Mostrar mensagens com a etiqueta Lugares de Portugal. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Lugares de Portugal. Mostrar todas as mensagens

quarta-feira, 21 de setembro de 2011

domingo, 2 de janeiro de 2011

Coisas que nunca deverão mudar em Portugal...

.
.
O embaixador de Inglaterra em Portugal, Alexander Ellis, escreveu, no momento em que deixou o cargo, o seguinte texto (divulgado pelo jornal Expresso em 18 de Dezembro de 2010).
.
Portugueses:

2010 tem sido um ano difícil para muitos; incerteza, mudanças, ansiedade sobre o futuro.
O espírito do momento é de pessimismo, não de alegria. Mas o ânimo certo para entrar na época natalícia deve ser diferente. Por isso permitam-me, em vésperas da minha partida pela segunda vez deste pequeno jardim, eleger dez coisas que espero bem que nunca mudem em Portugal..
.
.
1. A ligação intergeracional.
Portugal é um país em que os jovens e os velhos conversam - normalmente dentro do contexto familiar. O estatuto de avô é altíssimo na sociedade portuguesa - e ainda bem. Os portugueses respeitam a primeira e a terceira idade, para o benefício de todos.
.
2. O lugar central da comida na vida diária.
O almoço conta - não uma sandes comida com pressa e mal digerida, mas uma sopa, um prato quente, etc., tudo comido à mesa e em companhia. Também aqui se reforça uma ligação com a família..
.
.
3. A variedade da paisagem.
Não conheço outro pais onde seja possível ver tanta coisa num dia só, desde a imponência do rio Douro até à beleza das planícies do Alentejo, passando pelos planaltos e pela serra da Beira Interior.
.
4. A tolerância.
Nunca vivi num país que aceite tão bem os estrangeiros. Não é por acaso que Portugal é considerado um dos países mais abertos aos emigrantes pelo estudo internacional MIPEX.
.

.
5. O café e os cafés.
Os lugares são simples, acolhedores e agradáveis; a bebida é um pequeno prazer diário, especialmente quando acompanhado por um pastel de nata quente.
.
6. A inocência.
É difícil descrever esta ideia em poucas palavras sem parecer paternalista; mas vi no meu primeiro fim-de-semana em Portugal, numa festa popular em Vila Real, adolescentes a dançar danças tradicionais com uma alegria e abertura que têm, na sua raiz, uma certa inocência..
.
.
7. Um profundo espírito de independência.
Olhando para o mapa ibérico parece estranho que Portugal continue a ser um país independente.
Mas é - e não é por acaso.
No fundo de cada português há um espírito profundamente autónomo e independentista.
.
8. As mulheres.
O Adido de Defesa na Embaixada há quinze anos deu-me um conselho precioso:
Jovem, se quiser uma coisa para ser mesmo bem feita neste país, dê a tarefa a uma mulher.
Concordei tanto que me casei com uma portuguesa.
.

.
9. A curiosidade sobre, e o conhecimento, do mundo.
A influência de "lá" é evidente cá, na comida, nas artes, nos nomes.
Portugal é um pais ligado, e que quer continuar ligado, aos outros continentes do mundo.
.
10. Que o dinheiro não é a coisa mais importante no mundo.
As coisas boas de Portugal não são caras. Antes pelo contrário: não há nada melhor do que sair da praia ao fim da tarde e comer um peixe grelhado, acompanhado por um simples copo de vinho.
.
Então, terminaremos a contemplação do país não com miséria, mas com brindes e abraços.
.

terça-feira, 21 de setembro de 2010

Caminhadas Beirãs (Centro de Portugal) - 1

.
.
.
.





.
.
.
.






.
.
.
.






.
.
.
.






.
.
.
.
.






.
.
.






.
.
.





.
.
.
.
.





.
.
.
.
.





.
.
.






.
.
.
.
.





.
.
.
.






.
.
.





.
.
.
.





.
.
.






.
.
.
.





.
.
.
.





