domingo, 16 de maio de 2010

Um Grande Feito dos Portugueses - A Descoberta do Caminho Marítimo para a Índia (1497-1498)

. . Partida de Vasco da Gama para a Índia (Roque Gameiro)
No dia 8 de Julho de 1497, uma armada comandada pelo português Vasco da Gama partiu de Lisboa em busca do caminho marítimo para a Índia. A frota era constituída pela caravela Bérrio, pelas naus S. Rafael e S. Gabriel (esta capitaneada por Vasco da Gama) e, ainda, por um navio de transporte de mantimentos que deveria ser incendiado depois de vazio.
O objectivo consistia em chegar, por mar, a Calecute, na Índia, circundando o Continente Africano pelo cabo da Boa Esperança, no extremo sul da África.
O rei português, D. Manuel I, teria escolhido esta cidade de Calecute a partir das presumíveis informações que o seu antecessor (D. João II) recebera de Pêro da Covilhã, um explorador lusitano que conseguira chegar por terra a tão longínquas paragens. Pêro da Covilhã não podia ter deixado de verificar que a cidade era um entreposto vital em todo o comércio do Oriente, disseminado por uma complexa rede, com linhas que penetravam no golfo Pérsico e no mar Vermelho, outra que se dirigia para o golfo de Cambaia, e ainda outras duas que se dirigiam para Bengala e para Malaca – sendo esta a mais importante quanto ao abastecimento de mercadorias.
O plano do rei de Portugal consistia em interferir nesta teia de relações comerciais e tomar a sua condução. Vasco da Gama levava cartas do rei português para o soberano de Calecute (o Samorim).
Álvaro Velho, um dos tripulantes portugueses, escreveu um Roteiro da viagem. E registou assim os primeiros momentos da mesma:
Em nome de Deus, ámen.
Na era de 1497 mandou el-rei D. Manuel, o primeiro deste nome em Portugal, a descobrir, quatro navios, os quais iam em busca da especiaria; dos quais navios ia por capitão-mor Vasco da Gama, e dos outros, de um deles, Paulo da Gama, seu irmão, e de outro, Nicolau Coelho.
Partimos de Restelo um sábado, que eram 8 dias do mês de Julho, da dita era de 1497, nosso caminho – que Deus Nosso Senhor deixe acabar em seu serviço.
Ámen..
As rotas da grande viagem de Vasco da Gama (ida e regresso). No lado esquerdo da imagem (a vermelho) está assinalado o extremo oriental do Brasil, que o português Pedro Álvares Cabral descobriria três anos mais tarde.
Numa longa viagem de mais de 10 meses, os navegadores portugueses passariam, ao fim de uma semana, pelas Canárias, vogando a poente da ilha de Lanzarote. Rumaram depois para sul, na direcção de Cabo Verde, tendo ancorado para reabastecimento, no porto de Santa Maria, a 27 de Julho. Levantaram de novo âncora a 3 de Agosto.
Para se internarem no Atlântico Sul, os Portugueses enfrentavam um adversário temível: os fortíssimos ventos de sudeste, que poderiam empurrar a frota para as Antilhas. Para os evitar, descreveram, a partir aproximadamente da latitude da Serra Leoa, uma extensa volta para sudoeste (ver mapa acima), passando ao largo do que seria mais tarde conhecido como o cabo de Santo Agostinho, no Brasil (então ainda por descobrir).
(NOTA: Três anos mais tarde, também numa viagem para a Índia, Pedro Álvares Cabral alongaria esta volta um pouco mais para poente – e assim descobriria o Brasil. Aliás, a presença dessa nova terra parece já pressentida no Roteiro de Álvaro Velho. De facto, a 22 de Agosto de 1497, quando a armada navegava muito ao largo da costa brasileira, ele faz referência a muitas aves, que quando chegou a noite voaram rijamente para su-sudoeste, como aves que iam para terra. A missão dos navegadores de Vasco da Gama era, porém, precisa: descobrir o caminho marítimo para a Índia. Se assim não fosse, o Brasil poderia ter entrado nas cartas marítimas portuguesas e universais com três anos de antecedência)..Após a grande volta que deram para contornarem a perigosa zona de ventos contrários, os navios portugueses avistaram pela primeira vez o Continente Africano às nove horas da manhã do dia 4 de Novembro de 1497, acontecimento que deu lugar a grandes manifestações de regozijo.
