domingo, 11 de janeiro de 2015

Hilary Hahn, um geniozinho de saias...

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Famosa violinista, mundialmente conhecida, prefere execuções a solo, ainda que se apresente também em espectáculos de música de câmara.
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Nasceu em Lexington, Virgínia, EUA, em 27 de Novembro de 1979.
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Por iniciativa de sua mãe, Anne Hahn (foto seguinte), cuja orientação e apoio se revelaram determinantes na sua extraordinária carreira, começou os estudos musicais no Instituto Peabody, de Baltimore, aos três anos de idade, sendo admitida no renomado Curtis Institute of Music (Filadélfia) sete anos mais tarde.
A sua estreia orquestral, como solista de violino, ocorreu aos doze anos (1991) na Baltimore Symphony Orchestra.
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Executante primorosa e premiadíssima, Hilary tem-se exibido um pouco por todo o mundo, integrada em conjuntos como a Orquestra Sinfónica de Londres, a Filarmónica de Nova Iorque, a Sinfónica da Rádio Stuttgart ou a Sinfónica de Singapura.
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Conseguiu uma das suas magistrais exibições na Cidade do Vaticano, em 2007, tocando para o Papa Bento XVI e seus convidados (o concerto está comercialmente disponível).
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Jovem simples, de irradiante simpatia, amiga das pessoas e dos animais, Hilary é dotada de bom senso e de sentido de humor, sobretudo quando opina sobre o mundo, frequentemente hermético, da música clássica. Ela gostaria de ver aparecer nos concertos alguns espectadores de jeans e carregados de correntes, porque, segundo diz, é importante que a música chegue e pertença a todas as opções culturais: "certas pessoas esquecem, às vezes, que isto só diz respeito a música, não à forma como se age ou como se veste".
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No entanto, ela espera um silêncio absoluto da plateia durante as execuções. Esclarece que isso não tem a ver com eventual snobismo ou com um respeito sagrado pela música, mas apenas com o desejo de que todos - inclusive os que tocam - possam ouvi-la. E, com o humor habitual, remata: "Música boa pode ser muito aconchegante e relaxante. Pode-se até dormir - desde que não se ressone..."
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O violino de Hilary Hahn é uma cópia de um exemplar utilizado por Paganini.
Usa arcos do americano Salchow e dos franceses Ouchard, Jombar e Miquel.
Quanto às cordas, utiliza as marcas Dominant (revestidas de alumínio ou de prata) e Pilastro Gold Label (na corda mi).
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Hilary e a mãe, Anne, um dos dois pilares da sua carreira, desde os 3 anos. O outro pilar é o fenomenal talento com que veio ao mundo...
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A peça abaixo é um impressionante cartão de visita de Hilary Hahn.
Trata-se do Concerto para Violino e Orquestra, Op. 64, de Mendelssohn: 27 minutos de puro deleite e uma espantosa manifestação de virtuosismo da jovem e encantadora solista de violino, que "arrasta" a orquestra, o maestro, a sala e cada um de nós...
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Para aqueles que não tenham tempo para seguir a peça inteira ou que pura e simplesmente não apreciem por aí além a chamada "música clássica", recomendamos pelo menos a audição de três curtos momentos:
 
1.º - os primeiros 2' - 30" de gravação;
 
2.º - dos 12' aos 13'-20";
 
3.º - dos 25' aos 27'-22" (o empolgante final)
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Quando arranjarem tempo não deixem de ouvir na íntegra.
Hilary merece - e verão que terá valido a pena...
 
(CT  e AC)
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Recolha e apresentação de Super Theseus

(CLIQUE DUAS VEZES NA IMAGEM PARA AMPLIAR)
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