.
.
.

sábado, 3 de julho de 2010

O Castelo de Faria (Alexandre Herculano - Portugal)


.
A breve distância da vila de Barcelos, nas faldas do Franqueira, alveja ao longe um convento de Franciscanos. Aprazível é o sítio, sombreado de velhas árvores. Sente-se ali o murmurar das águas e a bafagem suave do vento, harmonia da natureza que quebra o silêncio daquela solidão, a qual, para nos servirmos de uma expressão de Fr. Bernardo de Brito, com a saudade de seus horizontes parece encaminhar e chamar o espírito à contemplação das coisas celestes.

O monte que se alevanta ao pé do humilde convento é formoso, mas áspero e severo, como quase todos os montes do Minho. Da sua coroa descobre-se ao longe o mar, semelhante a mancha azul entornada na face da terra. O espectador colocado no cimo daquela eminência volta-se para um e outro lado, e as povoações e os rios, os prados e as fragas, os soutos e os pinhais apresentam-lhe o panorama variadíssimo que se descobre de qualquer ponto elevado da província de Entre-Douro-e-Minho.

Este monte, ora ermo, silencioso e esquecido, já se viu regado de sangue: já sobre ele se ouviram gritos de combatentes, ânsias de moribundos, estridor de habitações incendiadas, sibilar de setas e estrondo de máquinas de guerra. Claros sinais de que ali viveram homens: porque é com estas balizas que eles costumam deixar assinalados os sítios que escolheram para habitar na terra.
O castelo de Faria, com suas torres e ameias, com a sua barbacã e fosso, com seus postigos e alçapões ferrados, campeou aí como dominador dos vales vizinhos.

Castelo real da Idade Média, a sua origem some-se nas trevas dos tempos que já lá vão há muito: mas a febre lenta que costuma devorar os gigantes de mármore e de granito, o tempo, coou-lhe pelos membros, e o antigo alcácer das eras dos reis de Leão desmoronou-se e caiu. (...) Serviram os fragmentos para se construir o convento edificado ao sopé do monte. (...)

.
Reinava entre nós D. Fernando. (...)
O Adiantado de Galiza, Pedro Rodríguez Sarmento, entrou pela província de Entre-Douro-e-Minho com um grosso corpo de gente de pé e de cavalo, enquanto a maior parte do pequeno exército português trabalhava inutilmente ou por defender ou por descercar Lisboa.
Prendendo, matando e saqueando, veio o Adiantado até às imediações de Barcelos, sem achar quem lhe atalhasse o passo; aqui, porém, saiu-lhe ao encontro D. Henrique Manuel, conde de Seia e tio del-rei D. Fernando, com a gente que pôde ajuntar. Foi terrível o conflito; mas, por fim, foram desbaratados os portugueses, caindo alguns nas mãos dos adversários.

Entre os prisioneiros contava-se o alcaide-mor do castelo de Faria, Nuno Gonçalves.
Saíra este com alguns soldados para socorrer o conde de Seia, vindo, assim, a ser companheiro na comum desgraça. Cativo, o valoroso alcaide pensava em como salvaria o castelo d'el-rei seu senhor das mãos dos inimigos.
Governava-o, em sua ausência, um seu filho, e era de crer que, vendo o pai em ferros, de bom grado desse a fortaleza para o libertar, muito mais quando os meios de defensão escasseavam.
Estas considerações sugeriram um ardil a Nuno Gonçalves. Pediu ao Adiantado que o mandasse conduzir ao pé dos muros do castelo, porque ele, com as suas exortações, faria com que o filho o entregasse, sem derramamento de sangue.

Antigo livro da Instrução Primária (3.ª classe) - Portugal
.
Um troço de besteiros e de homens d'armas subiu a encosta do monte da Franqueira, levando no meio de si o bom alcaide Nuno Gonçalves.
O Adiantado de Galiza seguia atrás com o grosso da hoste, e a costaneira ou ala direita, capitaneada por João Rodrigues de Viedma, estendia-se, rodeando os muros pelo outro lado. O exército vitorioso ia tomar posse do castelo de Faria, que lhe prometera dar nas mãos o seu cativo alcaide.