Navegando sempre para sul, a armada veio a ancorar, quatro dias mais tarde, na baía de Santa Helena. Com cerca de quatro meses de navegação, esta pausa tornara-se necessária para tomar água e lenha e limpar e recuperar os navios. Estendeu-se até 16 de Novembro, período em que se estabeleceu contacto com as populações negras locais.
Iniciada a viagem ao longo da costa africana, os navegadores avistaram a 18 de Novembro o cabo da Boa Esperança, no extremo sul da África, mas só o conseguiram dobrar no dia 22, depois de pelo menos uma tentativa frustrada para o fazerem, em virtude de as condições do tempo serem desfavoráveis..A armada chegou a 25 de Novembro à angra de S. Brás, onde ancorou e permaneceu treze dias. Nesta angra desfizemos a nau que levava os mantimentos e os recolhemos aos navios, explica Álvaro Velho no seu Roteiro.
Também aqui se estabeleceu contacto com a população local, a quem as tripulações davam guizos e que lhes pareceu muito sociável, tendo alguns dos negros vindo receber as prendas das mãos do próprio capitão-mor. Vasco da Gama chegou a sair em terra, trocando barretes vermelhos e guizos por pulseiras de marfim, entusiasmando desse modo a população para um contacto pacífico:
Vieram obra de duzentos negros, entre grandes e pequenos, e traziam cerca de doze reses, entre bois e vacas, e quatro ou cinco carneiros; e nós, quando os vimos, fomos logo em terra. E eles começaram logo a tanger quatro ou cinco flautas, e uns tangiam alto e outros baixo, de maneira que concertavam muito bem; e bailavam como negros.
Restava a Vasco da Gama meter água a bordo, erigir um padrão na angra e avançar para o oceano Índico. Assim fez, reiniciando a viagem a 7 de Dezembro. No dia 25 deste mês, avistaram a terra que ainda hoje tem o nome de Natal, em memória da data em que foi descoberta pelos Portugueses.
A 11 de Janeiro de 1498, os navios chegavam ao rio do Cobre (actual Inharrime) e à Terra da Boa Gente, assim baptizada pelos navegadores devido à amabilidade e hospitalidade dos nativos. O contacto foi tão fácil que alguns dos tripulantes chegaram a visitar uma aldeia, onde pernoitaram e de onde saíram carregados de presentes para o capitão-mor (Gama)..Vasco da Gama avistando o cabo da Boa Esperança (Ernesto Condeixa)
Após cinco dias ancorados na barra do Inharrime, provendo-se de água com a desinteressada ajuda da gente local, retomaram a navegação, agora para norte, subido ao longo da costa oriental do Continente Africano.
A Bérrio chegou ao rio dos Bons Sinais (Quelimane) a 23 de Janeiro; a S. Rafael e a S. Gabriel apareceram no dia seguinte.
Pelos pormenores da narrativa de Álvaro Velho, infere-se que tiveram aqui os primeiros contactos com gente islamizada. Durante os trinta e dois dias que a armada aí se deteve não faltaram oportunidades para intentar, com êxito, boas relações de amizade com a população.
Largando de novo a 24 de Fevereiro (1498), a armada foi aportar à ilha de Moçambique no dia 2 de Março. Aqui ocorreu o primeiro encontro directo com a navegação comercial árabe no Índico. De facto, e como se diz na narrativa, estavam aqui, em este lugar, quatro navios deles (de mouros brancos) que traziam ouro, prata, cravo, pimenta, gengibre, e anéis de prata com muitas pérolas, e aljôfar e rubis”.
