terça-feira, 26 de maio de 2009

Descobrimento do Brasil pelos Portugueses (2) - Com um sorriso...

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Uma História do Brasil Através da Caricatura - Bom Texto - Letras e Expressões Editoras.
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9 comentários:

ascendens disse...

Não entendo porque há brasileiros que não moram na selva nem andam de tanga e nem moram em cabanas.

Nem entendo como os actuais brasileiros pensam ser descendentes dos selvagens e não serem descendentes de portugueses.

Se os portugueses ocuparam ilegitimamente a terra dos "índios" temos de reconhecer que os brasileiros o continuam a fazer.

Cavaleiro da Torre disse...

Caro Ascendens, não sou advogado dos Brasileiros, pelo que deixo ao cuidado de algum dos que nos lêem a tarefa de responder-lhe mais especificamente. Por minha parte só comento que há Brasileiros das mais variadas ascendências (e ainda bem). Eles são um mosaico de raças: vêm de Portugueses (como diz), mas também de Japoneses, de Turcos, de Italianos, de Sírios, eu sei lá... Olhe, milhões deles descendem dos escravos negros de Angola (minha terra natal, tal como de várias gerações de antepassados meus). Pessoalmente não consigo olhar como estrangeiro um povo que compartilhou connosco 322 anos da sua história e que fala (ainda por cima com a graça tropical)o mesmo idioma que eu falo. Tal como me sucede com Cabo-Verdianos, São-Tomenses, Moçambicanos, Timorenses, Guineenses e, por maioria de razão, com os Angolanos... De resto, o Brasil foi a terra de salvação de milhões de Portgueses. Quanto às riquezas que Portugal de lá extraiu (o ouro, os diamentes, etc.) só é pena o criminoso desperdício que aqui foi praticado - em obras sumptuárias, em luxos, em exibicionismos de novos-ricos, totalmente improdutivos... E disso, garanto-lhe, nenhum Brasileiro tem culpa.
Para acabar, confesso que acho graça às "piadas de português" que eles contam. É fenómeno comum à maior parte dos habitantes de antigas colónias, estou certo de que não corresponde a aversão autêntica. Obrigado pelo seu comentário.

ascendens disse...

Caro Cavaleiro,

Começou por retirar-se de partidarismos mara marchar para eles. Para simplificar irei por partes:

1 -"Por minha parte só comento que há Brasileiros das mais variadas ascendências (e ainda bem)". Não há nenhum motivo para louvar as muitas ou poucas proveniências genéticas. Contudo há motivos para não louvar as várias proveniências culturais se isso significa louvor a qualquer tipo de cultura.

2 - "Eles são um mosaico de raças: vêm de Portugueses (como diz), mas também de Japoneses, de Turcos, de Italianos, de Sírios, eu sei lá... ". Há unicamente motivo de contentamento por isto se isso significa que as várias culturas pagãs tiveram a ganhar ao converterem-se na civilização cristã, caso contrário esse bonito mosaico passa a ser um caos (e em parte sabe bem que tem sido assim). É louvável apenas o que é bom e a variedade pela variedade não é qualidade alguma. Quando eu me referi à "Se os portugueses ocuparam ilegitimamente a terra dos "índios" temos de reconhecer que os brasileiros o continuam a fazer" tinha isso em conta: no Brasil não devem contar as raças mas sim o princípio civilizacional cristão que originou o Brasil como província, reino e "império".

3 - "Pessoalmente não consigo olhar como estrangeiro um povo que compartilhou connosco 322 anos da sua história", esta afirmação é "impossível... pois o único povo brasileiro antes da independência do Brasil é o povo português! Logo não podemos dizer que o povo portugues NO Brasil partilhou CONNOSCO alguma coisa, pois tal como atestam os documentos históricos, o Brasil era uma província tal como o Algarve. Não queira dizer que os algarvios têm partilhado com os portugueses todos estes anos, por exemplo! Um moçambicano era um português como qualquer outro português. Um ribatejano, um lisboeta foram e são portugueses sem deixarem de ser lisboeta e ribatejano... A partir do momento em que é feita uma INDEPENDÊNCIA (a palavra diz tudo) uma certa parte do corpo torna-se autónoma em relação a esse corpo passando a formar por si um organismo. Portanto nao vejo outra forma de dizer a coisa: os portugueses do Brasil, sendo eles de sangue africano ou europeu ou americano, vivos antes da independência do Brasil, foram TODOS portugueses!
(continuação) >

ascendens disse...

