Pequenas e grandes histórias da História e mensagens mais ou menos amenas sobre vidas, causas, culturas, quotidianos, pensamentos, experiências, mundo...
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terça-feira, 12 de março de 2019
domingo, 2 de dezembro de 2018
"Manitas de Plata". Olé!
"Manitas de Plata" (Ricardo
Baliardo) foi um extraordinário guitarrista de flamenco.
Nasceu numa caravana cigana, em Sète,
sul de França, a 7 de Agosto de 1921.
Faleceu em Montpellier, com 93 anos (5
de Novembro de 2014).
Tocou com Paco de Lucia e para a dançarina Nina Corti.
Pablo Picasso, que foi um dos seus grandes
admiradores, comentou ao ouvi-lo pela primeira vez: "Este homem vale mais do que eu!"
Apreciem, abaixo, o seu virtuosismo.
(Vídeo de jezagrom)
Manitas de Plata em 1968
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sábado, 31 de dezembro de 2016
SAUDANDO O ANO NOVO
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Peça musical - El Barberillo de Lavapiés (zarzuela em 3 actos) - Prelúdio e Dança dos Estudantes
Compositor - Francisco Asenjo Barbieri (1823-1894)
Libreto - Luís Mariano de Larra (1830-1901)
Lugar de estreia - Teatro de la Zarzuela de Madrid (19 de Dezembro de 1874)
Pesquisa e apresentação - Albina de Castro
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sábado, 25 de julho de 2015
sábado, 1 de janeiro de 2011
domingo, 14 de novembro de 2010
Festas de Sevilha! (Espanha)
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Sevilla (de Isaac Albéniz) - Interpretação de John Williams
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segunda-feira, 27 de setembro de 2010
quarta-feira, 25 de agosto de 2010
España! (Chabrier)
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Poucas composições terão captado com tão fina sensibilidade a alma da grande Espanha como esta Rapsódia de Emmanuel Chabrier, ele próprio um francês (1841-1894).
quinta-feira, 22 de janeiro de 2009
A Grande Música de Espanha - "La Boda de Luis Alonso" (Jerónimo Giménez)
Iniciou os estudos musicais com seu pai. Depois, em Cádiz, estudou com Salvador Viniegra e, mais tarde, no Conservatório de Paris. Regressou a Espanha em 1885.
Além de uma grande produção de zarzuelas, escreveu diversas sinfonias e música de câmara.
Os seus melhores trabalhos são os do início da carreira.
Entre os mais notáveis estão Trafalgar e Los Voluntarios, mas a sua fama advém, sobretudo, de três trabalhos: El Baile de Luis Alonso, La Boda de Luis Alonso e a sua obra-prima La Tempranica.
La Boda de Luis Alonso está a seguir:
A direcção de orquestra é de Enrique García Asenso.
Castanholas confiadas às virtuosas mãos de Lucero Tena.
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sábado, 10 de maio de 2008
A Grande Música de Isaac Albéniz (Espanha) - "Astúrias"
A passagem do tempo mais não fez do que robustecer as lendas que correm sobre a vida de Isaac Albéniz (1860-1909), um dos mais brilhantes compositores espanhóis, autor da zarzuela Pepita Jiménez e de Ibéria, a sua obra-prima.
A precoce genialidade e as histórias fantásticas que se lhe atribuem fizeram dele uma figura enigmática.
Isaac Albéniz nasceu em Camprodón, Catalunha, em 29 de Maio de 1860. Menino prodígio, deu o primeiro concerto aos quatro anos. Aos sete foi-lhe recusada a admissão no Conservatório de Paris, pela pouca idade, acabando matriculado no Conservatório de Madrid.
Isaac Albéniz nasceu em Camprodón, Catalunha, em 29 de Maio de 1860. Menino prodígio, deu o primeiro concerto aos quatro anos. Aos sete foi-lhe recusada a admissão no Conservatório de Paris, pela pouca idade, acabando matriculado no Conservatório de Madrid.