Vasco da Gama procurou cativar o sultão da ilha de Moçambique com vários presentes, a fim de obter pilotos que o guiassem e levassem até Calecute, na Índia. E dois pilotos chegaram realmente a ficar a bordo das naus, a troco de trinta meticais de ouro e de dois capotes com capuz, que os mouros muito apreciavam. Para ter a certeza de os não perder e de dispor sempre de um refém, o capitão decidiu reter um deles a bordo todas as vezes que o outro fosse a terra. Mas de nada valeu a precaução. A 11 de Março, depois de terem ouvido missa, dois batéis em que seguiam o capitão-mor e Nicolau Coelho foram atacados por vários barcos bem armados. Vasco da Gama prendeu logo o piloto que tinha consigo e respondeu à ameaça com tal prontidão que os atacantes se viram compelidos a buscar refúgio em terra firme.
Vasco da Gama e o Piloto Árabe (José Malhoa)
Escreve Álvaro Velho, no Roteiro, que a boa recepção inicial dos senhores locais se ficou a dever ao facto de então lhes ter parecido que nós éramos turcos ou mouros (…) e que depois que souberam que éramos cristãos, ordenaram de nos tomarem e matarem à traição.
Depois de várias contrariedades, e já com a tripulação cansada e doente (mais de 8 meses de viagem), a armada portuguesa largou de Moçambique no dia 29 de Março de 1498, com um piloto mouro que teria sido instruído pelos seus para enganar Vasco da Gama sempre que lhe fosse possível; e por isso veio a ser açoitado em uma ilha que ele dizia ser terra firme.
Os navegadores chegaram a Mombaça ao cair da tarde de 7 de Abril. Prudentemente, ficaram fora do porto – e foi isso que lhes valeu. Embora as relações com o soberano desta terra aparentassem cordialidade, com trocas de presentes e visitas recíprocas, a verdade é que na cidade tudo estava preparado para aniquilar a armada, o que Gama só conseguiu evitar por ter deixado os navios no exterior do porto.
A armada saiu de Mombaça a 13 de Abril (1498), chegando a Melinde, ainda na costa africana, dois dias mais tarde, no Domingo de Páscoa. Nesta terra, o capitão-mor teve a vida facilitada. O rei local mandou-o saudar por um emissário de categoria, enviando-lhe também, como presentes, seis carneiros, além de amostras de cravo, cominhos, noz-moscada, gengibre e pimenta. Em retribuição foram remetidas para terra diversas ofertas – os inevitáveis guizos, mas também corais, bacias e, até, um chapéu.
Passada uma semana, e não obstante as festas e as manifestações de amizade, o rei ainda não cumprira a promessa de fornecer a Vasco da Gama um piloto experimentado para atravessar o Índico até Calecute. O capitão-mor resolveu forçá-lo ao cumprimento da promessa, retendo a bordo um conselheiro do rei que ali fora visitá-lo, e fazendo saber que só o libertaria em troca de um piloto. Diz Álvaro Velho: El-Rei mandou logo um piloto; e o capitão deixou ir aquele fidalgo que tinha retido no navio. E folgámos muito com o piloto que El-Rei nos mandou..
.Só a 24 de Abril, dez dias depois de terem arribado a Melinde, os três navios largaram para atravessarem finalmente o Índico rumo à Índia. Aproximaram-se da cidade de Calecute pela tarde do dia 20 de Maio de 1498, depois de terem avistado pela primeira vez terra indostânica na manhã desse dia memorável.
Após mais de dez meses de viagem, os Portugueses tinham atingido plenamente o seu alvo, realizando a fantástica proeza de unir, por mar, a Europa à Ásia, descobrindo a rota para a Índia, seu objectivo longamente planeado (a preparação vinha já do tempo de D. João II, soberano ao qual deve ser atribuído o maior mérito desta realização)..
