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sábado, 14 de julho de 2018

sábado, 27 de dezembro de 2014

O QUE FAREI SEM EURÍDICE?

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Ária: "Che farò senza Euridice?"
Duração: 8' 33"
Compositor: Christoph W. Gluck (1714-1787)
Mezzo-soprano: Teresa Berganza (Madrid, Espanha, n. 1935)
Orchestra of the Royal Opera House, Covent Garden
Maestro: Sir Alexander Gibson
Pesquisa e apresentação: Albina de Castro
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A voz plangente e maravilhosa de Teresa Berganza evoca o lamento doloroso de Orfeu, destroçado pela perda da sua muito amada Eurídice.

Eurídice, mordida por uma cobra durante a perseguição do infame Aristeu, perdera a vida e descera às trevas do mundo inferior, o Reino dos Mortos. Aí a procurara Orfeu, tocando a sua lira mágica e enfrentando mil perigos.

Hades, comovido pela agonia daquela música desesperada, permitiu a Orfeu que reconduzisse a sua Eurídice, através de caminhos tenebrosos, até à luz do sol, mas com a condição de nunca olhar para ela até lá chegar.

Orfeu cumpriu a condição quase até ao fim. Quando, porém, se virou, uma única vez, para confirmar se Eurídice o seguia, esta transformou-se de novo num espectro e, lavada em lágrimas, com um grito de agonia, foi outra vez arrastada para o Reino dos Mortos.

Orfeu, trespassado de saudade e de dor, cantou então o hino pungente de todos os grandes amores perdidos nesta vida: Che farò senza Euridice?

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O que farei sem Eurídice?
Aonde irei sem o meu amor?

Eurídice! Eurídice!

Oh Deus!
Responde!
Responde!

Eu continuo puro e teu fiel!

O que farei sem Eurídice?
Aonde irei sem o meu amor?

Eurídice! Eurídice!

Ah! Já não espero
nem socorro, nem esperança
Nem do mundo, nem do céu!

O que farei sem Eurídice?
Aonde irei sem o meu amor?

(Albina)