Fugiu de casa e acabou por se esconder num navio com destino à América Central para escapar à perseguição dos pais. De lá foi para os Estados Unidos, onde ganhou a vida tocando em público.
Voltou para a Europa, onde conseguiu entrar, em 1874, para o Conservatório de Leipzig, Alemanha, como aluno de Jodassohn e Reinecke.
Voltou para a Europa, onde conseguiu entrar, em 1874, para o Conservatório de Leipzig, Alemanha, como aluno de Jodassohn e Reinecke.
Voltou depois a Espanha, recebendo do rei uma bolsa que lhe permitiu continuar os estudos no Conservatório de Bruxelas.
Em 1878 recebeu lições de Liszt, cuja influência se fez sentir na técnica das suas peças mais importantes para piano.
Em 1878 recebeu lições de Liszt, cuja influência se fez sentir na técnica das suas peças mais importantes para piano.
Depois de acompanhar Rubinstein numa excursão artística pela Europa e América, em 1880, ganhando grande reputação como pianista, foi ensinar em Barcelona.
Em 1883 casou-se com Rosina Jordana e, em 1885, voltou para Madrid.Em 1893 Albéniz estabeleceu-se em Paris, decidido a aperfeiçoar cada vez mais a sua técnica de compositor, recomeçando a trabalhar com d'Indy e Dukas, e assimilando os processos impressionistas de Debusssy e Ravel.
Em 1898 apareceram-lhe os primeiros sintomas da doença de Bright (problema renal), da qual viria a morrer, em Cambo-les-Bains, nos Pirinéus, em 18 de maio de 1909.
Em 1898 apareceram-lhe os primeiros sintomas da doença de Bright (problema renal), da qual viria a morrer, em Cambo-les-Bains, nos Pirinéus, em 18 de maio de 1909.
Pianista famoso, Albéniz foi, como compositor, um dos que iniciaram na Espanha a criação de um estilo musical nacional, baseado nos ritmos e motivos populares. Influenciou, por exemplo, a obra de Manuel de Falla.
Como outros jovens compositores espanhóis da época, seguiu Felipe Pedrell (1841-1922) no culto de uma arte musical genuinamente espanhola.
O poema sinfónico Catalunha (1899) e a colecção de peças para piano Ibéria (1906-1909) são as suas obras mais características.
O poema sinfónico Catalunha (1899) e a colecção de peças para piano Ibéria (1906-1909) são as suas obras mais características.
John Williams, o virtuoso australiano de guitarra clássica, faz-nos, com "Astúrias", uma demonstração da genialidade criativa de Isaac Albéniz.
Pode ouvir aqui:
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domingo, 20 de abril de 2008
A Grande Música de Manuel de Falla - "Noches En Los Jardines de España" e outras composições...
Manuel de Falla foi um dos compositores mais destacados do século XX, criador genial de peças envolventes, sensuais e misteriosas, poderosamente evocadoras dessa Espanha profunda e telúrica onde ele nasceu (Cádiz, 23 de Novembro de 1876).Em criança estudou música com sua mãe e outros professores da sua cidade natal.
De 1905 a 1907 ensinou piano em Madrid, e entre 1907 e 1914 estudou e trabalhou em Paris.
No período que vai de 1914 a 1938 viveu e compôs, sobretudo, em Espanha. Em 1939 fixou residência na Argentina, onde faleceu em 14 de Novembro de 1946.
Sob a influência de Felipe Pedrell, defensor de que as bases da música de um país devem provir do seu próprio folclore, Falla desenvolveu um estilo claramente nacionalista, que caracterizou praticamente todas as suas composições.Não obstante, não costumava utilizar as canções folclóricas espanholas de forma directa nos seus temas, incorporando, antes, o seu espírito.
Isso é particularmente perceptível na famosíssima "Dança Ritual do Fogo", do "Amor Brujo".
Oiça aqui:
Manuel de Falla foi o inspirador de um movimento contra a influência, no seu tempo, da música alemã e italiana na ópera espanhola e contra a esterilidade da música de câmara e orquestral que então imperava.
Entre as suas mais famosas composições contam-se Noches en los Jardines de España (1909-1915), para orquestra e piano, a ópera La Vida Breve (1913), com texto de Fernández Shaw, os ballets El Amor Brujo (1915) e El Sombrero de Tres Picos (1919), a Fantasía Bética para piano (1919), El Retablo de Maese Pedro (1924), o Concierto para Clave y 7 Instrumentos (1923-1926) e Música para Guitarra.

Sobre as fantásticas Noches En Los Jardines de España, transcreve-se parte de um artigo que Daniel Eisenberg lhes dedicou:
"Os jardins espanhóis que interessavam a Falla eram todos andaluzes.
A peça foi o primeiro disco de música espanhola que possuí. Causou-me calafrios desde o primeiro momento.
Entre todas as peças do compositor, foi aquela cujo sentido mais me custou a encontrar, isto é, descobrir o que se passava de noite nos jardins de Espanha.
Manuel de Falla pinta um mundo formoso, emocional e violento, acaso perigoso, mas, por fim, aprazível e espiritual.
Segundo Joaquín Turina, esta é a obra mais triste de Falla, na qual ele expressa um drama íntimo.
Os três movimentos que a compõem são: "En los Jardines del Generalife"; "Una Danja Lejana" e "En los Jardines de la Sierra de Córdoba".
Os dois últimos movimentos tocam-se sem pausa. O dedicado ao Generalife foi para mim, desde o princípio, o mais compreensível, pois este é o jardim andaluz mais bem conservado.
O Generalife, o lugar mais agradável que conheço no planeta, foi um jardim dedicado ao amor e, ao mesmo tempo, constitui uma expressão dele. Segundo Santiago Rusiñol, "assim como há artistas que do amor fazem poesia, ou música ou obra de arte, houve quem do amor fizesse jardins, e foi o artista enamorado quem idealizou o Generalife". Naturalmente, não se trata do amor conjugal ou procriativo: foi "ninho de amores, mansão de sultana favorita, refúgio de reis, retiro acariciado pelo perfume das flores, os misteriosos sussurros do bosque e o murmúrio das fontes".
Ciprestes, frescura, exclusão dos ruídos do mundo. Tanques e cascatas, fontes, repuxos: água, flores e frutos por todo o lado. A água, símbolo da vida, foi o principal elemento decorativo. "Hoje mesmo, as suas ruínas possuem a vaga tristeza dos lugares que foram teatro de antigas felicidades, e tudo canta o prazer perdido, nessa linguagem muda das coisas que transportam consigo a recordação."
Falla teve interesse pela história andaluza. Os "Jardines de la Sierra de Córdoba" têm que ser os do eremitério de Ibn Masarra. Ibn Masarra foi o fundador do pouco conhecido sufismo espanhol. As danças violentas do terceiro movimento são certamente danças "sufies", danças místico-eróticas, danças que vão até Deus e até ao êxtase, que seriam uma e a mesma coisa. E a paz e o bem-estar com que o movimento termina são, à vez, inseparavelmente, sensuais e espirituais.
Naturalmente, uma obra assim deixou-me encantado, ainda que a não entendesse até há pouco tempo. Em "Noches en los Jardines de España", Falla passa do existente ao desaparecido, do presente ao passado, do amor humano ao amor divino, do leste ao oeste, de Granada a Córdoba, do último reduto do Islão hispânico à sua plenitude.
Recria um mundo apaixonado e apaixonante, não só desaparecido mas também oculto. A sua evocação musical contribuiu muito para que eu me dedicasse ao estudo da cultura hispânica. Mas as minhas aulas de literatura e história espanholas - nas quais a Espanha se identificou completamente com Castela - não me esclareceram.
Tive que descobri-lo à minha custa."
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