Chegada de Vasco da Gama a Calecute (Roque Gameiro)
Os propósitos últimos dos Portugueses consistiam em intervir e dominar o comércio da área, substituindo-se aos Árabes e aos Turcos, o que acabariam por conseguir ao cabo de muitas dificuldades. No entanto, naquela altura, apenas cumpria a Vasco da Gama tomar contacto directo com a terra e com o rei de Calecute, e negociar com este um acordo comercial, instalando ali uma feitoria portuguesa, se tal fosse possível, a fim de iniciar o comércio das especiarias. Vasco da Gama (Domingos Rebelo)
Vasco da Gama em breve se avistaria com o rei de Calecute, o Samorim (nome que significa Senhor dos Mares). Este decidiu receber o capitão-mor em audiência, com mais treze dos seus companheiros, no dia 28 de Maio de 1498. Álvaro Velho, o autor do Roteiro, fazia parte do séquito de Gama nesta embaixada.
A recepção em terra foi honrosa para o capitão-mor. Deram-lhe um palanquim para a viagem até Calecute e, em Capua, a meio da jornada, entraram num templo que pelo menos alguns dos Portugueses pensaram tratar-se de uma igreja cristã (Álvaro Velho foi um dos que acreditaram nisso, referindo que dentro estava uma imagem pequena (…) que era Nossa Senhora).
João de Sá, estando de joelhos, ao ver a fealdade de algumas das imagens que ornavam a igreja, disse para Vasco da Gama: se isto são diabos, eu cá adoro o Deus verdadeiro, ao que o capitão-mor respondeu com um sorriso.
Vasco da Gama perante o Samorim (Veloso Salgado)
Finalmente, os viajantes chegaram à residência do Samorim. Para se avistarem com ele tiveram de passar quatro portas, sendo na última recebidos por um velho, que abraçou o capitão-mor. Vasco da Gama fez a reverência ao Samorim à maneira da Índia, que Álvaro Velho descreve no Roteiro: “a qual é juntar as mãos e levantá-las para o céu, como costumam os Cristãos levantar a Deus.
Pode-se dizer que a audiência se passou do melhor modo, tendo mesmo o capitão-mor conseguido que o Samorim recebesse directamente a carta de D. Manuel, e não através dos validos que com ele estavam, segundo mandava o costume da terra. No discurso que fez, Vasco da Gama elogiou quanto pôde o reino de Portugal. De acordo com as suas palavras, D. Manuel I, senhor de muita terra, também era muito rico de todas as coisas, mais do que nenhum Rei daquelas partes…”. E foi por aí adiante na descrição, distorcendo por vezes, como é uso da diplomacia, os caminhos da verdade. Fosse como fosse, o Samorim pareceu impressionado com esta fala: desejou boas vindas aos navegadores e prometeu que mandaria com eles uma embaixada a Portugal.
Apesar destes começos promissores, não tardariam as dificuldades neste convívio novo. Algumas terão ficado a dever-se a equívocos de comunicação que os intérpretes não souberam resolver. Mas, na maior parte dos casos, não foi difícil descortinar as intrigas perpetradas pelos comerciantes muçulmanos que haviam dominado até então os negócios da zona. Eles pressentiam, com razão, que estes estranhos homens do ocidente estavam ali para concorrerem com eles e para lhes arrebatarem a parte de leão dos lucros.
Sucederam-se os episódios desagradáveis, alguns até ameaçadores para os recém-chegados. O Samorim, com uma política de sinuosa dissimulação, mostrava-se vulnerável às manobras dos muçulmanos. Contudo, antes de levantar âncoras para a viagem de regresso, Vasco da Gama recebeu uma carta do Samorim, dirigida ao rei de Portugal, que, apesar da sua singeleza, era amável e prometedora. Dizia assim, segundo Álvaro Velho: Vasco da Gama, fidalgo da vossa Casa, veio à minha terra, com o que eu folguei. Em minha terra há muita canela e muito cravo e gengibre e pimenta e muitas pedras preciosas. E o que eu quero da tua é ouro, e prata, e coral, e escarlata.Vasco da Gama
A armada partiu para Portugal no dia 29 de Agosto de 1498, naquilo que seria uma viagem atribulada, com dificuldades na travessia do Índico. A nau S. Rafael, que se julga ter sofrido um rombo, teve de ser destruída em Mombaça. O irmão do capitão-mor, Paulo da Gama, veio a falecer nos Açores.
Assim, só em finais de Agosto ou mesmo já em Setembro de 1499 reentrou Vasco da Gama em Lisboa, mais de um mês depois da chegada da Bérrio, que se adiantara. O rei D. Manuel I recebeu-o e cumulou-o de honrarias e privilégios. E o soberano pôde acrescentar ao seu título de rei de Portugal o de Senhor da Conquista, Navegação e Comércio da Etiópia, Arábia, Pérsia e Índia.
Com efeito, os Portugueses não tardariam a regressar ao Oriente para dominarem, durante décadas, as vias comerciais até então dominadas pelos Muçulmanos. Esta primeira viagem de Vasco da Gama à Índia, estabelecendo contacto directo com os países orientais, teve, pois, consequências importantíssimas, influindo e alterando profundamente toda a política, comércio e ciência da época. As grandes repúblicas italianas, com Veneza à cabeça, que tinham sido até então o centro do comércio europeu com o Oriente (por terra), de que lhes advinha toda a riqueza e poderio, cedo viram reduzida a sua importância, substituídos pelos Portugueses. Mesmo os grandes banqueiros passaram a instalar-se em Lisboa..
Túmulo de Vasco da Gama (Mosteiro dos Jerónimos - Lisboa - Portugal)
O perigo muçulmano para a Cristandade (com os Turcos, senhores de Constantinopla, ameaçando submergir a Europa) tornou-se menos inquietante com a perda da hegemonia no Índico. O seu poderio ficou abalado. Nunca mais dominariam o comércio da Ásia, que tinham tido quase exclusivamente nas suas mãos. O acesso às terras das especiarias foi-lhes barrado, sendo os seus navios interceptados pelo novo poder.
À foz do rio Tejo, em Lisboa, afluíam todos os anos as mais variadas e valiosas especiarias, vindas da Índia, de Ceilão, das Molucas; e os mais ricos tecidos de Cambaia; e as mais belas porcelanas e sedas da China. A vida e a mentalidade europeias sofreram forte alteração, alargando os seus horizontes, criando novos padrões culturais e novas maneiras de encarar o mundo. O que até então fora privilégio dos ricos passou a ser acessível a outras camadas da população.
Na ciência náutica e na geografia houve um poderoso avanço. Na arquitectura e na pintura criaram-se novos motivos e estilos. Na literatura floresceram os relatos respeitantes a outras terras, a outras gentes, a outros hábitos.
O encontro de culturas diferentes foi o primeiro e grande passo para a unificação da Humanidade. Os homens iriam ficar a conhecer-se melhor, pela troca de ideias, de costumes, de conhecimentos de toda a ordem, alargando a sua até então acanhada visão do mundo, num enorme deslumbramento. Por tudo isto, a viagem de descobrimento do caminho marítimo para a Índia é um acontecimento que, mais do que à história de Portugal, pertence a todos os homens, à história da Humanidade...
Fontes:.
1- Navegadores, Viajantes e Aventureiros Portugueses (1.º vol.) - Luís de Albuquerque - Círculo de Leitores- Lisboa.
2 - Dicionário de História dos Descobrimentos Portugueses (1.º vol.) - Direcção de Luís de Albuquerque - Editorial Caminho - Lisboa.
3 - Roteiro da Primeira Viagem de Vasco da Gama - Álvaro Velho - Publicações Europa-América- Lisboa.
4 - História do Descobrimento e Conquista da Índia Pelos Portugueses - Fernão Lopes de Castanheda - Lello & Irmão Editores - Porto.
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1 comentário:

Observador Céptico disse...

Será que tão destemidos marinheiros, que assim se aventuravam nas vagas desconhecidas, pertenciam ao mesmo povo triste e encolhido que hoje habita este rectângulo sem esperança? Não dá para acreditar! E, então, se pensarmos na qualidade dos líderes de um e outro tempo... Valha-nos Deus!