De roda da barbacã alvejavam as casinhas da pequena povoação de Faria: mas silenciosas e ermas. Os seus habitantes, apenas enxergaram ao longe as bandeiras castelhanas, que esvoaçavam soltas ao vento, e viram o refulgir cintilante das armas inimigas, abandonando os seus lares, foram acolher-se no terreiro que se estendia entre os muros negros do castelo e a cerca exterior ou barbacã. (...)

Quando o troço dos homens d'armas que levavam preso Nuno Gonçalves vinha já a pouca distância da barbacã, os besteiros que coroavam as ameias encurvaram as bestas, e os homens dos engenhos prepararam-se para arrojar sobre os contrários as suas quadrelas e virotões, enquanto o clamor e o choro se alevantavam no terreiro, onde o povo inerme estava apinhado.
.
.
Um arauto saiu do meio da gente da vanguarda inimiga e caminhou para a barbacã, todas as bestas se inclinaram para o chão, e o ranger das máquinas converteu-se num silêncio profundo.
Moço alcaide, moço alcaide! — bradou o arauto — teu pai, cativo do mui nobre Pedro Rodríguez Sarmento, Adiantado de Galiza pelo mui excelente e temido D. Henrique de Castela, deseja falar contigo, de fora do teu castelo.

Gonçalo Nunes, o filho do velho alcaide, atravessou então o terreiro e, chegando à barbacã, disse ao arauto:
A Virgem proteja meu pai: dizei-lhe que eu o espero.
O arauto voltou ao grosso de soldados que rodeavam Nuno Gonçalves, e, depois de breve demora, o tropel aproximou-se da barbacã. Chegados ao pé dela, o velho guerreiro saiu dentre os seus guardadores, e falou com o filho:
- Sabes tu, Gonçalo Nunes, de quem é esse castelo, que, segundo o regimento de guerra, entreguei à tua guarda quando vim em socorro e ajuda do esforçado conde de Seia?

É — respondeu Gonçalo Nunes — de nosso rei e senhor D. Fernando de Portugal, a quem por ele fizeste preito e menagem.
Sabes tu, Gonçalo Nunes, que o dever de um alcaide é de nunca entregar, por nenhum caso, o seu castelo a inimigos, embora fique enterrado debaixo das ruínas dele?Sei, oh meu pai! — prosseguiu Gonçalo Nunes em voz baixa, para não ser ouvido dos castelhanos, que começavam a murmurar. — Mas não vês que a tua morte é certa, se os inimigos percebem que me aconselhaste a resistência?

Nuno Gonçalves, como se não tivera ouvido as reflexões do filho, clamou então:
Pois se o sabes, cumpre o teu dever, alcaide do castelo de Faria! Maldito por mim, sepultado sejas tu no inferno, como Judas o traidor, na hora em que os que me cercam entrarem nesse castelo sem tropeçarem no teu cadáver.Morra! — gritou o almocadém castelhano — morra o que nos atraiçoou!
E Nuno Gonçalves caiu no chão atravessado de muitas espadas e lanças.
Defende-te, alcaide! — foram as últimas palavras que ele murmurou.
.
.
Gonçalo Nunes corria como louco ao redor da barbacã, clamando vingança. Uma nuvem de frechas partiu do alto dos muros; grande porção dos assassinos de Nuno Gonçalves misturaram o próprio sangue com o sangue do homem leal ao seu juramento.
Os castelhanos acometeram o castelo; no primeiro dia de combate o terreiro da barbacã ficou alastrado de cadáveres tisnados e de colmos e ramos reduzidos a cinzas.
Um soldado de Pedro Rodriguez Sarmento tinha sacudido com a ponta da sua longa chuça um colmeiro incendiado para dentro da cerca; o vento suão soprava nesse dia com violência, e em breve os habitantes da povoação, que haviam buscado o amparo do castelo, pereceram juntamente com as suas frágeis moradas.

Mas Gonçalo Nunes lembrava-se da maldição de seu pai: lembrava-se de que o vira moribundo no meio dos seus matadores, e ouvia a todos os momentos o último grito do bom Nuno Gonçalves — Defende-te, alcaide!
O orgulhoso Sarmento viu a sua soberba abatida diante dos torvos muros do castelo de Faria. O moço alcaide defendia-se como um leão, e o exército castelhano foi constrangido a levantar o cerco.

