sábado, 5 de dezembro de 2009

Túmulos dos Reis Católicos (Capela Real da Catedral de Granada - Espanha)

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Isabel (1451-1504) e Fernando (1452-1516)
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Reis de Castela, Leão e Aragão a partir de 1474.
Estreitamente aparentados com a Casa Real portuguesa.
Foram as figuras basilares da união do reino de Aragão com o de Castela e Leão.
A eles se deve o ataque definitivo ao poder muçulmano na Península Ibérica (conquista de Granada em 1492).
Protegeram Cristóvão Colombo (que acabaria por chegar às Américas).
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Em primeiro plano, o túmulo dos Reis Católicos.
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Em segundo plano, os túmulos da sua filha e sucessora (Juana de Castela, ou Juana, a Louca) (1479-1555) ao lado de seu marido, Filipe, o Formoso (1478-1506).
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Outra perspectiva dos túmulos.

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Debaixo dos túmulos acha-se a cripta com os caixões de chumbo em que repousam os restos mortais das quatro figuras reais.
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Também aqui está o pequeno caixão de Miguel da Paz (filho do rei de Portugal, Manuel I, e de uma filha dos Reis Católicos, Isabel), que faleceu com cerca de dois anos.
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Este rapazinho, neto dos Reis Católicos, chegou a ser jurado herdeiro simultâneo das Coroas de Portugal, de Castela e de Aragão.
Só a sua morte precoce impediu a União Ibérica (aceite, na altura, por todas as Casas Reais envolvidas).
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5 comentários:

ascendens disse...

Reis Católicos muito pouco católicos.

Cavaleiro da Torre disse...

Caro Ascendens, o Papa achou que eles eram, por isso lhes atribuiu oportunamente o título. Mas creio perceber a razão do seu conciso comentário - que é, de resto, aplicável a grande parte das figuras reais da época, incluindo as portuguesas. De facto, se tentarmos aferir do "catolicismo" daqueles monarcas a partir das suas acções políticas, é de crer qie acabassem quase todos irremediavelmente condenados às eternas penas do Além. Não concorda?
Obrigado pelo comentário.

ascendens disse...

Desculpe que na resposta anterior esqueci dizer qual o maior motivo pelo qual foi tão fácil levar os portugueses a votar no inimigo comum. Mas fica para outro dia, apenas fica o tema: o "1717 da Igreja".

Permita-me discordar com praticamente tudo o que afirmou no seu comentário. E explico-me:

1 - Os Papas não tinha dado esse tipo de título anteriormente. Isabel a Católica, que no meu entender é um embuste, tinha do seu lado o Papa mais corrupto da história. O papa Alexandre VI, espanhol, que, graças a Deus, não corrompeu nada relativo à Doutrina, usou apenas das influências mais "externas" e viveu indignamente o cargo que nem assim conseguiu corromper. Eis a facilidade da atribuição do título. Mas não é por acaso que o título é "Catolico"... pois como bem sabemos, ésta é uma das chamadas "notas da Igreja" que significa "universalidade". Isabel sempre foi guiada por uma rivalidade interior, diria mesmo inveja, contra os feitos de Portugal. O título de "católica" passaria definitivamente para ela o maior atributo dos portugueses.

ascendens disse...

2 - Dos Reis dessa época temos grandes exemplos e temos exemplos pouco bons. Mas contudo eram capazes de dar bons exemplos. A própria Isabel a Católica, apesar de tudo governou bem o seus súbditos. Quando digo "governar bem" não me refiro à economia, refiro-me aos valores que nesse tempo eram reconhecidos. Lebre-mo-nos que a salvação da alma para um católico é mais importante que a "salvação do corpo", mesmo que esta ideia esteja muito esquecida actualmente.

3- Hoje há um grande problema quanto à leitura da história. Em primeiro lugar haveria que ser realmente católico para ver que muitas das coisas que hoje os historiadores dão como más são na verdade boas e vice versa. O que passa é que há uma inversão de valores, inegavelmente. Ora temos casos de políticos que são hoje aclamados como bons quando são realmente criminosos. J+a nas repostas que estamos a cruzar dei conta de situações destas. O cavaleiro declara BOM o que catolicamente é tido como MAU e vice versa (desculpe a frontalidade). Portanto não sei se adiantará julgar monarcas, porque nem há vontade de o fazer segundo a Lei que eles professaram nem sequer nós estamos em condições de reconhecer a Lei que professámos (os católicos). E ainda, se o julgamento é feito por leis opostas, não são verdadeiramente legítimas e boas. Parece radical certamente ...

Quanto ás eternas penas ninguém sabe, porque o arrependimento sincero a Deus, na última hora, alcança o perdão mesmo o pecado mortal. Pena daqueles que nem sabem que podem arrepender-se e ser perdoados pelo Sumo Bem, Suma Verdade, Sumo Amor e Suma Beleza (os atributos divinos).

Foi bom comentar. Obrigado eu.

Anónimo disse...

Parabéns Ascendens, deu uma aula de história agora :)