domingo, 29 de novembro de 2009

O Grande Salto da Humanidade - Ardi, a Mãe Mais Antiga (4,4 milhões de anos)

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A história da Humanidade voltou a recuar no tempo agora que os cientistas concluíram o estudo de Ardi, um hominídeo (fêmea) que viveu há 4,4 milhões de anos numa região de África que actualmente faz parte da Etiópia.
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Com 1,20m e 50 quilos, esta fêmea vagueou pela floresta milhões de anos antes da famosa Lucy, nome de baptismo do esqueleto de um outro hominídeo descoberto em 1974, tido até agora como o mais remoto antepassado do Homem.
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O estudo de Ardi lançou uma nova luz sobre a evolução do Homem, disse o antropólogo C. Owen Lovejoy da Universidade de Kent, EUA.
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Ao contrário do que se pensava até agora, o antepassado mais remoto do homem não será um grande símio semelhante a um chimpanzé.
Com efeito, os cientistas garantem agora que o Homem e o chimpanzé terão seguido caminhos paralelos a partir de um antepassado comum.
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"Ardi não é esse antepassado comum, mas nunca tínhamos chegado tão perto", afirmou Tim White, director do Centro de Investigação da Evolução Humana da Universidade da Califórnia em Berkeley, EUA.
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White acredita que essa criatura, a partir da qual Homem e macaco evoluíram, terá vivido há cerca de seis ou sete milhões de anos.
Mas Ardi tem muitos traços que actualmente não se encontram nos actuais macacos africanos, o que permite concluir que estes terão evoluído consideravelmente desde que partilharam com o Homem o tal antepassado comum.
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O estudo de Ardi, que começou em 1994, ano em que foram descobertos os primeiros ossos, permitiu concluir que viveria na floresta e que poderia subir às árvores usando os membros superiores e inferiores, mas o desenvolvimento dos seus braços e pernas revelou que ela e os companheiros passariam pouco tempo empoleirados.
No solo, eram capazes de caminhar sobre os membros inferiores.
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Sob a designação científica Ardipithecus Ramidus, que significa "símio do chão", foi esta descoberta cientificamente documentada em 11 artigos publicados em princípios de Outubro de 2009 na revista Science.
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