Gonçalo Nunes, acabada a guerra, era altamente louvado pelo seu brioso procedimento e pelas façanhas que obrara na defensão da fortaleza cuja guarda lhe fora encomendada por seu pai no último transe da vida.
Mas a lembrança do horrível sucesso estava sempre presente no espírito do moço alcaide. Pedindo a el-rei o desonerasse do cargo que tão bem desempenhara, foi depor ao pé dos altares a cervilheira e o saio de cavaleiro, para se cobrir com as vestes pacificas do sacerdócio.

Ministro do santuário, era com lágrimas e preces que ele podia pagar a seu pai o ter coberto de perpétua glória o nome dos alcaides de Faria.
Mas esta glória, não há hoje aí uma única pedra que a ateste.
As relações dos historiadores foram mais duradouras que o mármore. (*)
.
(*) - Lendas e Narrativas - Alexandre Herculano - Portugal (1810-1877)
.
.
Alexandre Herculano
.

domingo, 9 de maio de 2010

Benfica Venceu - Voltou o Grande e Histórico Campeão de Portugal!

.
.
Vencendo hoje o Rio Ave na 30.ª e última partida, em pleno Estádio da Luz, o Benfica sagrou-se, com mérito indiscutível, e pela 32.ª vez, campeão de futebol de Portugal.
É, de longe, o clube que mais vezes conquistou o título.

A equipa praticou ao longo da época um espectacular e demolidor futebol de ataque, com uma qualidade que há muitos anos não se via nos relvados portugueses. Foram 78 golos marcados nos 30 jogos (contra apenas 20 sofridos).

Um triunfo categórico e justíssimo, que se junta à recente conquista da Taça da Liga (vitória por 3-0, na final, sobre o Porto).

Ficam abaixo alguns dos guerreiros

Três brasileiros: David Luiz, Luisão (capitão do time) e Ramires.
.






Luisão, defesa-central (ou zagueiro) com vocação atacante.
Jogador da selecção brasileira.






.
David Luiz, fantástico defesa-central (zagueiro),
um dos jogadores que melhor representa o "espírito do Benfica".
Não tardará a conquistar um posto na selecção do Brasil.
.






.
Águia Vitória, mascote e símbolo do clube.
Antes de cada jogo no Estádio da Luz,
Vitória responde a um apelo e mergulha do alto das bancadas,
descrevendo voos circulares
cada vez mais apertados e rasantes...
.






.
... até descer e poisar majestosamente
sobre o emblema
do mais famoso e popular clube português
(emblema de que ela faz parte - e que assim completa).
Um espectáculo inesquecível, único no Mundo.







.
Kardec (Brasil), Di Maria (Argentina) e Luisão (Brasil)
.






Cardozo, melhor marcador da equipa e do Campeonato.
Mortífero para os guarda-redes (goleiros) adversários.
26 golos apontados (um terço do total da equipa).
Jogador da selecção do Paraguai.
.






Pablo Aimar (Arg.), Luisão (Br.), David Luiz (Br.) e Fábio Coentrão (Portugal)







.
.
Di Maria, um extremo (ponta) velocíssimo,
de dribles mágicos, quase imparável.
Maradona não prescinde dele na selecção argentina.
Confirmem em Junho, na África do Sul.
.






Fábio Coentrão (Port.), Di Maria (Arg.), Carlos Martins (Port.)








.
Saviola (Arg.), a inteligência e o imprevisto
do futebol de ataque em movimento.
Ramires (pulmão do meio-campo benfiquista) está em segundo plano.
.




David Luiz, Pablo Aimar, Kardec e Ruben Amorim (Port.)
.






.
Jorge Jesus, treinador e timoneiro.
Chegou há menos de um ano ao Benfica
garantindo que a equipa passaria a jogar o dobro
e que estava ali para ser campeão.
Cumpriu - com competência, vibração e brilho.
.





Vitória!
.
(Kardec, Ramires, Míguel Vítor, Júlio César)
.





Estádio da Luz, conhecido como a catedral do futebol português.



.

S. L. B. - Sport Lisboa e Benfica

Emblema de um clube ganhador, carismático e histórico.
----------------------------------------.
Hino do Benfica: