um segundo as suas capacidades, a cada um segundo as suas necessidades', é de Karl Marx; como é que Obama não está a ser um marxista se ele quer espalhar a riqueza pelo povo?..."

De facto, Obama usara a expressão na já famosa conversa com Joe, O Canalizador, para justificar os impostos.
Isso tem servido para a campanha de McCain criticar o adversário, mas ninguém ainda tirara a conclusão completa, como agora a tal jornalista.
Se Obama quer espalhar a riqueza não pode ser senão um marxista encapotado.

A jornalista americana não chamou "Leão XIII" a Obama talvez só por caridade.
Até na América, a liberdade de informação tem limites e ela não podia comparar o candidato democrata ao perigosíssimo Papa que, pouco antes de Lenine, em 1891, escreveu a encíclica Rerum Novarum e pediu (resumo) que se espalhasse a riqueza (...) (*)

(*) - Ferreira Fernandes, Diário de Notícias, Lisboa, 28 de Outubro de 2008

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Caminhos de Viana do Castelo, Portugal - Vistas de Santa Luzia



























Cantiga de Amor (Pêro da Ponte - Séc. XIII)


Se eu pudesse desamar
A quen sempre desamou,
E pudesse algum mal buscar
A quen sempre mal buscou!
Assim me vingaria eu,
Se eu pudesse coita dar (1)
A quen sempre me coita deu.

Mas sol (2) non poss'eu enganar
Meu coraçon, que m'enganou,
Por quanto me fez desejar
A quen me nunca desejou.
E por esto non dórmio eu, (3)
Porque non posso coita dar
A quen me sempre coita deu.



(1) - Causar sofrimento
(2) - Somente
(3) - E por isto não durmo eu

sábado, 25 de outubro de 2008

Meus Oito Anos (Casimiro de Abreu)


Oh! Que saudades que tenho
Da aurora da minha vida,
Da minha infância querida,
Que os anos não trazem mais!
Que amor, que sonhos, que flores,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!


Como são belos os dias
Do despontar da existência! -
Respira a alma inocência
Como perfumes a flor;
O mar é lago sereno,
O céu - um manto azulado,
O mundo - um sonho dourado,
A vida - um hino d'amor!


Que auroras, que sol, que vida,
Que noites de melodia,
Naquela doce alegria,
Naquele ingénuo folgar!
O céu bordado d'estrelas,
A terra de aromas cheia,
As ondas beijando a areia
E a lua beijando o mar!


Oh! dias de minha infância
Oh! meu céu de primavera!
Que doce a vida não era
Nessa risonha manhã!
Em vez das mágoas de agora,
Eu tinha nessas delícias
De minha mãe as carícias
E beijos de minha irmã!


Livre filho das montanhas,
Eu ia bem satisfeito,
Da camisa aberto o peito,
- Pés descalços, braços nus -
Correndo pelas campinas
À roda das cachoeiras,
Atrás das asas ligeiras
Das borboletas azuis!


Naqueles tempos ditosos
Ia colher as pitangas,
Trepava a tirar as mangas,
Brincava à beira do mar;
Rezava as Ave-Marias,
Achava o céu sempre lindo,
Adormecia sorrindo
E despertava a cantar!


Oh! que saudades que tenho
Da aurora da minha vida
Da minha infância querida
Que os anos não trazem mais!
- Que amor, que sonhos, que flores -,
Naquelas tardes fagueiras
À sombra das bananeiras,
Debaixo dos laranjais!

(José Marques Casimiro de Abreu. Poeta brasileiro, nascido em 1839, falecido - muito jovem - em 1860. Era filho de um comerciante e fazendeiro português emigrado no Brasil).
A foto é de Marcelo Vieira.

domingo, 19 de outubro de 2008

Pombal - Igreja de N.ª Sr.ª do Cardal


































































Pombal, amável e acolhedora cidadezinha portuguesa, da Beira Litoral.
A igreja de N.ª Sr.ª do Cardal, que aqui se apresenta, situa-se no coração da parte mais antiga da urbe, contígua ao frondoso Jardim do Cardal. Acham-se defronte várias esplanadas e cafés (pródigos em doçarias finas, para quem goste) e uma praça de táxis. A escassa distância das traseiras do templo encontra-se a estação ferroviária.
Para aqui veio desterrado, no termo da sua carreira, o poderoso 1.º ministro do rei D. José, o célebre Marquês de Pombal (Sebastião José de Carvalho e Melo). Tal aconteceu já no reinado de D. Maria I, e em Pombal findaria o Marquês os seus dias, no Verão de 1782. O seu túmulo esteve até 1857 nesta igreja, tendo sido depois trasladado para Lisboa. Vê-se, acima, no interior da igreja, uma lápide alusiva ao facto.

(Com excepção da 2.ª, da 6.ª e da última - que pertencem a Joel S.- as fotos são de Dias dos Reis).

sexta-feira, 17 de outubro de 2008

Ilda Coelho - Recordações de África...

Cores do Sol








A Prometida









As Duas Irmãs









Espreitando o Dia








Espinheiras








Celebração








O Costureiro







Imbondeiro







Senhora dos Espíritos







Solitário

domingo, 12 de outubro de 2008