3 - "Pessoalmente não consigo olhar como estrangeiro um povo que compartilhou connosco 322 anos da sua história", esta afirmação é "impossível... pois o único povo brasileiro antes da independência do Brasil é o povo português! Logo não podemos dizer que o povo portugues NO Brasil partilhou CONNOSCO alguma coisa, pois tal como atestam os documentos históricos, o Brasil era uma província tal como o Algarve. Não queira dizer que os algarvios têm partilhado com os portugueses todos estes anos, por exemplo! Um moçambicano era um português como qualquer outro português. Um ribatejano, um lisboeta foram e são portugueses sem deixarem de ser lisboeta e ribatejano... A partir do momento em que é feita uma INDEPENDÊNCIA (a palavra diz tudo) uma certa parte do corpo torna-se autónoma em relação a esse corpo passando a formar por si um organismo. Portanto nao vejo outra forma de dizer a coisa: os portugueses do Brasil, sendo eles de sangue africano ou europeu ou americano, vivos antes da independência do Brasil, foram TODOS portugueses!

4 - "Olhe, milhões deles descendem dos escravos negros de Angola". Portanto portugueses depois de resgatados de uma vida selvagem de adoração de demónios e essas coisas que os santos e os missionários tratavam de sanar dando a vida pela conversão das almas.

(continua)

ascendens disse...

5 - A questão do idioma é apenas uma marca de uma civilização que deveria ser ainda hoje olhada como motivo de uma certa unidade. Mas não, fala-se apenas de "língua comum", "histórias passadas que se cruzaram",e, portanto, uma eterna divisão querida fazer entender-se mais no passado e menos no presente. Olhe bem a que loucura nos querem sujeitar: antes estávamos todos separados e agora sim estamos unidos. Não foi nada disso, pelo contrário, foi uma civilização que é muito superior à língua, foi a cristianização, a civilização dos cristãos (Europa) pela mão dos lusitanos. Mas porque motivo não se diz isto como SEMPRE se disse antes? Porque a civilização hoje, na Europa, foi gradualmente tomada:veio a protestantismo, depois o liberalismo e o racionalismo, o relativismo e o modernismo, sempre com a mão da maçonaria corroendo séculos edificados, foi monarquia liberal (que já não é bem monarquia), foi a república e, eis que veio a entrega das colónias por cedência ao interesse comunista e maçom (nada mais que isso). Por este motivo os jovens hoje são educados com uma mentalidade que há 200 anos faria corar qualquer um, nos chamariam de loucos e perturbados certamente. Fala-se da escravatura como algo necessariamente mau, por exemplo,mas nenhum católico se dignou ler o que o próprio S. Paulo recomenda aos escravos e aos senhores. Parece que a história da escravatura, chamada naquele tempo de RESGATE, quando era legítima e para bons fins, começou apenas no momento em que a maçonaria estava interessada em recontar a história.Na Europa a escravatura era uma costume há séculos, sempre esteve presente nas civilizações mais remotas e isso já é suficiente para que os historiadores olhem esse fenómeno segundo os factos e não segundo a mentalidade contemporânea. A história hoje é um revisionismo negro que não respeita as fontes, as mutila, faz mil suspeitas sobre os autores e as pessoas daqueles tempos. Não podemos continuar a interpretar as fontes segundo o pensamento contemporâneo. Basta de acreditar que somos os génios e que os antigos eram menos inteligentes e menos aptos ou com menos conhecimento. Provavelmente a grande maioria na Europa eram pessoas bem melhores que nós.

(continua)

ascendens disse...

6 - "Quanto às riquezas que Portugal de lá extraiu (o ouro, os diamentes, etc.) só é pena o criminoso desperdício que aqui foi praticado - em obras sumptuárias, em luxos, em exibicionismos de novos-ricos, totalmente improdutivos... E disso, garanto-lhe, nenhum Brasileiro tem culpa." Quando diz que os portugueses "lá extraíram" não sei se está a dizer que esse "lá" e esses "portugueses" são como antagónicos. Ou seja, que os portugueses estariam em território alheio (o território dos brasileiros)! Se é essa a interpretação, lamento, pois os portugueses estavam em território nacional. Os portugueses na província do Brasil não só extraíram ouro como o aplicaram, como construíram igrejas, mosteiros, organizaram capitanias, cidades, construíram muitas coisas.

ascendens disse...

Por isso, enquanto uns estão interessados em falar do "ouro extraído", e ele não serve para nada se não for extraído,eu prefiro ouvir falar no que construíram, porque o principio da não existência não é argumento para nada. Eu não culpo os brasileiros, como não culpo os portugueses por serem católicos e terem preferido dar a Deus a preferência dos gastos, gastos que bem gastos mais são investimentos. Percas são aqueles gastos louvados hoje por aqueles que pensam que a cidade de Deus não é oposta à cidade do homem, por compram a morte pensando que é vida. Sei que hoje mais é louvado o desgraçado Marques de Pombal. Curiosamente esses que foram em tempos louvados apenas em segredo por uma minoria revoltosa e que hoje são louvados publicamente e possuem estátuas imortais para assinalar a força dos "novos" dogmas jacobinos, são tambem aqueles que, por exemplo, afrontaram a Igreja e impediram a construção de igrejas para o culto a Deus (criador até dos miseráveis). Isto não é visível? Não há aqui uma contradição, um duelo entre bem e mal? Não há uma quantidade gigantesca de pessoas que que vão sendo adormecidas e um consequente vingar de uma outra mentalidade que desde há muiiiito tempo se manifestou como "anticatólica"? Em que acreditamos afinal? Acreditamos no mesmo que acreditavam os nossos antigos Reis? Lemos e rezamos os seus livros de orações? Ou, pelo contrário antes achamos que essas crenças são desprezíveis, esses livrinhos de orações e de doutrinação são horríveis e cheios de superstição? Mas então temos um perigo... são aqueles que escreveram a história e não acreditavam na crença comum dos portugueses que foram promovidos como os historiadores de excelência.

ascendens disse...

Hoje os historiadores escrevem sobre o passado com a mentalidade do presente, adaptam as fontes ao seu pensamento, e se dantes o fizeram por mal hoje não têm noção de que o mal está na forma de pensar e já não tem que estar na intenção. Hoje o pensar comum é fruto de um esforço errado, que vingou. Veja o crime do regicídio, é um crime, mas é louvado e apoiado com os mais incríveis disparates. Mas o senhor chama de criminoso ao uso do nosso ouro do Brasil para, por exemplo, fazer maior culto a Deus que nos tinha designado com uma grande missão histórica em Ourique? Está contra e a favor de quem afinal? Sabe que obtivemos o título de Fidelíssimos à coroa de Portugal? Que obtivemos o maior título na Igreja com o patriarcado de Lisboa? Isso não é sinal do reconhecimento de que afinal somos um império civilizacional cristão de grande importância na história da humanidade? E o senhor apenas olhou o material, os aspectos supérfluos que, realmente alguma importância terão... mas .... enfim.
7 - Portanto há que concluir que, os inimigos da pátria, ao tomarem a pátria (república maçónica) tiveram todo o interesse em justificar o seu crime escurecendo o passado e divulgando a calúnia. Mas a maçonaria tinha feito a mesma coisa no Brasil contra o processo de civilização cristã portuguesa. Em Portugal sobejaram os folhetos "informativos" e os jornais e revistas que, no tempo da monarquia já liberalizada, tinham por finalidade denegrir a própria monarquia e a Igreja.

ascendens disse...

Aqui escreviam-se piadas que não pegaram, pois estávamos muito cerca da verdade. Já no Brasil a piadinha pegou porque, longe de fontes e de uma cultura mais de raiz facilmente as cabeças foram levadas como gado. Provavelmente nas restantes partes da província a história foi a mesma. Eu também achei graça a piadas sobre nós contadas no Brasil, mas, hoje ao saber o preço delas sei que aquele que as conta é apenas uma vítima de uma ideologia anti portuguesa, e anti brasileira.

Há que ser universais (em grego "católicos") sempre com a Verdade e , por isso nunca fora da Igreja que a 2ª Pessoa da Santíssima Trindade fundou em Pedro e prometeu assistir até ao fim com a 3ª Pessoa da Santíssima Trindade.

Foi bom responder-lhe. Obrigado.